Detroit: Become human

A personagem Kara introduzida em um trailer pela Quantic Dream há quase 5 anos, após o lançamento Beyond Two Souls com a atriz canadense Ellen Paige e William Dafoe, seria no entanto uma prévia do título futurista Detroit:Become Human.

A menção da passagem histórica conhecida como Railroad Undeground, que também fora citado no jogo Fallout 4, trata das rotas saídas dos Estados Unidos no período escravagistas para os países onde a liberdade era concedida por direito, como o Canadá. O destino final de muitos divergentes foragidos.

História.

Num futuro próximo uma empresa conhecida como Cyberlife comercializa androides divididos por séries de atuação, para a população, como se fosse utilitários. O impacto começa ocorrer quando alguns desses androides começam a demonstrar reações humanas, e eles são considerados como ‘divergentes’.

Como um ponto mais aprimorado, Detroit: Become human, concentra em oferecer uma liberdade e um tempo de controle com os personagens mais prolongado que os títulos anteriores. Uma vez que sempre houve um temporizador não visível na interface que impedia uma melhor observação.

Ainda concentrado em oferecer uma linha a se seguir, é possível determinar vários finais para os três personagens jogáveis – Marcus, Kara e Connor. Muitos vão perceber a presença de Heavy Rain e Beyond Two Souls neste recente título e outros aprimoramentos que a equipe da Quantic Dream achou interessante incluir.

Jogabilidade.

O movimento do personagem considera o peso dos membros e a movimentação real de deslocamento incluindo o tempo de atraso que uma pessoa leva para girar para um lado e outro dependendo se estamos andando ou correndo. Esse tempo de resposta é bem combinado já que você não sente o personagem travar.

O movimento da câmera agora é possível através de uma alternativa de visão oferecendo mais controle do que é visto. Ao invés de inclinar a câmera para chegar até um certo ponto.

É possível notar também que durante as cenas que exigiam o controle de movimentação do personagem e tomar alguma decisão através dos botões provou-se uma mecânica funcional. O jogo foi construído para ser admirado e interagido sem problemas.

A personagem Chloe que surge no menu principal conversa com você toda vez que acessa o jogo. Dando a impressão que o jogo é um produto da Cyberlife. Oferecendo uma interação similar a um site, você é convidado a fazer pesquisas conforme o seu progresso no jogo. E você pode optar por decidir até a decisões que influenciam ela.

Há mais cenas de ação e combates. Podemos notar que o trabalho de construir controles que dessem respostas a altura dos desafios revelou-se ser um sucesso. Parece que estamos dentro de um mundo único.

Música e Som.

Como em todo título, este não deixa para trás a qualidade das músicas. Que chegam a serem intensas. Cada personagem possui uma trilha sonora específica. E cada situação, desde do momento da ação, ao momento de revelações ou conclusões, tem um toque especial.

Os sons foram muito bem editados, para os que gostam de observar, é bom ouvir até o bater da roupa dentro da máquina de lavar. A dublagem não possui atraso (português) e nem o idioma original.

Sistema de escolhas.

O sistema de escolhas é basicamente escolher um dos símbolos que representam os botões do controle referente ao console ou plataforma. Que agora conta com o botão de observar para observar momentos chaves. Agora existe uma novidade que não tinha nos jogos anteriores.

Diagramas de decisões que demonstram as linhas de ações que você tomou durante aquele jogada, e o que isso destravou. E como a cena foi concluída. Permitindo uma análise do que optar na próxima vez e ter uma resolução diferente. Cada diagrama é exibido no final de cada cenário e pode ser acessado no menu principal.

Gráficos.

Embora tenha sofrido um downgrade da apresentação da E3, é normal que os jogos sofram essa alteração. As tecnologias utilizadas para desenvolver podem se tornar inacessíveis ou apenas considerar que as apresentações nas feira da E3 sempre foram protótipos e nunca finalizações. A diferença vai para detalhes significativos, mas nada que comprometa.

Os originais incluíam rugas nos personagens. Mas para o processamento não decair, a preferência por tirar elementos como esses e preservar a performance foi a melhor ideia. Portanto gráficos dos personagens, design leves, movimentação e animação superaram os seus antecessores.

A movimentação é bem próxima da humana. Devemos considerar também a captura por MOCAP, por isso a fidelidade dos movimentos atentam a realidade, já que existe uma captura dos movimentos dos atores em realidade. Chega a impressionar em alguns momentos. Isso porque como a taxa de FPS não mantém uma persistência, pode ser que você perceba que elas aumentam facilmente para 120 FPS causando a fluidez.

Marketing ‘Fale só um pouco’.

O perigo de fazer Marketing de produtos que já foram aclamados é que eles precisam superar o que já apresentou no passado, mas evitar de prometer o que não pode oferecer. Detroit: Become Human durante a campanha priorizou bastante a construção de personagens e demonstrou o diagrama de tomadas de decisões para apresentar que o sistema agora era capaz de dizer como as máquinas funcionam, já que nós controlamos três delas.

Muito foi focado na personagem Kara, uma vez que ela foi o pivô inicial de boatos por parte do público, que pudesse ser um jogo. No passado a Quantic Dream negou os boatos, mas mais tarde revelou ser parte do projeto. Logo a Kara seria a porta voz de Detroit: Become human com naturalidade.

Apesar de apresentar o produto, eles foram muito tímidos em demonstrarem o que vieram para mostrar. E como muitos trailers surgiam com cacos da história, ficou algo muito no ar, onde nos fóruns haviam tantos boatos até mesmo próximo da data de lançamento, dando a perceber que a publicidade da empresa não conseguiu necessariamente passar a ideia do jogo até que as pessoas tivessem o jogo em suas casas.

Vale a pena?

A Quantic Dream conseguiu lançar um jogo que tivesse em sua base o que sempre foi o charme dos seus produtos. A escolha. Todos os jogos eram filmes e isso consistia em sermos personagens destes filmes. Cada título acrescentou mais personagens com que podíamos interagir. Em Beyond Two Souls podíamos incluir jogar de forma cooperativa, um jogando com a Jodie e a outro com Aiden.

Já em Detroit é possível até jogar com dois personagens ao mesmo tempo. Mas há um falha incrível no jogo. Embora até aqui nenhum ponto negativo tivesse sido citado. O jogo é incrivelmente pequeno. O tempo de jogatina se resume à 20 horas. Isso jogado na primeira vez. Optando por ver todas as cenas de vídeo. Sem saber que caminho tomar para finalizar o cenário.

Mas se você gosta de jogos de escolha, no mesmo estilo Quantic Dream, não fique intimidado(a) pelo tamanho do jogo. Adquira, é um jogo que determina uma época interessante de jogos realistas.

 

 

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Kingdom Come: Deliverance

O título Kingdom Come: Deliverance é descrito como um jogo realista da época medieval. Trazendo na pele do personagem Henry em um jogo de primeira pessoa no melhor estilo RPG. Tirando o lado mágico que essa época é produzida na maioria dos títulos como Senhor dos Anéis e Skyrim. A dificuldade fica pela proximidade de um personagem que precisa treinar para estar a altura dos oponentes em um mundo onde o erro é fatal.

O parágrafo acima traduz em um jogo top. Mas antes que façam a compra no Steam ou no PSN Store, pensem antes de comprar este jogo. Em matéria de realismo, o pessoal da Silver fez um belo Marketing para vender, mas esqueceram de mencionar outros pontos que são negativos.

História.

O jogo é uma verdadeira enciclopédia de fatos históricos revelando ser uma obra prima em matéria de informações e fatos. Comparado a obra da Ubisoft, a série Assassin’s Creed, é realmente um banho. O ponto negativo em relação fica pelo idioma permanecer no inglês.

Você é o personagem Henry que pode ser considerado um jovem diante dos problemas que o país enfrenta, e sobretudo os problemas da época e escassos recursos, sem mencionar as distâncias de uma cidade para outra.

Sua jornada inicia após sua vila ser atacada pelo irmão do atual rei, que quer a todo custo a coroa para si. Mas não pense que você é o herói, não, aqui você é uma pessoa como tantas outras no meio de uma guerra.

Seu personagem começa do zero. E nisso que consiste a história. O único maior pecado dela é priorizar que você quer vingança. Amarrando muitos acontecimentos basicamente o forçando a tomar um rumo dentro da campanha principal. O que é contraditório, já que parte da campanha não é exatamente um open world, é linear, previsível e obrigando a agir conforme a história progride.

Se você optar por ser stealth, esqueça, a campanha obriga você ser Henry o guerreiro. E ponto final. Na maioria das vezes a história vai se perder pelo fato que aprender qualquer outra coisa a não ser lutar,  é o mais importante. Então liberdade de escolha é uma mera ilusão aqui.

Jogabilidade

É um jogo extremamente travado. O modo de andar, a lerdeza do personagem, o empunhar a espada, os golpes, o movimento de câmera, as respostas dos botões. É tão fraco esse ponto que muitos aspectos do jogo se tornam frustrantes. Na prática sair apertando o botão de ataque que nem fliperama é mil vezes melhor do que pensar em fazer um ataque e defesa ou pensar que vai fazer uma luta de espadas no estilo Jedi.

Dado o realismo do jogo, não de gráfico (bem ultrapassado), movimentação, animação dos personagens, e sim realismo baseado em como se veste, o mundo reagindo (embora não tenha visto qualquer reação em si, mais do mesmo), ele peca muito em demonstrar um personagem robô. Mas com NPC inimigos NINJAS.

Os carregamentos iniciais não é demorado. E não há nenhum durante a ida pelo mapa (mas não é novidade, nenhum jogo carrega o mapa há muito tempo). O único inconveniente é que no início do jogo ele carrega, e depois você precisa carregar o seu jogo fazendo que haja dois carregamentos seguidos.

Física

Como a jogabilidade, a mecânica do jogo é muito insuficiente. Embora nos primeiros momentos você ache que a chuva, os trovões e relâmpagos, e o passar do tempo do ciclo de dia e noite sejam um espetáculo. Não vai demorar muito tempo para começar achar que esse é um processo péssimo. Se você não aumentar o gama (brilho), é praticamente impossível não usar a tocha para iluminar, isso que dizer – tchau stealth.

E se não usar, você vai trombar com o seu inimigo do mesmo jeito. A qualidade gráfica influencia na má coordenação do personagem que possui uma movimentação desengonçada. Embora o movimento do cavalo e dos NPCS quando estacionários merecem destaque, na prática de batalha e algum movimento excepcional do comum, decepciona.

Tem áreas de cercas que apesar de um pouco elevadas não permite escalar, obrigando a seguir um caminho pré-determinado. Sem falar é claro de ficar preso em certos lugares. E inclusive até uma pedra no chão que por ser um pouco mais alta que o seu sapato o faz ficar preso, pular é uma saída, mas ás vezes é uma forma de se prender mais ainda, gastando inclusive stamina.

O movimento de esquiva é inútil. Andar para trás mais ainda. Correr pode ser uma saída. Mas no início do jogo com uma armadura fraca, a maioria dos inimigos pode ter matar com 2 ou 3 golpes. Considere isso na dificuldade fácil. Na mais difícil nem se fala.

Música e som.

Música típica medieval, flauta, passarinhos piando. Cachorro latindo, pessoas conversando. O barulhinho da chuva na calha dentro das edificações. Impecável. Movimento dentro das instalações, pisar em poças de água. Lama e terra. O trabalho do som é digno.

Mas a voz do nosso personagem é insossa. Parece que alguém dublando com um saco de papel na boca. Sem falar que ele não sente nada, nem mesmo para expressar emoções o timbre muda. O que tem de impressão é que o ator leu o script antes de dormir e enviou para o editor. E mesmo que coloque no máximo de volume, ele vai falar muito baixo.

Preço.

No PSN STORE o valor do jogo é de R$ 249,90 e no Steam é de R$ 149,99. Na melhor das hipóteses, mesmo os jogadores que gostam deste estilo de jogo, a recomendação é de que esperem uma SUPER PROMOÇÃO para abaixar esses valores. Dado o nível da jogabilidade, física e gráfico.

E da linha de desenvolvimento do personagem ser osso duro de roer para crescer e a dificuldade, além da campanha apostar em um progresso de jogo na contramão da proposta, um jogo linear obrigando a fazer as estratégias diferente do que você tem em mente, deveria custar em ambas plataformas um valor de R$ 50,00.

Marketing nível ‘Olho de peixe’.

A prioridade da empresa em realizar o Marketing foi demonstrar o quão o jogo tinha em similaridade e confiabilidade nos fatos históricos, priorizando as cut-scenes (cenas de vídeo) para comprovar a legitimidade do jogo com a cronologia real de nossa história. Os poucos prints (imagens) não demonstravam a mecânica de combate, apenas fotos relevantes de luta que dessem a ideia de dinâmica.

Os gráficos são ultrapassados para um jogo de 2017, embora a proposta da empresa tenha sido de oferecer um jogo com realismo de comportamentos e reações de um mundo, essa é a mesma ideia de vários estúdios que não conseguiram entregar em nenhuma vez o combinado. Todos os títulos citam uma IA avançada e um mundo dinâmico que reage as suas ações, mas na prática há um deslize.

Kingdom não possui um mundo dinâmico. Ele possui gráficos ultrapassados, mecânica de jogabilidade ineficiente, um mundo aberto para explorar, uma vez dentro de side quests e main quests ele se torna linear. As estratégias não são abertas a mão, os jogadores são obrigatoriamente impostos a sempre a lutar. Stealth e diplomacia não é um caminho exatamente possível.

Você pode usufruir dessas táticas, mas apenas como alternativas e temporariamente. Se está pensando em fazer como em Skyrim, este não é o seu jogo. Aqui a física do jogo é igual ao Far Cry 5, não importa se está usando silenciador, você será visto do mesmo jeito.

A publicidade do jogo trabalhou bem as artes conceituais, trailers e informações no site oficial. E buscou veículos de críticas com nome na praça para dar um endosso ao trabalho, mas na prática temos um jogo com a inteligência artificial, gráficos e jogabilidade de 2004.

Vale a pena comprar?

Se você gosta de títulos medievais e luta como um bom RPG, sugiro esperar que o preço reduza. Se está esperando um jogo com um mundo que reage e um personagem que tenha uma curva de progresso de habilidades recompensadoras, não recomendo. Você pode gostar mais de Monster Hunter ou Shadow of Mordor. Este jogo está mais para quem gosta de jogar Xadrez.

5 Dublagens de títulos que não deram muito certo

Que sabemos que a dublagem brasileira já mudou a história do México da esquetes do Chaves na escola para brasileira, todos sabem. Que mudar o título do original para algo conveniente e resumido do que a história se trata, é outra tirada antiga. E vamos falar hoje sobre como os títulos originais fazem mais jus ao contexto do que o título traduzido.

PRIMEIRO – Renascida do Inferno.

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The Lazarus Effect (Tradução: Renascida do inferno) com atriz Sarah Bolger, Olivia WildeEvan Peters trata de um filme de ficção científica e terror. Tal como o filme “Linha Mortal” (Flatline) com Kevin Bacon e Julia Roberts de 1990 e o mais recente remake que tem o mesmo nome no inglês (Flatline) e eles resolveram traduzir como Além da Morte com Ellen Page, sua temática muda um pouco pelo fato deles não quererem ter uma experiência com a morte, e sim prolongar a vida enquanto a pessoa ainda está viva porém com os dias contados.

O problema do nome é que você pressupõe algo religioso e até com um tom de OUIJA, Possessão ou atividade paranormal. Mas o filme tem haver algo com Lucy com Scarlett Johanson. Isso porque o filme se trata do soro Lazarus que permite que a pessoa quando morre, ela volte. O soro atua no cérebro de uma certa forma mudando a personalidade e capacitando o seu uso em 100%.

Ou seja, ninguém retorna do inferno. Na verdade existe é uma mutação que a pessoa a passa a ter poderes, telepatia e até telecinese.

Algo bem mais atrativo do que o título parece tentar convencer. Seria muito melhor ver um filme com o nome “O efeito Lazarus” do que um título mais bíblico “Renascida do inferno” quando na prática nem é bem isso que ocorre.

Talvez alguém tenha visto o filme correndo e viu o crucifixo da personagem Zoe (Olivia Wilder) e viu os olhos pretos e conclui – “Demônio”. Mas é ledo engano, este filme está mais para Resident Evil, mutação e X-Men.

SEGUNDO –  O Enigma de outro mundo

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Tanto o filme de 1982 e de 2015. O título original é “The Thing” e suas traduções sãos as mesmas. Talvez até mesmo para o original faltasse ali um The Thing Prequel, já que o The Thing de 1982 é uma sequência, não um remake como pode parecer a primeira vista.

O nome “O enigma de outro mundo” já caiu na boca do povo há mais de 35 anos. Então como não achar estranho. Naquela época talvez tenha parecido esquisito. Mas colocar o enigma que vem de outro mundo, me parece bastante estranho. Já que qualquer coisa que venha de outro mundo se suponha ser um enigma. E que enigma? Seria melhor ter interpretado como A coisa ou O parasita seria mais sensato.

TERCEIRO – Um maluco no pedaço

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Série de 1990-1996 que elevou ao estrelato Will Smith que até então tinha 22 anos. Descrito como um primo da família Banks, sobrinho de Vivian, veio da Filadélfia para morar em Be-lair. O nome original da série é “The Fresh Prince of Be-lair” que mais chama atenção pelo fato de ser chamado de Prince na Filadélfia. Seria o “O Fresh Prince de Be-lair” soaria estranho, correto? Um maluco no pedaço soa genérico. Quantos malucos temos na série? Em diversos momentos, até o mordomo Geofrey revela ser doido.

A marca registrada de Will, algo a haver com o Princípe de Nova York estrelado por Eddie Murphy rodado em 1988. Que conta a história de um regente de um país africano que resolve ‘pular’ fora dos seus compromissos e viver uma vida de plebeu em Nova York. Seria uma paródia. Na prática – “Um príncipe em Be-lair’ não soaria nada estranho se a proposta fosse lida antes de traduzir.

QUARTO – Alien o oitavo passageiro

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Só o fato de ter o nome alien, o suspense estava instalado. Não deixa de ser um título do tipo pleonasmo. Usar um termo que tem significados redundantes. Se a tripulação formada por 7 humanos, o alien seria obviamente o oitavo. Mas até aquela altura quem nunca tinha visto o filme, oitavo passageiro não tinha nenhum significado. E pelo erro de conta, seria o nono passageiro, a exclusão do gatinho Jones nunca será perdoada.

O nome Alien era simplesmente o suficiente.

QUINTO – Resident Evil O hóspede maldito

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Resident Evil obra oriunda dos games, 1997 precisamente, que deu o início da história e saga dos agentes da S.T.A.R.S, sobreviventes contra a maléfica Umbrella e seus aglomerados e segredos escondidos nos porões da cidade Raccoon. Em 2001, a atriz Mila Jovovich e Michelle Rodrigues recriaram a obra de terror para as telonas. Dentro do valor da crítica, alguns fãs achando impecável e outro abominável, o título parece ter sofrido menos acusações.

Sofrendo da mesma perna de dublagens de títulos em que o tradutor vê o filme correndo ou supõe que a tradução resume todo o processo e contexto, achou que Resident Evil (Residente Maldito ou Hóspede Maldito) faria jus. Com certeza se você considerar um filme de assombração. Uma casa mal assombrada ou qualquer coisa do gênero. Mas estamos falando de segredos de uma empresa governamental que faz experimentos biológicos no porão da cidade.

O hóspede maldito não faz muito sentido. É como o filme de Silent Hill que tinha “Terror em Silent Hill”, quem traduziu nunca jogou um jogo da série da Konami. Quando houve um paraíso em Silent Hill para agora tocarem terror lá? Silent Hill já é a porta do inferno na terra, é mais um título vítima de pleonasmo. E no caso do Resident Evil, não faz muito sentido. Teria mais efeito como o “Hospedeiro maldito” em referência a inoculação do vírus-T.

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O futuro da IA, Marketing e o mercado.

Automação vai revolucionar o futuro.

Automação parece ser uma vírus recorrente do dia-a-dia. Mas embora o termo vírus comprometa a sua definição, como algo sendo ruim, ele pode ser positivo caso a estratégia valorize mais a filtragem e organização de dados promovidos pelas máquinas.

Quando falamos de Mídias Sociais na boca do povo só se escuta “Hubspot, Google Analytics, Google Adwords e outros mais”, mas Rede Sociais segue a mesma cadência do velho e bom Marketing, cálculos matemáticos podem ser avaliados por máquinas, mas só podem ter interpretação através de humanos.

Antes de pisar no terreno da automação e achar que um app como o InstaEasy vai lhe trazer algum retorno sem um toque humano, é pensar que milagres existam. Com certeza que as empresas vão vender seus produtos prometendo fundos e mundos, e com essa mesma certeza que os profissionais que atendem pelo chamado de profissionais de Marketing vão falar que sem eles, nenhum T.I faria diferença.

A capacidade cálculos e análise que um aplicativo é capaz de realizar é impressionante. Fenomenal conectar o Google Analytics com o site e ver após 24 horas os números brotarem nos gráficos. Definir metas, construir painéis que nos forneçam as informações mais precisas e dali abstrair alguma informação.

Imagine fazer isso na mão? Mas pelo menos uma vez na vida é preciso fazer isso na mão. E por quê? É fantástico que a geração computacional nos auxilie com cálculos e milhões de dados que cruzam nosso cotidiano e que permita uma coordenação deles dentro de categorias e filtros, mas sem o cerne humano, não há muito o que um sistema de computação contribua.

Inteligência artificial é o novo agora.

Muito se fala de inteligência artificial, mas é porque esse termo confunde. IA não é consciência, tampouco bom senso ou análise empírica. Uma máquina não sabe filosofar a não ser que esteja programada para tal. Consideram que a máquina possa ser capaz de se encarregar de decisões e informações, mas escapa ‘delas’ o conceito emocional.

Dados não possuem a variável emocional, nisso consiste, sem a arte da língua, que os mais precisos e complexos cálculos ainda dispensem o mais importante indicador dentro do estudo do Marketing, pessoas. Aplicativos não diferenciam uma soma de 1+1 com uma pessoa.

Logo a precisão é exatamente o que você programou que ele deva achar. O problema é que a observação psicológica nos proporciona que há inúmeras variáveis envolvidas em uma interação humana.

Não é possível pelo menos para uma inteligência artificial atual recorrer a associação de lembranças, considerando que ela não saiba o que é associação e lembranças para tirar uma conclusão do porquê uma pessoa compra uma blusa laranja e não uma azul.

As máquinas servem para executar operações rotineiras tal como uma máquina industrial monta um veículo. Ainda que existam muitos estudos ressaltando que a capacidade de racionar esteja no auge, é preciso entender que a IA dita aqui não é algo como Exterminador do Futuro.

Ainda que pareça, lembre-se que para que uma IA seja adequada ao modo de pensar humano, longe do que vimos em Detroit: Become to human, está MUITO longe de algo assim acontecer, se é que possível.

O futuro será das máquinas?

As diversas leituras predizem que a inteligência artificial ocupará espaços humanos hoje em breve. E que essa realidade já nos rodeia. Observamos que muitos processos realizados nos bancos, nos supermercados, nas livrarias atendem a dispositivos de funcionais inteligentes. Até o simples leitor de código de barra que lhe informa o preço, dispensa um vendedor.

Antigamente para saber o preço ou era possível ler na embalagem ou teríamos que procurar uma pessoa do local para nos informar. Hoje a tecnologia, mesmo sem o aparato de IA, dispensa cargos. Se aos poucos essa realidade já se tornou real, não seria diferente que em breve, como um programa mais robusto, fosse possível colocar uma máquina para operar em cargos mais complexos, como os de chefia.

Mas a indagação, será? Não. A IA hoje é largamente confundida com um ser com consciência capaz de apertar botões e destruir a terra porque possui emoções. Inteligência artificial é um ramo que combina algoritmo genéticos e redes neurais que intencionam tomar decisões.

Essas decisões são elaboradas a partir de combinações de elementos, que de acordo com um programa, ele define critérios de escolha. Essas escolhas são optadas por minuciosos cálculos matemáticos. Que optam por A e não por B. Mas nada de inesperado. Seria coincidente aqueles que creem em uma IA consciente, mas que ignoram que as decisões são tomadas a partir de programações previamente escritas.

Essa questão se elevaria a diversas discussões onde o propósito é entender se a IA seria capaz de ocupar a cadeira de um profissional. Seria? A capacidade de ocupar uma posição é inevitável. Mas por total autonomia, teríamos que reavaliar o quanto o processo é rotineiro ou eventual. A eventualidade exigiria da máquina ‘inúmeras’ linhas de código que preveriam diversos cenários.

Rotineiro basta que o mesmo some 1+1 até dar 2. Profissões que demandariam tato humano seria difícil essa substituição. Vemos que até hoje nos tempos de internet os apps de automação de redes sociais podem parecer positivos, mas apenas ignoram a parte romântica do negócio. As pessoas, os clientes são tratados como mercadoria em uma esteira.

No futuro a opção por tratar com seres humanos será mais estratégico do que permitir um app lançar 100 posts por semana e mandar seguir todas as pessoas com sua afinidade. Mas seria o app capaz de entender porque aquela afinidade foi adotada pela pessoa, como de fato aquela pessoa poderia contribuir com o seu negócio, avaliando todos cenários possíveis?

Hoje é possível notar empresas com 7.500 seguidores no Instagram, mas na prática o seu fluxo de caixa é igual a uma empresa pequena. Dentro de um centro comercial de baixo custo, onde a demanda nas redes sociais conseguida por uma máquina ignorou o fator humano no lugar de quantidade. Máquinas quantificam, humanos qualificam.

Não. Porque máquinas não raciocinam. Apenas executam ordens. Ordens programadas. Diferente de um ser humano que mesmo que seja direcionado a seguir ordens, ele pode questionar, pois independe de qualquer ‘programação’ prévia, que o faça. Essa diferença nos permite entender que empresas vão embarcar nessa automação 100% ou as que vão optar por uma cooperação de 50%.

E sobretudo terão um pé nessa corrida, aqueles que entenderem que a importância das profissões, do Marketing serem exercidas por humanos será na prática mais sustentável do que requisitar uma máquina para tratar de relações pessoais. A questão é: As empresas estão preparadas para este cenário?

 

Jogador Número 1

Como começar uma análise sobre um filme que mistura animação e live action e consegue trazer a cultura popular (Cult Pop) com a melhor narrativa que você poderia esperar, mas não esperava? O nome original é Ready Player One, esta informação significa “Preparar jogador número 1” não significa que é o Choosen one, na verdade era uma chamada típica de arcade, dos tempos de 1990.

Imagina a mistura: VR + MMORPG + Arcade + Cultura popular Filme e Games no mesmo lugar? Sentiu que o filme é para Geek Nerd nível 1000? Senti a melhor vontade do mundo ao ver a recriação que eles fizeram do Iluminado. Sim, o filme é uma atração. A surpresa é que o Marketing do filme não me atraiu para ver o filme, na verdade o que me atraiu foi a questão de VR.

Um assunto que tem me tomado o tempo nos últimos meses. Quando experimentei pela primeira vez, fiquei obcecado por Realidade Virtual. E como sabia que o filme tratava do assunto, comprei o ingresso e sentei na cadeira no dia. Dali em diante percebi que mais que um filme de VR, ele é um filme de animação, filme de geek, filme de RPG, filme de cultura e tecnologia moderna, mas unindo um poucos de vários mundos. Logo notei que houve aí uma chance…perdida pela publicidade do estúdio.

Tem gente que gosta que está perdendo. E soma á isso o Rampage. Quem jogava? Não tem no filme. É um filme a parte. Só mencionei porque foram lançados juntos. E isso é incrível, pois Rampage imitou exatamente os games. Ralph, George e o lagarto (sem nome). Enredo direto, sim, essa de perder tempo com laboratório dá nos nervos. Você quer ver os monstros arrasando…ok é ruim. Mas já viu o estragos deles naquele gráfico de 8 bits? Imagina algo parecido com 4K e acima de 120 fps.

Só achei que teve poucas cenas dos monstros.

Voltando ao jogador número 1, que veio de um livro. Não li. Mas motivo ainda para ler agora. Do que se trata este filme. Se você já chegou agora e não quer saber, então pare aqui. O aviso é claro, SPOILER pode causar ansiedade extrema e irritação descontrolável, o sujeito após o acesso de raiva não se lembra de nada.

[SPOILER] Preparados?[SPOILER]

O criador do MMORPG por acesso virtual (VR) chamado Oásis, Anorak (Avatar no jogo) e o Sr. Hilladay na vida real, uma espécie muita parecida com Garth de Quanto mais idiota melhor, após sua morte misteriosa (sim ela não é contada no filme como ocorre e no final dele surge uma pergunta, ele está morto ou melhor ele alguma vez existiu?), abre um desafio aos jogadores. Eles devem achar três chaves através de desafios pelo mundo do jogo. E após isso devem achar o easter Eggs para que Oásis seja entregue junta com as ações da empresa a quem conseguir.

É claro que o filme tem sua crítica social. E tem também sua avaliação social diante da inovação. Conflitos de gerações, criadores de games, geeks, fãs de RPG, Elites Dangerous da vida, Dc Universe e Elder Scrolls Online vão gostar de saber que o filme os representa. De uma forma SUPER INDIRETA, o Mass Effect também.

E claro mostrando esse vício de internet e jogos, ok não é chato. Apenas é citado no meio do caminho que é legal viver também a realidade. A recriação do filme Iluminado, música, cena da mulher podre do banheiro, a dança no salão, o quadro com Jack Nicholson, no lugar Hillady.

[FIM DO SPOILER]

E depois finalmente alguma visão de Tron. Mas é ver para entender que esse filme foi subestimado. Não vi muita gente sabendo dele. É aquela pérola que você ouve falar ou vê sem querer. Depois olha para os lados e faz o movimento rítmico de John Travolta do filme Pulp Fiction e exclama – “Mais alguém sabia?” Faltou aí energia na divulgação.

Eu teria nos cinemas investido em um diorama com os cenários e colocado um VR em atividade. Como se perde oportunidades hoje em dia. Mas é a análise que se segue.

Marketing: Nível fraco

Maior que o título acima é dizer que foi inexistente. Devo ser sincero que sou bem antenado com assuntos de filmes, VR e tecnologia. E não vi uma peça chamando para essa maravilha. É o mesmo que fazer uma edição da E3 no Brasil e não chamar nenhum gamemaníaco para ir.

Deixaram de lado a propaganda que deveria trazer aos cinemas DUDES que adoram esse tipo de título. E passou corrido que houve algumas matérias por aí falando sobre Gamers mulheres. Bem o filme trata que as mulheres são Gamers poderosas. Não vou falar que os cinemas e os produtores perderam a chance de se destacarem, e sim que PERDERAM mesmo a chance.

Para que gastar em um filme milhões de dólares, olha que o crédito do filme levou uns 7 minutos para terminar para só falar quanta gente trabalhou nele, e você não investiu uma moedinha em publicidade? Devem ter pensado que o nome Steven Spielberg e as inúmeras menções como Delorean, Echo e outras belezuras da Ficção fariam a propaganda automática?

Senti preguiça pouco investimento. Agora o filme vai para DVD e vai ter gente criando fã clube. Mas seria um BOOM no cinema. Tirando a ausência de Marketing do filme. O produto vale muito a pena.

 

 

 

5 Erros (ao pensar) sobre o Marketing faz

Marketing é uma caixinha de surpresas para muitas pessoas. Uma caixinha que parece fazer milagres aos olhos de quem a vê de muito longe. Milagres do público crescendo, das curtidas subindo, dos compartilhamentos alcançando e por fim dos comentários dando vida ao negócio. Ainda que seja chamado de Marketing Digital, ainda segue os preceitos sendo chamado apenas de Marketing.

Entender os erros que levam a interpretação do que é Marketing, é tirar a névoa do que não é Marketing. E por fim saber a diferença entre a aplicação dele por um especialista ou não.

MARKETING É ATALHO

Atalho é todo caminho que tem um corte ou uma brecha, entramos por ele e saímos perto ou na saída. Atalhos pode ser compreendidos em alguns casos como uma visão precedentes. Talvez a interpretação aqui seja pensar que Marketing queima etapas quando cria um processo que o deixa na frente dos seus concorrentes. Mas aí é desconhecer que o Marketing lida com organização dos fatos e que por conseguinte, sim, ele vai saber de coisas que seus concorrentes podem não saber.

Marketing não é atalho, Marketing é a base de ‘entender para compreender’.

MARKETING É MILAGRE

Assim como o atalho é considerado uma espécie de milagre, milagre é atribuído ao fato gerado sem explicação. Mas dando a explicação para elementos que você normalmente não enxerga como o responsável daquele resultado. Por exemplo, porquê Mick Jagger torceu para o Brasil ele perdeu? Não, haviam fatores que o fizeram perder muito além da presença de alguém ou do fato isolado em si.

Comicamente falando, mas com a certeza que um fator na questão ser considerado responsável pelo sucesso ou fracasso, apenas por falar, é avaliar que uma curtida no dia 11 de novembro do ano que termine em 11 seja a resposta por você ter atratividade com o seu público.

MARKETING ‘É COISA DE BANDIDO’

A associação é natural. Marketing é um uso prático de muitos para enganar. A jogada de Marketing é um subproduto do que muitos acham ser o mainstream do Marketing tradicional, digital, jurídico e etc. Se há um processo que nos deixa cabulados, é que o Marketing pode ser considerado um ‘jeitinho’ para o negócio dar certo ou dar aquela reavivada.

Bem que Marketing tem toda uma característica. O que muda? Muda pela segurança de quem vende o Marketing. Segurança que gera confiança. Você pode colocar uma venda nos olhos e amarrar os pulsos e contar com quem oferece aquele Marketing que vai lhe soltar no momento combinado?

Pois o jeito de criar confiança é tirar as amarras de ACHAR o que é uma alguma coisa e ir conversar para SENTIR quem é aquele(a) e o que ele(a) anda oferecendo GARANTE o que você procura.

MARKETING É CONVERSA DE VENDEDOR

Sim é uma conversa. Mas não pejorativamente de vendedor. E nem conversa de vendedor deveria ser um aspecto negativo. Mas pelo gosto popular isso significa “enganar”. Mas fora de aspas, a enganação nos impede de ir adiante, e as pessoas procuram por elas mesmas a forma de como fazer para evitar aborrecimento e custo.

Sabe aquela que o Marketing é investimento e não custo? Então deveria saber que independente de quem a fala, Marketing continua sendo um investimento. Sabe onde o custo se aplica, se você pode confiar em que fala isso para você.

De novo voltamos a relação humana. Antes de taxar, faça uma breve conversa, dê uma pequena chance. Abra mente e deixe que o diálogo antes de que vire uma venda, vire uma construção de valores que você e o ‘tal’ vendedor acreditam. Quando a conversa é artificial, saiba, que o vendedor que só conversa, vai cair em contradição até conseguir vender o melhor pacote que mais ‘compensa’ ele.

TALK TO ME!

MARKETING TODO MUNDO FAZ

Uma mania do século 21. Mas a culpa é nossa. Pois inventamos de achar que colocar o conteúdo nos livros anteriormente e agora na internet formaria profissionais gabaritados e capacitados de lidar com supostas situações. Quer dizer, se alguém lê um verbete inteiro de direito, pode falar para OAB que está habilitado? Uma pessoa que vê Gray Anatomy está pronta para fazer uma cesária sem complicações ali no Miguel Couto? Ou ainda, ser um cientista político por ver todas as temporadas de Game of Thrones e prever um colapso iminente?

Bacana perceber a ousadia e coragem. No entanto elas não bastam para compilar casos de sucesso. Porque Marketing não é uma atividade de praça. Pode até parecer. Porque a linguagem parece acessível, certo? Todo mundo fala que basta saber o mix que você terá o mundo nas mãos. Falam a mesma coisa de inglês, mas sem bons contatos, sem poder de negociação e capacidade, é só uma língua a mais no currículo.

Marketing não é uma tarefa para qualquer um. E embora você possa pensar que é. Não confunda jamais ter 10 milhões de seguidores com retorno real de investimento. Por quê? Internet dá uma sensação enorme de gratuidade, infinitos poderes e possibilidades, lá as regras não valem como aqui, o custo e benefício sempre favorece na balança. Contaram a história dos 3 porquinhos para você.

Internet nem é gratuita. As regras do lado de fora valem, na ausência de uma específica, vale a que existe. Não existe ‘infinitos’ recursos e possibilidades. Isso vai depender não necessariamente dessa conexão que vou citar, mas precisam andar de vez em quando de mãos dadas, DINHEIRO e ESTUDO. Pensar que o custo e o benefício serão pombinhas numa noite de verão todos os dias e toda hora é pensar que uma onça com fome não vai devorar a única novilha na sua frente.

  • Marketing não é atividade de final de semana
  • Marketing não se faz um dia
  • Marketing não é a facilidade da Wikipedia
  • Marketing não significa linguagem fácil e fácil prática
  • Saber o ‘Marketês’ não SIGNIFICA nada
  • Estar antenado com o que o Twitter e o Jornal dizem é apenas uma parte do Everest

Marketing Profissa vs Entusiasta

Ainda existe o risco de você pensar que esse é um artigo que argumenta para o meu lado. Bem sou profissional de Marketing, Publicidade e Design, o que você esperava? O profissionalismo da comunicação é informar ao seu público a qualidade e benefícios de algo. Quanto menos houver erros no que você procura, não é mais fácil de você adotar aquele processo para si?

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Quanto menos informação ou na ausência completa dela, o que costumamos fazer? Por observação considerar aceitar ou não. Nisso surge o achismo. E como prática do imediatismo, pode não acerta-lo(a) agora, mais em breve, vai deixar de lado a investigação e considerar o AGORA como o ovo dourado da publicidade.

E o que der mais visibilidade e curtida você adota. Quem delira? Olha que genialidade de Marketing, veja o MITO passando. Talvez essas declarações deixem qualquer um com aquele tique de ‘SOU FAMOSO CARAI’. Sim. Mas você é um famoso que tem ideia do que o seu público procura, que produto eles atendem agora…opa, talvez você só saiba que as curtidas tem poder na Rede Social, certo?

O mais caro dessa situação é achar que você acha que sabe disso e continuar investindo em algo que chamamos com muito orgulho, mas na prática tem uma dimensão tão diferente que a gente nem reconhece quando passamos por isso. O tal empreendedor de garagem. Que acha que com pouco recurso, sem diplomação e nenhuma experiência anterior, a não ser colecionar NÃOS no lugar de SIM fará alguma diferença no resultado porque Zuckberg, Jobs e Gates fizeram assim.

Se remover a carapaça do mítico do que é fazer Marketing, logo vai perceber a beiradinha que está. E olha para baixo e vê o tamanho da queda. Se tem vertigem, fecha os olhos e pensa melhor se não é mais apropriado voltar e vê se tem uma placa para um caminho melhor ou mais adequado aos seus recursos e habilidades atuais. Parece radical que o propósito seja fazer o difícil para adquirir maestria, mas vejo no dia-a-dia o contrário.

Passar pelo caminho das pedras sem preparação de propósito não qualifica em quase nada. Apenas o instinto de sobrevivência, se não morrer antes. Caso seja obrigado a sobreviver em condições precárias e sair dessa vivo, entenda que isso não é milagre e nem merece aplausos. Todo ser humano quando implica mostrar o que sabe porque não tem outra alternativa, ele é bem eficiente. Se sabe que é um teste, ele se torna relapso com o mínimo.

Marketing diário demonstra que tem muitos achando que fazer ação é colocar o MEME. Super engraçado, mas já deixei de comprar em empresas por causa disso. Por quê? Você não riu, não salvou nos favorito para ver no intervalo do job, não recomendou aos amigos, não fez até uma pegadinha com aquela piada nova? Com certeza. Mas ninguém gasta GRANA em algo que serve para divertir seu filho, a não ser que essa diversão garanta saúde e segurança à ele.

MEMES e suas traduções para o que chamo de Marketing amador devem ser apreciados, pois todos os atuais profissionais e especialistas (os de verdade) foram amadores. E chegaram onde estão. Mas eles estão ali porque cismaram em estar. Estudaram, pesquisaram, viram alternativas, enxergavam Marketing 100% dos 7 dias da semana e as 24 horas do dia. Não são apenas entusiastas tirando foto e colocando no Instagram e pedindo para ser chamados de fotógrafos, embora a sensação disso seja WOW.

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Mas na prática é como uma criança que vê um filme e quer ser o herói. E depois vê outro, e logo larga aquele herói tão facilmente e quer ser a sensação do novo filme. Não é assim que funciona, o Marketing é preciso persistência, paciência sobretudo, análise, estudo e MUITO ESTUDO.

Essa nova era nos permite ser o que queremos correto? Então lembre-se que ser não significa necessariamente ter. Para ter você precisa moldar, vestir, viver e respirar. E assim entender, porque sem entender, vestir a camisa do Stephen Hawking não lhe torna um cientista ou visionário. Apenas uma pessoa que está vestida.

E o que frustra? Porque disseram que você se investir terá. Mas lembre-se que o investimento não SIGNIFICA apenas ‘money’. Vamos ao tempo, ao espaço, as relações, durante, pré e depois. Cabe entender que Marketing não é uma ‘dica, um atalho, milagre ou qualquer um faz’. Se seguir essa retórica, é só olhar para empresas que investem em um comportamento que elas chamam de ‘Reverso psicológico’ (Maltratam, xingam, são partidos políticos) e acha que isso vende.

Vende? Sim para o público mais difícil que elas vão ter. Por quê? Já discutiu com uma pessoa sobre política? Se sim, sabe que de lá você vai perder o(a) amigo(a), vai se aborrecer, vai perder a compostura, vai revelar um lado seu que você mesmo não sabia, vai criar uma imagem contrária. Pois política é pessoal e muda de lado convenientemente. Público que defende argumento nesta esfera se comporta da seguinte forma:

  • Só compra se a empresa foi ideologicamente partidária igual à ele
  • Comenta o argumento, mas não necessariamente compra o produto
  • Usa a empresa como plataforma, ou seja escudo
  • A empresa vende mudanças políticas diretamente? Cliente quer saber.
  • Empresa: Meu negócio minhas regras, Cliente: Meu dinheiro minhas regras.

A demanda se torna um funil com o escapamento mais fino do mundo. Nisso consiste o amador achando que polêmica, assuntos conflitantes ou a chamada “jogada” que interfere no Fake News ou fatos, possa garantir retorno.

É compreensível. Já viu o desenho do aclamado Alex Ross perto do seu filho? Um dia terá o mesmo traço, mas hoje, ele convence só os olhos dos pais, sem um bom argumento dos mesmos, aquele desenho fofinho não vai estampar a publicidade que custa milhões do momento.

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Vem conversar sobre o que o Marketing pode fazer, e sem papas na língua, vou falar como, quando e quanto. Mas precisamos conversar!

 

5 Temas sensíveis para Marketing de Conteúdo

Quando existe o engajamento para temas em Marketing de Conteúdo falamos de Planejamento. O normal é desconhecer porque o plano é tão importante em casos como estes. Então vamos falar sobre um assunto que já foi Live e inúmeras vezes citada em palestras da Junqueira Consultoria – Pilares sensíveis.

Confira a live na íntegra no link a seguir – “Os pilares sensíveis no Marketing de Conteúdo”

Usar a polêmica como assunto dentro dos canais de comunicação, imprensa ou identidade visual (Design) pode ser uma boa ideia, mas não é. Quando falamos da Análise PEST (Político, Econômico, Social e Tecnológico) falamos do contexto de Macro Ambiente. Que quer dizer variáveis de nosso ambiente que não dependem de nossas ações ou controles.

Hoje mais que outra época vivemos uma polarização de tópicos, assuntos, conteúdos ou situações que demandam atenção especial. Pois elas representam algo dentro da interpretação de cada indivíduo e possui uma classificação geral para a sociedade. O problema é que essa média de interpretação pode favorecer ou prejudicar quem a expressa.

Não há um impedimento destes conteúdos, a ressalva vai para o preço que sua marca quer pagar por usa-los.

E você não controla, apenas influencia. E há situações e conteúdos que a influência, mesmo de uma instituição, não é significativa o suficiente. Vamos aos tópicos:

CITAR POLÍTICA – Normalmente o contexto político exige de respeito a opinião. A opinião não é algo que pode ser moderado, uma vez que vamos entrar em liberdade de expressão e todo um processo sensível. Mesmo que a política pudesse ser utilizada como estopim, é preciso pensar o que a política significa para o seu publico. Você promove ideias capazes de mudar a vida de todos através de sua empresa? Marca? Empreendimento?

A pergunta é: Qual é a finalidade de comentar a política em sua estratégia? (A resposta não é simples sem uma visão de Marketing)

USAR DA IMAGEM DE VULNERÁVEL – Muito comum pois demonstra ora a sensibilidade da causa, mas também o menosprezo. O uso da imagem de um vulnerável é toda aquela pessoa ou situação que promove um choque social. Situações indefesas, ataques ao legado e etc. A interpretação direta do público no seu uso é: Qual é o seu papel? Você protege ou expõe a situação com viés comercial?

A pergunta é: Qual é o objetivo de uma escola de natação utilizar a imagem de menino sírio na praia como venda de seus produtos? (Qualquer resposta seria infeliz neste caso)

USAR DE TRAGÉDIAS – Tão comum quanto a imagem de Vulnerável. Tragédias é o xodó dos jornais. Qualquer caderno que você folhear terá uma notícia trágica. O Top das mais lidas figuram por este tema. E como é de praxe, algumas empresas acham interessante utilizarem em seu repertório. O problema que configura é o seguinte, qual é a solução para estas tragédias que a sua empresa diz oferecer?

A pergunta é: O que um acidente de trem tem haver com que sua empresa vende? (A resposta não é um beco sem saída, muitas vezes é melhor emitir uma desculpa sincera do que tentar justificar algo do tipo)

USAR PROGRAMAS OU AÇÕES SOCIAIS – Hoje falamos do respeito a raça, etnia, orientação, gêneros e sociedade. E as empresas tem engajado muito dentro desses itens. Mas muitas vezes de forma irresponsável. As peças publicitárias em muitos casos desmerecem por não entenderem a diferença entre poesia e conteúdo publicitário. A maioria consiste em errar. O problema ao errar neste tópico é que a imagem da marca, produto, empresa ou autoridade terá uma mancha permanente.

A pergunta é: Sua empresa promove melhorias no aspecto social, de que forma podemos compreender essa situação? (A resposta é que a empresa tenha engajamento social, oferecendo um aperfeiçoamento dos dispositivos que mantém nossa sociedade unida)

USAR A CRISE  – A famosa frase de Napoleão Bonaparte é mal compreendida – “Transformo meus obstáculos em oportunidades”. Obstáculos devem ser contornados, se por uma estratégia bem formulada, então eles podem ser transformados. Veja bem TRANSFORMADOS e não reutilizados como podemos perceber. Crises nunca serão parte da solução. São um problema e sempre serão.

A pergunta é: O que um fato negativo pode favorecer sua qualidade? (A resposta não é tão simples como responder assim: Temos resiliência ou somos fortes. O único caminho a seguir é a contenção da crise e a retenção de pontos críticos para o futuro.)

Na prática quando vemos esses tópicos ocorrendo, naturalmente é preciso ver o escopo como um todo para concluir que eles possam ser matéria de conteúdo sem afetar a imagem, a meta e o target (público) negativamente. Identifico como pilares sensíveis pelo simples fato de serem uma ‘pimenta malagueta’ por natureza, sem qualquer percepção de fora para serem um problema.

Não é possível tirar proveito positivo de conteúdos polêmicos, atração ou captação com um plano Ad Hoch. Ou seja planos feitos 5 minutos antes da publicação. Ou você sabe o que está fazendo ou não sabe. E o segundo caso representa a ausência completa de planejamento de Marketing.

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