Redes sociais já foram simples fóruns.

Bons modos na rede sociais. Sabe como proceder? (Foto: Veja.Abril)
Bons modos na rede sociais. Sabe como proceder? (Foto: Veja.Abril)

Redes sociais ganham complexidade.

O termo rede social não é de agora, e nem de 5 anos atrás. Não nasceu com o lançamento do Twitter, tampouco do Orkut, ou do MySpace. Não nasceu com a expansão do Facebook. A rede social sempre foi cativada no meio da internet e conhecida pelo nome de fórum. Depois passou a congregar grupos de compartilhamento, muitas vezes, privados. Entre conhecidos.

Quando a natureza mais séria começou a influenciar os meios das redes sociais, notávamos a crescente importância de se portar dentro dela. Quando o Twitter foi usado para condenar pessoas que destilavam crimes de ódio e racismo, tornou-se num aspecto emergencial, criterioso que qualquer pessoa toma-se cuidado com o que venha a expôr em seu perfil.

Redes sociais, atualmente, é uma personificação da própria pessoa. Antes era uma brincadeira, uma interação que ainda fosse social, não atingia níveis complexos onde empresas e pessoas veem os perfis como verdadeiras pessoas físicas. Ninguém com a razão, sairia pelado pelas ruas. Ou distribuiria dinheiro, ou mesmo daria as caras seu endereço e telefone.

É lógico que muitos canais já publicaram que as redes sociais são utilizadas por empresas para contratação, não é mentira. E que muitos desses canais oferecem manuais, etiquetas e dicas de como se portar. Também realço, não é mentira. Não é mentira que o perfil de um usuário no Facebook não é diferente de você estar sentado num banco público exposto a milhões de pessoas quer você conheça ou não. Estará passando que imagem para eles? Esta imagem é a alma de tudo.

Bons modos.

Atento ao seu redor nas redes (Foto: Jualfiquepordentrodetudo)
Atento ao seu redor nas redes (Foto: Jualfiquepordentrodetudo)

Garimpei um pouco a internet, mas a minha pesquisa não é de hoje. Ela tem a idade que eu tenho acesso a internet. Exatamente uma década. E muita coisa não mudou, por exemplo, a atenção das pessoas ao que postam. A pesquisa que citei envolve perceber a educação aliada a disciplina dentro da internet.

Quando estudava no terceiro ano do ensino médio, os professores diziam que a internet em sua primeira aparição, era apenas um recurso para estudiosos, uma conexão entre universidades. A informação era portanto estruturada e compartilhada com o um único objetivo, pesquisa. Quando a internet tornou-se de acesso público, ela ganhou proporções enormes de informação. E tornou-se exponencialmente produtora diária de novas, sejam verdadeiros ou falsos, dados. Cada dado que nasce gera um nó de história.

Este nó de história é conhecido como: Lendas, informação verídica, informação cotidiana e etc. A internet tornou-se uma favela, por assim dizer. Sem regras, sem limite, subindo na vertical, descendo morro abaixo. Sem pensar em fundação ou mesmo se a informação terá utilidade. Como é próprio se dizer, não é preocupação que legado terá o dado.

Mas agora a preocupação é que cada informação fornecida será a base para criar o perfil. Se uma pessoa posta uma foto de uma arte nua, é preciso ter coerência e objetividade. Imagine que uma pessoa leva uma estátua de gesso pelada para o meio da rua, e fale – “Eu curto”. Seria uma pessoa louca, mesmo que saibamos que no mundo do Facebook isso é normal. Curtir artes abstratas é tão lógico, que é como se falássemos – “Eu gosto, e aprecio a arte exposta ali”.

Mas esta é a linguagem do Facebook. Notamos que existe uma exigência de formalidade. Não é igual militar, nem nada de censura. Tudo que se remonta a disciplina, muitos pensam que é ‘Shut up’. E isso é só a moda de quem não compreende que manter uma postura, é estabelecer de fato uma face, neste caso, uma face na internet. Vamos imaginar alguns ‘cases’.

Reprovação do personagem. (O que não fazer)

Perfis reprovados (Foto: Revista Encontro)
Perfis reprovados (Foto: Revista Encontro)

Notei alguns perfis que pesquisei no próprio Facebook e notei perfis altamente reprováveis diante de uma rede ‘globalizada’ e tão conhecida. Engana-se que uma pessoa esteja sendo vista apenas por seus amigos mais chegados, que vão entender aquela brincadeira de postar na capa um par de nádegas de algum louco que ele tirou foto na rua. Ou que postará de tudo que vir na frente, ou mesmo transformará seu perfil numa espécie de mural das lamentações.

Ainda são aqueles que se expõem de forma pública, aliás podemos configurar uma rede privada. Fotos que quero censurar e publicações controladas. Não é tão difícil analisar o quão seria lucrativo uma empresa de RH analisar possíveis candidatos usando a rede social, como não é novidade, todo mundo POSTA o seu mundo na internet, achando que a mesma é um mundo sem regras e preconceito. Algo como, a era hippie dos anos 60.

Só que liberdade sem responsabilidade não é bem uma liberdade. Postar o que quer, não omite ou impede alguém de ser penalizado. Não é costume usar a palavra penalizar para dizer também que a reação de uma ação, significa prêmio. Mas se vamos falar de gravidades de uma ação na rede social, não vejo problema em ‘plotar’ este termo neste terreno tão desconhecido quanto a África.

Ninguém sabe a percussão que um caso pode ter dentro de uma simples conversa. Um termo pode significar mil significados, um gesto ou uma característica, tudo aponta que uma pessoa que se expõem demais, estabelece uma forma gratuita de venda de informação. Não é muito negócio para uma empresa ter um funcionário assim. Ela precisa se proteger.

Mas nada impede que o comportamento libertino da pessoa seja um ato isolado, e tudo vai depender de como o perfil esta montado. Se você coloca um avatar de uma mulher pelada, com uma capa de um bêbado na rua caindo pelas tabelas e ainda possui um português sofrível, não haverá qualquer dúvida sobre um resultado negativo. A primeira pergunta que virá será: Esse indivíduo é confiável?

Pode ser que muitos queiram parecer o ‘SHOW’. Aquele que supera obstáculos, e diz em tempos que não tem ditadura, que seria capaz de opor contra o governo. Mas isso reflete uma pessoa rebelde, e não idealista como ela queria passar. Ir contra um sistema não é querer mudar ele, é querer brigar. E sabemos, a filosofia escreve e a história reproduz, nunca resolveu nada. O que para uma empresa significa – “Não é legal”.

Redes sociais não é para qualquer um, é uma conclusão bastante interessante.

Páginas de “Eu odeio X”

Página com temas de manifestação sem causa (Foto: Flanela Paulistana)
Página com temas de manifestação sem causa (Foto: Flanela Paulistana)

Se quer fazer uma página que mude, que seja idealista e não rebelde, as coisas mudam de foco. Se o melhor exemplo que posso ilustrar é usar a iniciativa do “Diário de classe” para denunciar, mas oferecer e reportar as melhorias de uma escola pública, isso se torna útil. Não é uma página de apenas “vou xingar”.

Se a página visa mudar – então temos meio caminho andando em soluções. Agora – páginas que visam ofender ou mesmo apenas falar mal, vamos ver por um lado mais crítico, você esta queimando seu filme e não sabe. Claro que o usuário que pensa que ficará oculto por um usuário na internet, atrás de uma página se engana. Um aspecto pouco observado. Nós não somos duas pessoas.

O que isso quer dizer? Que se é rebelde protegido em sua casa com uma página de internet, não haverá problema algum em que este perfil de rebelde e baderneiro venha surgir na vida real. Uma vez que haja um perfil totalmente descabido de um meio corporativo, ou ainda, de um meio social não tardará vir a tona. Ninguém consegue manter-se por muito tempo sendo outra pessoa que não é.

Não clamo nem pelo aspecto de achar a pessoa pelo IP, é mais relativo isso do que ela realmente se denunciar. Pessoas rebeldes não se cansam de serem rebeldes. Pessoas íntegras, sempre serão. Mas não existe um sentido perpétuo aqui, uma condenação de que uma pessoa que seja X será X. Mas mudar para Y não acontece. A não ser por pura motivação e determinação, o que poucos acham atraentes.

O princípio aqui é postular sobre a razão de criar páginas e perfis dentro de uma rede global, onde tudo e todos tem olhos e ouvidos estão atentos. Como não possuímos sentidos aguçados como odor e tato. Torna-se fundamental que a escrita e boas fotos representem a pessoa num ambiente como a rede social.

Dicas.

  • Não brinque sem saber se a pessoa entenderá;
  • Não complique, rede sociais nos limitam por sentidos, não somos capazes de interpretar através do odor e tato;
  • Nos sobra partes funcionais do paladar, ouvido e visão;
  • Não demonstre quem você quer ser, e sim o que você é, e retire da cabeça quem você foi;
  • Não permita instabilidades emocionais, rede sociais não é um muro de lamentação;
  • Evite expor particularidade pessoais, se for, o faça na mensagem com alguém que lhe conheça muito bem;
  • Diálogos é tudo que um usuário na internet possui, e a escrita é a ferramenta vital para isso;
  • Em conclusão, escrever e ler (interpretar) é uma faculdade obrigatória;
  • Mantenha uma postura, respeite o seu ambiente e assim consequentemente respeitará os demais;
  • Ministre os conteúdos, entenda que uma rede social atualmente não é uma rede para brincadeiras.

Um mundo mal compreendido.

Rede sociais não são triviais. (Foto: Neo Monastiri)
Rede sociais não são triviais. (Foto: Neo Monastiri)

Redes sociais são confundidas com grupos para brincadeiras. Não é um ambiente para qualquer um. Mesmo que não houvesse fundamento em dizer que as empresas enxergam possíveis candidatos, estabeleça uma linha de raciocínio com a ideologia que a rede social eleva as empresas atualmente, elas oferecem uma assessoria mais ampla, enriquecem o contato empresa-cliente.

Antes de vir a escrever este artigo, li e reli estudos que afirmam que a rede social é mais do que social. Não é bem uma rede meramente social, as relações entre pessoas para apenas papear não é de fato uma realidade, sabemos que existem vários grupos que se estabelecem falando sobre aquele Happy Hour, ou daquele show que vai acontecer na Barra. Mas é raro, talvez pretensioso de minha parte, afirmar que uma diálogo como o que mantemos na vida real, aconteça na vida virtual.

Talvez esteja sendo muito crítico, claro que existe, mas como são expressados na maioria das vezes? Com placas, com fotos, com campanhas, com citação de youtube, com memes. São as famosas indiretas. Mas que já ganharam uma espécie de indireta-direta. Uma forma de falar que ganhou peso com as redes sociais atuais, e com o novo paradigma que elas formam. Não é uma simples formatação de conversa.

Imagine como seria na vida real? Ao falar com um professor, você diz ‘Oi’ e mostra para ele um cartaz com algum sentimento ou desejo seu. Ele interpreta de mil maneiras de diferentes, e para dar a entender que aquilo que você propôs a dizer, ele lhe oferece uma oportunidade após curtir ou apenas comentando. Se ele receber uma curtida e uma resposta, saberá que a interpretação é válida.

Nasce então a ramificação interpretativa, por isso que eu disse que a rede social não é trivial e tampouco é para qualquer um. Ela exige postura, natureza interpretativa, objetividade e publicidade. Nada mais que um conjunto de tudo isso e algumas combinações entre si. Conclui-se, concluo mudando o sujeito, rede social não é para brincar.

 

 

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