Le Grand art du l’ville.

Theatro Municipal (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)
Theatro Municipal (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Visitei o bairro da Cinelândia no dia 1ª  de novembro de 2012 no período das 8:50 – 9:20. E flagrei um dos maiores e clássicos monumentos culturais da cidade maravilhosa, o Theatro Municipal (site/facebook) que conquista seus 103 anos de idade. O teatro municipal sofreu com reformas na fachada, telhado, a águia e a iluminação pra comemorar o centenário. Foram 219.000 folhas de ouro e 57 toneladas de cobre. Também foram acrescidas 1.500 luminárias.

Também foi parte do episódio próximo ao desabamento de um prédio comercial na parte traseira do teatro, deixando-o praticamente intacto. Sendo o maior teatro do estado, o segundo encontra-se na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o teatro Odylo Costa Filho. O teatro foi criado na administração do Reitor Caio Tácito pela resolução de 486/1979, a abertura foi realizada no dia 28 de julho de 1997 na administração do então reitor Antônio Celso Alves Pereira. A capacidade do teatro é em torno de 1.106 lugares contra 2.361 lugares do teatro municipal.

O novo “Teatro” abriu as portas no dia 27 de maio de 2010, contando com a presença de autoridades como o ministro da cultura Juca Ferreira, o governador do estado Sérgio Cabral, do prefeito EduardoPaes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A grande curiosidade é que a apesar do nome, o teatro municipal pertence ao estado e não ao município.

Theatro Municipal (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)
Theatro Municipal (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Camara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)

Foi fundada em 1565, sendo então o órgão legislativo da cidade do do Rio de Janeiro. Chegou a ser fechada em 1937 quando foi decretado o Estado Novo de Getúlio Vargas, o qual centralizava os três poderes (executivo, legislativo e judiciário) numa única figura, sendo dispensável qualquer outro recurso para isso.

No entanto em 1946 ela voltou a ser reaberta, mas não possuía mais o poder para vetar resoluções, agora o poder era por princípios dos senadores da República. Foi transformada em Assembléia legislativa quando a capital do Brasil passou do Rio para Brasília, quando o estado carioca ainda era conclamado como estado da Guanabara. A Câmara Municipal recuperou seu poder original em 1975, quando o antigo estado da Guanabara se fundiu com o Estado do Rio de Janeiro.

O historiador Brasil Gérson apelidou o prédio como “Gaiola de Ouro” pois o custo para sua construção foi o dobro do prédio vizinho, o Theatro Municipal. Brasil Gérson conhecido também pelo nome de Brasil Görresen foi jornalista, escritor, teatrólogo, historiador, crítico e roteirista de cinema, nascido em São Francisco do Sul – Santa Catarina na provável data de 1ª de janeiro de 1904.

Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)

Praça Marechal Floriano.

Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Rafael Junqueira /Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano – Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

A praça Marechal Floriano ganhou na década de 20 o nome de “Praça Cinelândia” devido ao grande número de teatros, casas de shows e cinemas que rodeavam. O projeto original é assinado pelo espanhol Francisco Serrador. Sabiam que a Tijuca era conhecida por Cinelândia II devido aos seus 11 cinemas, agora só ha 6 localizados no Shopping Tijuca?

Os cinemas da empresa Severiano Ribeiro (site/facebook) deram lugar a mercado de pulgas e igrejas. Na atual Cinelândia, só sobrou o cinema Odeon, sendo que a maioria dos cinemas da região encontra-se dentro de Shopping Centers. Não podemos esquecer do MAM e da casa de show Vivo Rio (site/facebook) que estão lado a lado. E também Biblioteca Nacional.

Encontra-se na praça, a chamativa escultura de Eduardo Sá, que homenageia o marechal Floriano Peixoto, o marechal foi o vice-presidente do governo provisório instalado por Deodoro da Fonseca. O monumento foi inaugurado no dia 21 de abril de 1910, consta-se como um símbolo representativo da República. Na base do monumento, encontram-se 4 grupos:

Os habitantes no chamado Brasil pré-descobrimento (os índios), o padre Anchieta em sua missão de catequizar. Caramuru que representa o colonizador lusitano. E um casal de negros que representa a etnia africana. Também existe uma espécie de calendário presente na estrutura.  Falando sobre a inconfidência mineira, a independência e a proclamação da república – respectivamente 1789, 1822 e 1889. As inscrições podem ser vistas com os dizeres – “A Sã política é filhada moral e a da razão“, “O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim” e “Libertas quae sera tamen“. Também são citados três personalidades que fizeram parte da história do Brasil: José Bonifácio, Benjamin Constant e Tiradentes.

Monumento simbólico da República (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Monumento simbólico da República (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano - Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano – Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano - Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano – Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano - Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Praça Marechal Floriano – Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Biblioteca Nacional da Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)
Biblioteca Nacional da Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)
O amarelinho é a luz da Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)
O amarelinho é a luz da Cinelândia (Foto: Rafael Junqueira/Mundo Pauta)

Labirinto de vidro.

Labirinto de Vidro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Labirinto de Vidro (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

O labirinto de Vidro do artista Robert Morris ficará exposto até dia 2 de novembro, sendo assim a foto ficará imortalizada no Mundo Pauta por uma diferença de um dia. Robert Morris é considerado um dos criadores da arte minimalista e a Land Art. O que vem a ser isso? A arte minimalista recorre a expressão por poucos elementos. Um detalhe, uma figura que modifique o ambiente como um todo. É uma arte de campo amplo. De acordo com a história, a arte minimalista nasceu após o expressionismo. O expressionismo visava expôr o interior do artista, em combinação com a impressão – a arte.

O movimento tomou-se pela reflexão pessoal daquela arte, a opinião tornou-se forte dentro do contexto. O minimalista herdou uma forte contextualização para arte de um todo, detalhes para preenchimento de outras interpretações. Podemos conceber, quer seja mínimo de semelhança, e muito longe de um texto literário aceito, que o minimalista apesar de que não querer ser parte de um todo, e sim um movimento cultural que modifica ambientes, ser influenciado pelo barroco. Mas muito longe do seu tempo.

Labirinto de Vidro foi patrocinado pelo projeto “Outras ideias para o Rio” (OIR). Trata de uma obra que exige, mas de uma forma bastante aconchegante que o visitante abra sua mente para novas indagações. Simples, a obra oferece uma interação do espaço. Dentro de uma realidade conhecida. Dentro de um labirinto onde o mundo lá fora é transparente, mas tudo se movimenta de forma diferente, pelo fato de estar dentro de uma atração estranha, cabe a arte minimalista oferecer um expressionismo filosófico, onde a impressão é deveras simples, ou não?

E LandArt? É uma arte que se adapta ao ambiente e não a contrário. Tal como uma escultura fundida ao solo, uma escultura que contorna um prédio. A arte também é conhecida pelo nome de Earth Art (Arte da terra) e Earthwork (Trabalho terrestre). A Land Art nasceu de uma atualização necessária ao minimalista, que via, por assim dizer uma arte muita limitada. Uma criação que dependia da visão do apreciador da arte,e não do artista. Uma expressão cabisbaixa.

A arte land art num sentido mais simples, significa usar o ambiente para construir a expressão. Uma das artes mais conhecida desse movimento é a plataforma Espiral (Spiral Jetty) criada por Robert Smithson construída no Grande Lago Salgado, em Utah.

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Texto/Fotografia/Reportagem: Rafael Junqueira