Calcutá – A cidade dos Escultores.

Calcutá - A cidade das Esculturas (Foto: Internet)
Calcutá – A cidade das Esculturas (Foto: Internet)

A cidade de Calcutá (Kolkata) é a capital da Índia com cerca de 4 milhões de habitantes. A capital também é conhecida por ser o símbolo dos escultores do país. A cada festival indiano, é realizado esculturas que tem a validade pelo tempo da festa, depois são jogadas no Rio Ganges. As esculturas simbolizam a fé nos Devas. E o princípio delas é vir da natureza e voltar da natureza.

Todas as esculturas são feitas com uma armação de bambu (o esqueleto), e é modelado ao redor com lama. Estátuas de 3 metros levam 1 dia para serem feitas. Com 5 a 6 escultores. São pintadas com uma cor base. Quando levadas para o local do festejo ela passa pela maquiagem tipicamente indiana.

Quando o festival termina, a escultura é jogada por inteiro no Rio Ganges. Para outros tipos de esculturas, como as estátuas de tamanho real levam 20 escultores, geralmente são bem mais trabalhadas – são usados materiais entre natural e industrializado. A cidade toda trabalha levando uma peça para outro lado da cidade. Durante o dia, o sol não dá trégua, é o horário de maior movimento nas ruas. Ora de bicicleta ou a pé, os habitantes dão vida a arte indiana. Quando chega a noite, alguns outros ornamentos são feitos, mas sempre com a preocupação de finalização.

Festival Holi.

Escultura indiana (Foto: Internet)
Escultura indiana (Foto: Internet)

Quando da preparação do festival tido como o mais importante para o povo indiano, é o festival de Holi (ou festa das cores). Onde é celebrado a chegada da primavera. O festejo é realizado em meados de fevereiro ou março sempre em dia de lua cheia. O festival consiste numa comemoração entre adultos e crianças correndo pela cidade, jogando uns nos outros, tintas e água. Cada cor é associada a uma qualidade. São usadas pistolas de tinta, baldes e pó colorido.

Como é tradição comum na Índia, a tinta é extraída de pigmentos naturais. Diretamente da natureza. Eles são preparados e utilizados. A cor é mais viva, dura mais tempo. Geralmente em um ano, a cor ainda perdura o tempo como se tivesse sido pintado há 2 dias. Não é diferente na festa de Holi. O festival remonta a vinda de Cristo, a lenda mais aceita e contada pelos hindus, é a provação do fogo. A lenda conta que o Rei Hiranyakashyap queria que seu reino o venera-se de forma suprema e única.

No entanto seu filho Prahlad, negou o pedido, passou a adorar Lord Naarayana . Com o mal subindo pelo estômago Hiranyakashyap junto de sua irmã Holika (que tinha o poder de imunidade ao fogo) lançou o desafio de levar em seus braços Prahlad para dentro de uma urna gigante de fogo, sua intenção era de mata-lo.

Mas a condição de imunidade ao fogo apenas cabia a ela e sozinha.Ao entrar na urna, ela morreu. No entanto a entidade que o filho do rei passou a adorar, reconheceu a sua inocência e resolveu salva-lo das chamas. O festival trata da vitória do bem contra o mal, e o poder da devoção. Mas a prática de jogar tinta nos participantes não veio da lenda, e sim de um outro significado que Holi pode ter.

Conta-se que Krishna teve o imenso prazer de pintar Radha e Gopis. E este único prazer simboliza a festa. Neste ano a festa de Holi acontecerá no dia 27 de março.

Curiosidade na próxima matéria de “Índia Arte – Arte de Mithila”

Sabiam que a árvore Dumar é cultuada durante 9 noites, ela é árvore que abençoa casamentos? Não percam.

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Mundo Pauta

Texto/Reportagem: Rafael Junqueira

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