A tendência é web 2.0 para todos: Empresa e cliente.

A web 2.0 visa ser o catalisador da ideia de Marketing Digital que não é novidade agora, apenas um amadurecimento dos negócios utilizando a tecnologia, onde o cliente tornou-se parte do mercado de forma indireta e direta. Criando e colaborando, e fazendo parte das tendências antes exclusivas das empresas. Não tardará que a web 3.0 (WWD – World Wide Database) torna-se uma ferramenta pra um cliente mais ‘eficiente’.

Rede mundial para Rede semântica (Foto: Internet)
Rede mundial para Rede semântica (Foto: Internet)

Tecnologia transforma o mundo.

A história sempre ensinou de forma muito antecedente que tudo evolui, o que resiste passa a ser relíquia. Apenas para ser vista em museus. A mesma história se repete todas as vezes, algumas á níveis maiores (séculos) e outros em menores (anos). A maioria pensa que a evolução pode ser medida num espaço maior, que é o caso de milênios, aplica-se que talvez o entendimento de nossos conflitos como ser humano ao nosso ambiente seja assim de fato, demorado.

Mas a tecnologia não anda a passo de tartaruga, levamos um pouco menos de 100 anos para obter avanços que nem a carruagem obteve no mesmo período. Do uso de charretes puxadas por cavalos, temos carros velozes e inteligentes que estacionam sozinhos. Verdadeiros veículos e casa ao mesmo tempo. Esta tecnologia que nos rodeia nos permite crescer em todos os aspectos em níveis exponenciais, ao invés de um crescimento linear e demorado.

Em pouco tempo de internet, já temos 3 gerações definidas, duas praticamente ultrapassadas. O futuro do profissional, seja qual for seu ofício e prática, é ser um agente da tecnologia. Não basta ser um usuário passível de entender elementos básicos da informática. O passo é mais largo, agora temos usuários que assumem uma posição de criação de conteúdo.

Nunca houve registros de tantos assuntos a serem criados em várias partes do planeta como agora. Já se falava em mundo globalizado, onde as diferenças e distâncias tornam-se claras e pequenas. A complexidade ainda existe deste mundo, onde a política e economia seguem o mesmo ritmo de toda a nossa história, mas recebendo ‘gás’ de uma tecnologia que não para de crescer.

A quem acompanha as notícias, percebe-se o fim de uma era de comunicação viva, física e milenar. A internet já dava ares de que isso iria acontecer. Adeus papel, viva o voxel (voxel é um termo para tridimensionalidade, semelhante ao pixel). Mas nem todos estão preparados para esta nova era, a era em que a informação é criada é comunicada quase instantaneamente.

Web 1.0, 2.0 e 3.0.

As gerações da tecnologia (Foto: Internet)
As gerações da tecnologia (Foto: Internet)

A história da tecnologia é muito mais abrangente que a internet, foi apenas um passo para tornar o acesso a informação de forma rápida e mundial. O início da internet (International net – Rede mundial) era apenas uma categoria de comunicação entre empresas e universidades. Há quem tenha pesquisado e descoberto que a internet foi um dos produtos da segunda guerra mundial.

Ela nasceu no século 20, mas ela tem raízes há muito mais tempo. Sem cartas, sem comunicação a distância, sem mensageiros. O conceito da rede mundial de informações seria impossível de ser encapsulada (integrada e entendida). Enquanto se levava 5 meses para que cidade soubesse de uma notícia, atualmente este tempo é insignificante.

O que acontece no Iraque, pelo menos 100 países ficam sabendo ao mesmo tempo. Temos acesso a fotos, fatos, áudios, infográficos, sabemos da história, antecedentes do que gerou o conflito, o que conflito esta provocando. Agora temos uma visão geral, uma supervisão. Isso nos torna uma sociedade altamente informada e eficaz no que tange a dados.

Dados esses que são variados, mudam o tempo inteiro e possuem o comportamento conforme a tendência. Atualmente a internet nos torna catalisadores e receptores de criações. A informação pulsa em cada parte do planeta, e neste momento que escrevo este artigo, existem milhões de pessoas, bilhões de conteúdos, trilhões de ideias, quatrilhões de possibilidades sendo criadas.

Enquanto que essa produção seria impossível há pelo menos 40 anos atrás. A internet teve seu primeiro momento, a tão conhecida web 1.0 (versão 1.0). Seu primeiro contato tornou a informação tangível para as pessoas. Criou novas expectativas. Assim foi a primeira era. Particularmente quem criava os conteúdos eram apenas as empresas que já dominavam a rede.

Os anos passaram, e foi sendo criadas vários recursos e ferramentas para que aquele mundo virtual, tão livre, pude-se ter uma exploração mais eficiente. A esta foi criada sítios de conteúdo. Uma verdadeira revolução. A revolução da internet fase 2. O Boom de blogs, que rede sociais ainda que primitivas, mas rede sociais. Msn groups, milhões de fóruns, chats. A integração usuário a usuário. E a interligação B2B com mais eficiência. A maturidade dessa associação tornou possível que empresa e cliente tivessem contatos mais próximos, alternativas. O mercado de publicidade esta com as mãos ricas de informação do seu principal público.

O advento da rede social, a questão X, Facebook, Twitter, LinkedIn, Tumblr, Pinterest, MySpace, Orkut e entre outras. Tornou o que era extremamente confidencial, em apenas uma conceito público. Tímido para a maioria dos usuários. Alguns postavam tudo que vinha a frente. Outros tiram fotos de sua viagem.  Outros comentam seus trabalhos. Outros não comentam, apenas compartilha. Curtem. Apenas adicionam sem mesmo terem qualquer contato ou conhecimento daquele perfil.

A web 2.0 foi entendida mais especificamente como o “CLIENTE CRIA O CONTEÚDO“. A era da personalização não é novo e nem foi criado durante o processo da internet. Vemos na indústria automobilística, na moda, nas imobiliárias. Que o conceito de novo, diferente, estilo, conceito e estrutura. Eram o novo alicerce da sociedade. Métricas de qualidade e avaliação de resultado. Era o que o público queria. A internet tornou o produto um conceito abstrato em concreto nas ‘teclas’ dos usuários, os clientes finais.

Quem dava as cartas era o cliente. Eu gosto disso, eu gosto daquilo. Eu não quero isso. As empresas começaram a ter que optar por criar um espaço de interação. Uma mídia que pudesse transformar o mundo virtual em algo prazeroso. A exploração dos caminhos do cliente e da empresa tornaram-se comuns. Um queria o produto e o outro queria vender o produto.

Mas toda geração amadurece. Da web 1.0 para web 2.0 o conceito ‘Internet’ sofreu muita modificação. Não era mais uma rede mundial, era uma rede mundial de colaboração e criação de conteúdo. Blogueiros amadores ganhando espaço e fazendo com que profissionais da área de comunicação social toma-se um xarope chamado “IRADO“. Jornalista. Um profissional com os dias contados? Mesmo?

O profissional mais atingido é logicamente o jornalista, talvez por ser fartar do meio de comunicação tradicional. Atualmente qualquer um pode ser jornalista. Terei possivelmente, se conseguir divulgar bem esse texto, de dentro dessa era de Marketing Digital, ele será lido e talvez criticado pelo profissional da área. Cabe a cada pessoal  avaliar não por uma afronta. Mas ser jornalista não é difícil. O  que pode ser difícil é entender isso. Talvez por resistência. Mas se fosse uma profissão que tivesse se adaptado a tecnologia, haveria um respaldo. Haveria um fundamento.

Novo profissional do século 21 (Foto: Internet)
Novo profissional do século 21 (Foto: Internet)

Há uns meses estava pensando em fazer jornalismo. Perguntei entre amigos de Facebook, que conheço inclusive pessoalmente. E um dos que eram jornalista, destacou – “Não seja jornalista“. Algo como, nossa, ele é jornalista e me indicou não ser um jornalista. Talvez porque seja uma profissão que estava fadada a acabar. O maior ponto da comunicação social é ser o agente da informação entre empresa e cliente. E o jornalista, não pode ser assessor?

Com certeza ele pode. Mas pelas poucas cadeiras que ele possui de Marketing, ele é apenas um articulista tentando ser factual. Nada contra, eu quase fui jornalista. Atuo, reporto e faço coberturas. Mas estamos dentro da parte que não analisa mercado, apenas cobre inutilidade. Parte disso as jornais que falam de tragédia por pura tragédia. Se dá ibope, não discordo, dá. Mas não chama patrocinador, e portanto não fecha contrato o suficiente.

Jornalista só cobre inutilidade? Não. Claro que não. Mas o mundo esta na velocidade da luz em relação a informação. Enquanto um jornalista fala de um assunto que foi notícia há 5 minutos, o blogueiro do Jacaré Banguela já comentou um assunto que tomou os trends do Twitter nos últimos 5 segundos. E a menina do blog “As tpm são o máximo” já destacaram que tem uma nova maquiagem que faz o sucesso em boates da Lapa. Enquanto essa informação cruza os mares virtuais, mil e outros blogues falam de ‘n’ assuntos. E muitos especializados.

O jornal que antes era referência, tornou-se concorrente. Concorrente dos seus próprios clientes. Isso tornou a web 1.0 em web 2.0. O cliente vende o produto. Ele cria uma marca, lança uma ideia. Há páginas no facebook que tem 100.000 curtidas, e feito por um adolescente que conta as história de sua classe em forma de meme. Enquanto outras empresas, com um pouco menos de 50.000 por querer vender carro. A questão é simples. Conteúdos variados, públicos diversos, tendências tops. Estamos falando de uma nova geração, a web 3.0.

Enquanto que a web 2.0 lançou o cliente como criador de ideias. A web 3.0 tem tornado a rede mundial numa rede de banco de dados. Tanta informação para ser usada para alguma coisa. Agora o conhecimento de um pescador da Nova Zelândia pode ser explorador por um novo empreendedor do outro lado do mundo. Uma enciclopédia feita por um grupo da Irlanda sobre seu país, pode ser influência para que outro solucione algum problema em sua região.

A rede esta se tornando num grande banco de dados de tomada de decisão. A web 3.0 esta tornando a internet um recurso de progresso no trabalho. E o cliente tornou-se o maior ‘informante’ das empresas. Devo confessar que boa parte das dicas que recebo não são de jornais, são de blogueiros jovens, adultos ou idosos. Que citam dicas, que citam experiências. Uma linguagem social, menos corporativa, mas voltada para resultados.

Com tanta informação na internet, a mesma se  transforma em um ambiente exclusivo de compartilhamento, é agora uma ferramenta gigantesca para decidir e executar ações no mundo real. Ambientes de pesquisa, grupos de estudo, soluções. A chamada rede semântica (WWD – World Wide Database). Nisso consiste entender porque nos últimos anos, e dias, há diversos profissionais – mais especificamente jornalistas, agentes de comunicação sendo demitidos. Tendo suas portas fechadas.  Agora o ponto é ser analista desse grande negócio e ao mesmo tempo optar por soluções usando este recurso.

Quem é o profissional desta era do Marketing? Na maioria das vezes achei profissionais com a graduação um tanto peculiar. Engenharia, computação. E com pós graduação em Marketing. Alguns com complemento de arte ou design. Não seria diferente. A área de computação e engenharia lida com a área de tecnologia, lida com gerência de projetos, lida com engenharia de software, lida com planejamento de web world, web design.

Ao analisarmos o jornalista não possui o todo de Marketing, mas é claro relator como o profissional precisa de Marketing ao escrever.  Ainda enfatizo, o jornalista é um publicitário. Mas em sua grande maioria é baseado num pseudo-publicitário, mas ao mesmo tempo um jornalista. Houve uma PEC que impedia que exercer o jornalismo era preciso de diploma, eu particularmente respeito a profissão, mas não acho que ter diploma é necessário. Temos exemplos práticos disso devido a esta evolução da Web 2.0 nos últimos 10 anos.

Antes ser jornalista era um relator, quem cobre, que conta uma história, quem congrega fatos e os desvenda. Que blogueiro não faz isso? Uma técnica aqui e outra ali sempre faz o bom profissional. Mas nada que uma rápida leitura na própria rede ou uma leitura de um livro próprio não faça o trabalho de formação.

Mas para área de computação, a área de desenvolvimento, nem mesmo digo a área de programação. Não necessariamente um gerente de projetos da área de T.I precisa saber programar. Ele pode ter uma equipe, e dela usufruir essa ideia. Mas ele precisa saber como criar as estruturas, já que parte da solução, exige esse conhecimento.

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Texto: Rafael Junqueira

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