Marketing Digital para Lojas Físicas.

A tendência da loja física é de se adequar a ter um espaço físico e esquecer a crescente geração dos usuários de rede. O seu público utiliza a rede a cada dia que passa. E neste ambiente que acontece uma concorrência de empresas mais emergentes dentro de um cenário tecnológico onde a melhor solução é criar interação e liberdade ao cliente. Já é considerado ‘out’ a empresa que abdicar deste espaço.

Investimento na área comercial virtual (Foto: Internet)
Investimento na área comercial virtual (Foto: Internet)

Internet: A corrida do ouro do século 21.

Estima-se que estar na internet ou utilizar a internet como um produto tem garantido um ROI (Return of Investment) positivo para vários estabelecimentos. Quando teve a febre de abrir lan-houses, cyber cafés e quiosques eletrônicos o faturamento do estabelecimento era suprir uma necessidade de alta da época e garantir um ‘pé de meia’ comercial.

Não é incomum saber que até padarias possuem internet para atrair cliente. Neste caso o comerciante disponibiliza a internet de graça, atraindo os clientes que para usar os computadores aproveitam para comprar comida. Neste caso o aumento de faturamento foi para R$ 20.000 com um investimento de R$ 250,00 (o valor do roteador). (Fonte: G1 – Internet presente)

As empresas após a correria do novo, entraram na internet com a finalidade de promover suas marcas  e produtos. Algumas aproveitam para criar canais de interação, outras inventam maneiras de tornar o ambiente já muito conhecido pelo cliente em um ambiente favorável ao seu negócio. Mas não são todas as empresas que sabem desfrutar deste ambiente. Estamos falando das que utilizam e das que não utilizam.

Empresas off-line.

Há diversas empresas que ainda adotam o sistema antigo, no começo da internet nos idos de 1990. Que basta um site estático para representar seus ideias. Sem uma publicidade quer seja usando rádios, tvs ou outdoors. Que seja face to face. Estará fadada a investir muito caro para um retorno que se baseia em como o produto é conhecido pelo público.

Ainda sim é um sistema que funciona muito bem, mas unicamente e isolado da internet, perde-se muito no impacto. Existe um estudo no Marketing que é feito pela ‘probabilidade da publicidade‘.

Probabilidade da Publicidade (Foto:  Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)
Probabilidade da Publicidade (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Entende-se como recursos todas as ações que uma venda pode ocorrer. Estamos falando de Marketing direto e indireto. O poder de retenção de cada recurso será a chave do sucesso da empresa. Trabalhando e analisando por qual canal definido por região e outras categorias de critérios como população rural ou urbana, nível de instrução, região predominante cultural, industrial, comercial ou residencial.

Quanto mais recursos uma empresa optar por usar, melhor e maior será sua cobertura. Há suas vantagens e desvantagens. No entanto uma empresa que esteja inserida num mercado que faz uso do meio virtual como quase um novo outro mundo. Estará perdendo não só um recurso, mas um tipo de público exclusivo da internet.

Ainda vou falar aqui num tópico separado sobre a evolução da geração Z, a atual C. Que nasceu muito recentemente, mais preciso em 2010 em diante. Uma geração que não só nasceu dentro do contexto tecnologia, usando e criando com a tecnologia novos negócios, mas também criando tendências dentro e fora do mundo virtual.

Havia um dito popular que nenhum homem é uma ilha, sua evolução é que nenhum homem vive sem internet. E isso é uma verdade. Partindo deste pressuposto, a empresa que ficar fora deste mercado estará fadada a viver uma concorrência desproporcional. Vamos analisar quais recursos imediatos uma empresa deve ter obrigatória no mundo virtual.

As várias facetas da internet.

Conhecendo a internet: Cliente e empresa (Foto: Internet)
Conhecendo a internet: Cliente e empresa (Foto: Internet)

Era uma regra que toda empresa tivesse um site. Quando entro em contato com um fornecedor ou vendedor, logo pergunto. ‘Tem site?“. É um cartão de visitas. Não existe mais essa de apenas dar um cartãozinho feito na melhor gráfica com benefício de custo ao empresário. Apenas nota-se que é um lugar para anotar o endereço de e-mail.

Estamos falando de um cartão de visita que disponha informações dos produtos, sobre a empresa, sobre os funcionários e em que mercado e como está inserido. Quanto mais ‘qualidade’ for encontrado e identificado pelo usuário, mais chances da empresa obter um retorno. Nota-se que a probabilidade da publicidade por mim ilustrada no tópico anterior começa a ter base.

É muito simples, baseado em uma experiência de retenção de clientes. É utilizado um canal de comunicação (recurso para empresa) de angariar lucro. Digamos que a forma mais fácil de entender isso é falando sobre os quiosques. Ali temos uma representação micro da empresa, é um negócio móvel. Nota-se que quanto mais amistoso foi o quiosque mais provável será o contato do vendedor(a) e o cliente do que apenas ser um “point” de venda.

Estamos falando de publicidade, e falando de encorporar a ideia. Nasce então a necessidade de definir o produto antes de divulga-lo. Aqui conceitua-se no mínimo 50% do que vai prender atenção do cliente. A outra parte é a qualidade do uso e a qualidade da necessidade baseado no desejo do cliente.

Se a receita acima foi seguida e garantir a fatia do bolo (market share) estaremos falando de como utilizar o recurso de exposição do produto como próximo passo. A obtenção de reconhecimento para todos os efeitos é apenas quando o cliente usa o produto. Não haverá cliente na face da terra que irá “curtir” um produto sem ter o utilizado, afinidades por produtos semelhantes aconteceram. Mas apenas se o produto primário for apreciado.

O que pode ser bom ou ruim num mercado de produtos uniformes vindo de empresa distintas. Em muitos casos a lei Ford (produção em série para o mercado) pode ser vantajosa quando se há garantia de que o produto tenha sido aceito pelo público. A venda é garantida. A concorrência ficará sob os olhos em preço e qualidade. Já que a forma não irá diferir.

O problema acontece quando o produto é depreciado, qualquer outro similar será igualmente rejeitado. O mercado então mudou a forma de criar o seu produto. Sabemos que se formos pesquisar em média temos linhas de produtos bem finitos e definidos: Carros, roupas masculinas e femininas, perfumes, cosméticos, alimentos, recursos caseiros (ferramentas, cozinha, banheiro) e etc.  Embora sejam finitos, estamos falando de produtos conhecidos.

Empresas com o mesmo 'market share' (Foto: internet)
Empresas com o mesmo ‘market share’ (Foto: internet)

No entanto não é incomum encontrar diversas lojas de móveis na mesma rua. O que vai diferenciar uma para a outra é marca, a qualidade do produto, a qualidade da entrega, a forma de pagamento. Até então é um instinto primário atentar para isso, o novo ponto das empresas é entender que além deste critério, há o desejo e necessidade de um produto para o cliente.

Como se comporta uma criança após ver um filme? Comprar produtos relacionados ao filme. Adulto não difere em nada, apenas disfarça um pouco mais. Basta que uma boa estratégia torne o produto em sinergia com outro produto.

Agora vamos entender que essa explicação toda é justamente para explicar o que é internet para uma empresa e para um cliente. No mundo real produto e novidade acontecem em tempo exponencial. Na internet estamos falando de um crescimento exponencial radical. Tenha certeza que o que bombou nos TTs há 30 minutos não é o mesmo agora. Estamos falando de um período de tempo pequeno que envolve enormes públicos procurando diferentes tendências.

Pode ser gritante que 30 minutos sejam os suficiente para diferenciar a preferência de um produto. Logicamente pode estar pensando que o TT possa definir uma tendência com 100% de precisão. Saiba que o uso deste indicativo é para mostrar que a tendência de mudar ou influenciar  é algo natural da raça humana.

Enquanto um grupo quer comprar o PS4, no momento seguinte surge uma novidade que o Xbox one é melhor. Então o mesmo grupo se divide em dois. Em breve teremos uma parte do que preferia o Xbox One retornando ao que preferem PS4. É imaturo definir que lado o público ficará até perceber o quanto investiram sobre isso. Normalmente o investimento de um público consumidor se dá na forma de um site na internet. Um site de fã.

A análise dentro da internet é precisamente avaliar conteúdos, comportamentos que os usuários realizam. Estamos falando que uma empresa fora deste cenário, torna para o cliente uma sensação de inexistência. Não estamos falando de uma empresa como a Coca-Cola, como a Vogue, como o NickLodeon. Estamos falando de empresas que acham que podem oferecer estrutura sem ter uma rede conectada.

As marcas citadas possuem um aliado comum á eles, televisão, revistas, outros sites os citam. A sua propaganda é justamente referente a sua fama. A Marca tornou-se o vendedor de si mesma. Agora se a empresa precisa se colocar dentro de um mercado onde a concorrência é seu principal caminho, a sua marca não terá supremacia sobre as outras a não ser pelo livre pacote – “Dou-lhe uma, Dou-lhe duas…VENDIDO“. Estamos falando de uma situação de leilão que os clientes criam a escolher uma loja para comprar o seu produto.

A vantagem competitiva da loja estará sendo posta em prova em todos os dias. Ainda pode-se pensar de uma forma mais lenta em relação á isso. Mas o que não pode acontecer é a empresa investir pouco sobre o ambiente virtual, não quer-se transformar uma simples lanchonete num ambiente de profissionais de T.I, estamos falando de virtualização.

Recursos da virtualização de uma loja física.

Redes - Empresa (Foto: Internet)
Redes – Empresa (Foto: Internet)

Chegamos ao ponto do artigo. Sei que foi longo, mas é precisamente importante lê-lo todo para entender como uma empresa pode estar inserida neste ambiente virtual. Um dos pontos que cito, é que apesar deste texto bíblico. O conselho é optar por um texto “Twitter“. Essa é uma dica para empresa que esteja entrando neste mercado virtual.

O assunto precisa estar sucinto. Claro e oferecendo a gama de funções que ele virá trazer. Quais os recursos que estou falando? Não vou citar soluções tecnológicas, vou citar soluções publicitárias dentro de um ambiente tecnológico.

  • SiteCartão de visita (Vantagem: Dinâmico, interativo, leve, sucinto, layout limpo, fácil de ler, design atrativo e confortável)
  • Rede social – ‘Fazer sala‘ (Vantagem: Contato com o cliente, ambiente imersivo para o cliente, empresa social)
  • Blog – “Estamos inteirados” (Vantagem: Assuntos atuais, empresa informada, flexibilidade corporativa)
  • Aplicativos – “Somos integrados” (Vantagem: Interação com o cliente, apresentação do produto, diversificação de comunicação)

Mundo Pauta.

Texto/Arte: Rafael Junqueira

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