Google o maior banco de dados da história.

Quando no final dos anos 90, Google foi criado, ainda com uma interface ligeiramente simples, a sociedade começava a entender que a internet era uma realidade, e que havia um recurso que capacitava á todos o acesso a informações de forma organizada e filtrada. Naquela época, tanto assim podemos dizer, o termo Big Data não era uma realidade, mas apenas por formalidade, já que o conceito da empresa Google era de justamente tornar o termo habitual e conhecido.

Google ajudou a construir a imagem do Big Data (Foto: Reprodução/Internet)
Google ajudou a construir a imagem do Big Data (Foto: Reprodução/Internet)

A melhor forma de entender o que é Big Data, para olhares ansiosos e ás vezes leigos, é exemplificar utilizando o maior buscador do mundo. Google (manipulado pela linguagem Python e armazenado pela linguagem SQL)  foi criado em 1998 com a premissa de ser a primeira ferramenta capaz de tornar informações acessíveis utilizando uma linguagem natural e simples.

As chamadas palavras-chaves ou keywords e algumas estruturas que o Google permite utilizar, foram as formas que os criadores acharam para torna-la não apenas uma ferramenta de facilidade geral, mas de indicador para áreas correlatas ao marketing. Durante os anos a Google tornou claro que não queria apenas ‘segmentar dados’ e sim ‘torna-los aptos a serem analisados’.

Dados que sofrem análises são sinônimos de Marketing. E dos anos para cá, não falta ferramenta da área de T.I que não tenha este objetivo. Se antes um aplicativo era para gerar informação ou usabilidade única ou diversa ao usuário, nós temos a consciência, que os aplicativos estão conectados em bases de dados que coletam toda a nossa experiência e estes dados são distribuídos para empresas.

O Google ao lançar a sua ferramente de publicidade (Adwords) e monetização (Adsense) começou a dar os primeiros passos para o chamado Big Data ou Database marketing. Parte das informações coletadas na internet eram armazenadas no Google, e dele analisados através de recursos internos ou externos (integrados ou não) pelos grupos interessados.

Podemos até dizer que a internet atualmente se confunde com o buscador Google. E talvez algumas pessoas até confundam que a Internet seja o Google. A rede nos últimos anos ganhou uma nova identidade. Era um circuito virtual de informações, centralização e troca facilitada. Depois transformou-se num ‘pool de colaboração’ e estamos caminhando para um BIG DATA virtual (a internet como um gigantesco banco de dados) voltados para decisões.

Defina-me database marketing em relação ao Google.

Database marketing ou Big Data é um repositório de dados específicos ou gerais com alguma ou nenhuma conexão entre si que tem o principal e único objetivo de fornecer informações sensíveis ao negócio para uma tomada de decisão.

Alguns podem defini-lo como um banco de dados que armazena experiências. Repete o sucesso e evita o fracasso. Não deixa de ser. O Google oferece este recurso. E ainda, como gestores de Marketing é necessário, para não dizer essencial, entender como o Google de fato funciona para saber como um Big Data deve funcionar – com eficiência, rapidez, funcionalidade, portabilidade e adaptabilidade.

Universos de dados  (Foto: Reprodução/ Internet)
Universos de dados (Foto: Reprodução/ Internet)

De nada adianta um big data com limitações ou tempo de vida. O que é diferente em relação ao seus dados. A estrutura de um banco de dados tem que suportar imprevisibilidade e atualização do mercado. Sem estes fatores é impossível condicionar dados brutos ou filtrados num ambiente que pende a instabilidade.

A riqueza do Google em armazenar os dados e oferecer entradas de requisições por eles, torna-o um poderoso Big Data para qualquer corporação. No passado ele não oferecia uma gama de facilidades. No entanto com a demanda da área de T.I como a principal fonte de ‘locomoção’ das respostas das empresas: Que produto me oferece mais lucro? Que publicidade posso aplicar e dará um retorno garantido? Que personalidade do esporte, cinema e etc pode alavancar minhas vendas?

Hoje as respostas precisam ser dadas antes das perguntas serem formuladas.  A necessidade da empresa é de justamente ser mais rápido que qualquer questão e oferecer solução antes que seja ‘cedo’ demais. A necessidade do público é ter a sensação de sua ‘mente’ ter sido lida pela empresa. Uma ação leva a outra reação, mas não deixa de ser complicado.

Big Datas vieram para tornar as coisas mais ‘fáceis’.

Quando se estuda cenários para um determinado plano. O que analisamos são fatores previsíveis, imprevisíveis e como podemos lidar com eles. Mas também sabemos que não existe cenário 100% perfeito. Mesmo que consideremos que esta perfeição não está necessariamente ligada com fatores positivos.

Há imprevisibilidade num cenário que cita um ditado famoso – “Mar revolto faz bom marinheiro”. Perfeição é um conceito pessoal, e não define ou mesmo definiria uma reação positiva para um coletivo. Se fosse assim não haveria problemas em gerar apenas um único produto para 7 bilhões de pessoas. Já que a perfeição por exemplo de uma cor azul com um laço laranja e uma perna torta, satisfaria á todos.

Arte da Guerra usava de experiências para novas batalhas (Foto: Reprodução/Internet)
Arte da Guerra usava de experiências para novas batalhas (Foto: Reprodução/Internet)

Pelo menos era assim que se pensava no passado, além de que o mercado não pensava em variedade, a personalidade da metade do século 20 advinda de revoltas, posições pessoais, necessidades a passar do tempo e interação com novidades, tornou óbvio que ninguém era igual á ninguém. Mas mesmo assim, somente no final do século é que a importância pelo indivíduo é que se tornou “clara”.

No passado também era comum manter um ‘caderninho’ de anotações junto ao travesseiro para considerar o que cada cliente tinha como produto preferido. O chamado marketing individual ou de nicho/segmentado, já era uma prática comum em comércios de cidades pequenas. O seu Manoel da padaria sabe muito bem que pão que a D. Maria gosta, de como o Sr. Fábio quer sua Média, de como o sobrinho do Dr. Alonso gosta daquele suco da casa.

O mercado notou que era preciso mudar, e para isso acompanhar. Não poderiam supor ou criar novas especulações, sem tornar as experiências passadas em algo documentado. O primeiro conceito de big data realmente nasceu…há muito tempo. Era assim que o famoso e chinês general Sun Tzu postulava sua sabedorias. De nada adianta ter o melhor exército, se não tem um histórico de batalhas.

Se a imaginação falha-se, pelo menos saberíamos que levar uma tropa por cima de uma terreno acidentado era zebra na certa. Mas banco de dados são instrumentos tão antigos, quanto a matemática. Apenas agora que usufruímos do termo, é que nos damos conta que ele existe. E mesmo assim sua relação com o dia a dia pode parecer bastante misteriosa e desconhecida.

Como o Google pode ser um Big Data? Como tomar uma decisão?

Tudo começa com uma pergunta, depois definimos critérios e assim respondemos. Talvez para entender melhor seja preciso fazer uma pergunta básica sem auxílio de qualquer material para respondê-la. Compreender seu funcionamento, como havia dito anteriormente, é essencial entender o que é Big Data.

A pergunta simples é – “Qual é o seu nome?”. Banal? Mas quando uma pessoa lhe pergunta qual é o seu nome. A primeira coisa que você diz, é seu nome, de forma automática. Nem pensa, apenas reage. Um estímulo sobre uma questão pessoal. Mas entenda que este estímulo aciona diversos fatores que o fazem responder a pergunta.

Banco de dados é uma área que pode ser identificada como memória no cérebro humano. O estímulo é a pergunta, e a necessidade de responder ao estímulo é o comando de consulta. Imagine que ao perguntar, rapidamente você responde. Está na ponta da língua. Fácil?

Memória e banco de dados - elementos similares (Foto: Reprodução/Internet)
Memória e banco de dados – elementos similares (Foto: Reprodução/Internet)

PERGUNTA  (ESTÍMULO) – RESPOSTA (NECESSIDADE) – MEMÓRIA (BANCO DE DADOS)

Naturalmente que só teríamos problemas em responder a pergunta sobre alguns cenários conhecidos. Cansados, mas extremamente cansados. Dormindo (como responderíamos, parece bobo, mas é um cenário possível), perda de memória, confusão por estresse. Se há algum problema tornamos o banco de dados mais aperfeiçoado se sabemos com que estamos lidando, não é mesmo?

Vamos á uma pergunta menos simples – “Que horas são?” já recorremos á um dado aparentemente externo. Horas são inconstantes. Seguem um padrão de 24 horas, e a cada momento do dia, o horário não é o mesmo.  Ao sermos perguntados – automaticamente olhamos para o relógio que esteja á nossa vista. Não paramos conscientemente para pensar se o horário é inconstante.

Procuramos um recurso, ou damos uma ordem para achar a resposta. Uma pessoa quando não possui a possibilidade de dar a resposta por si própria, qual é a alternativa? Muitas. Vamos ver algumas –  responde que não sabe, pergunta para outra pessoa, supõe analisando a hora anterior a qualquer interação com alguma pessoa ou até aquela pergunta acontecer, olha para fora (céu) e arrisca um palpite, identifica fatores que o lembrem de situações as quais ele sabe que aquela é a hora do dia.

Em todos os momentos a pessoa ‘recuperou’ uma informação de sua memória, a qual ela armazenou por achar que teria a resposta. As vezes recorrendo a memórias que não eficazes, quando a pergunta exerce exigência de resposta. Quando não, recorre a um ou dois  cenários no máximo.

Para resumir.

Big Data é um imenso banco de dados que através de um estímulo (pergunta) provoca uma necessidade (resposta) e baseado em experiências, um retorno de dados que abrangem cenários (situações) e tornam as decisões óbvias ou nebulosas.

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