Conhecido como a “nova escola”.

Baseado no mesmo princípio da pedagogia de Waldorf, onde cada indivíduo é considerado como único em aprendizado e como se relaciona com o seu meio, o método criado pela educadora, pedagogista católica, médica e feminista de origem italiana – Maria Montessori preserva que as qualidades de uma pessoa precisam ser exploradas a medida que a mesma toma consciência dela, e opta por explorar mais do que o ‘sistema’ lhe permite.

Sistema de ensino Montessori (Foto: Escola Montessori/site)
Sistema de ensino Montessori (Foto: Escola Montessori/site)

O termo escola nova ou progressiva surgiu ativamente a partir do século 19, com diversos idealistas, uma delas Maria Montessori, trouxe á tona um método capaz de valorizar as qualidades e objetivos do indivíduo ainda na frase de crescimento. Inicialmente com o projeto para crianças excepcionais, o método de ensino acabou sendo utilizado para qualquer todos os indivíduos em idades escolares pelo mundo.

No início a grande resistência de muitos contrárias a prática é que o ensino ‘corrompia’ o ritmo do ensino tradicional, onde o aluno era deixado a sua própria ‘sorte’ na sala de aula e dele era apenas exigido a presença. Mas o aprendizado era espontâneo, ao querer do aluno no seu tempo. No entanto, devemos considerar que pelo Brasil, a prática não resultou em profissionais conhecidos e notórios, ao contrário do mercado estrangeiro.

O mito que as escolas Montessori fossem desleixadas, e que significavam um impedimento a cultural nossa de progresso, invadiu o século 21 ainda com muitas dúvidas. Em minha própria infância, haviam boatos que a escola que tinha este sistema, era considerado intangível as necessidades do mundo capitalista. Nossa cultura ainda hoje, quase 30 anos depois, é a mesma. Não se sabe o que é Montessori, pelo menos no Brasil.

Grandes personalidades que conhecemos ou mesmo usufruímos de seus inventos galgaram os degraus de escolas tidas como “novas”, e habilitadas ao absurdo contra o tradicionalismo ainda há 2 séculos passado, e hoje uma espécie de “mistério educacional e profissional” para muitos.Tais como Bill Gates (fundador da Microsoft), Sergey Brin (Co-fundador do Google), Larry Page (Co-fundador do Google), Mark Zuckerberg (Fundador do Facebook), Peter Drucker (Pai da Administração) e Jeffrey Bezos (Fundador da Amazon).

Como funciona este método?

A ideia nativa da pedagogia é o ensino, a arte de educar e de aprender. O ensino mescla diversos métodos para tornar um conteúdo bruto em didático. Os pedagogos buscam ao longo dos anos por um ‘elo’ perfeito de transmissão de conhecimento que seja adequado á todos.

Ao invés de bater na mesma tecla , ano após ano, o jeito era adequar um método que atende-se a cada pessoa de forma única. E como achar algo que pudesse ser generalista e ao mesmo tempo específico? Embora Maria Montessori tenha batizado o método com seu nome, a prática do aprender conforme seus ensejos, conforme sua curiosidade de dar o próximo passo, é uma tática autodidata inerente na maioria dos seres humanos.

Pensa fora da caixa, autodidata orientado (Foto: Reprodução/Internet)
Pensa fora da caixa, autodidata orientado (Foto: Reprodução/Internet)

A diferença é que o método Montessori é aplicado do berço, criando uma naturalidade nos movimentos e pensamentos, quando chegam a vida adulta, possuem como um aspecto quase nato, de pensar antes de todos, de imaginar mundos que ninguém supõe existir e de criar aquele recurso que você jura de pé junto, que pensou igualzinho há alguns anos atrás.

O autodidatismo é um processo igual, porém sem orientação. Os professores qualificados a pensar como adequar um ambiente e torna-lo ‘educativo’, antes de tudo o professor é um Coaching e não uma babá neste tipo de ambiente. Ele não dirige o conhecimento, ele compartilha. O aluno faz parte do processo. Ele não só aprende. Ele agrega. Esse é o diferencial de uma escola nova para uma tradicional.

A orientação do professor se restringe a redirecionar quando há percepção que o aluno esteja saindo do processo funcional da tarefa. A filosofia Montessori é atender ao resultado, oferecendo ao aluno o papel principal. Ele aprende, compartilha, cria, agrega, torna-se e integra-se. A sensação de liberdade que o aluno experimenta, conhecida por optar por prosseguir ao próximo estágio instituído aqui fora como “Série” na tradicional, é que dá a impressão de “desleixado” por quem não conhece.

Escolas Montessori é uma tendência?

Se o futuro exige pessoas com iniciativas, criatividade e natas por conhecimento. Não será difícil responder a essa pergunta. E não é. As empresas tanto nacionais como internacionais exigem um perfil com pelo menos algumas das três qualidades que citei. Enquanto a tradicional massifica o conhecimento, a Montessori naturaliza.

Ou seja, preserva a forma individualista que origina do conceito político. Alguém que não faz parte do Estado em si, nega a coletividade e apresenta o interesse único em si mesmo. Parece uma definição clara de egocentrismo. Mas não é. O coletivismo mata o ego, e portanto, nubla os interesses mais básicos do ser humano. Enquanto ele entra nos bancos escolares, estuda por 17 anos, vive sobre pressão, e intensa necessidade de decorar cada centímetro que ouve. Ele somente começa a tender a entender aos 35 anos tudo que viu nas últimas décadas.

O mundo procura por criativos. (Foto: Reprodução/Internet)
O mundo procura por criativos. (Foto: Reprodução/Internet)

Embora a ideia de massificar o conceito parecia ideal há alguns anos, quando nosso conhecimento era bastante menor do que hoje em dia, não é mais um plano perfeito. Como massificar informações que todo ano muda? A facilidade de compreender a raiz de uma informação nos faz torna perceptíveis á todas as outras que surgirem, sem a necessidade de separar em grupos, porque é mais fácil decorar.

A diferença do aluno Montessori ao tradicional é a organização e disso tirar ideias complexas de conceitos simples. Por isso parece genial que uma pessoa pense em Google no começo da internet doméstica. Mas se pensarmos nitidamente, Google era uma solução para uma necessidade básica. Como achar algo na internet? Alguém que vem pensando como inovar, solucionar, não teria problemas em pensar nisso.

Para o ensino tradicional, Google foi tirar leite de pedra. Para o criador do Google, foi apenas dar uma resposta á uma pergunta.  E isso consiste em entender para saber que Montessori, é uma tendência sim.

O fim da desmistificação.

No final do ano de 2013 tive a oportunidade de visitar uma escola Montessori, na unidade da Tijuca a Meimei que leva consigo já diversos valores espíritas e educacionais. Cada turma é conhecida como agrupamento. Eles não assimilam os alunos como um coletivo, e sim como um indivíduo. Não apenas na forma do respeito.

Mas na forma do aprendizado. Cabe ao aluno atender os seus próprios objetivos. Mas a sensação de que ele ficará solto no espaço termina, quando ao indagar a diretora Pedagógica Sônia Mariga Braga. Ela afirmou que o objetivo da escola não é deixar o aluno solto, é de torna-lo consciente de suas ações e atos dentro de um ambiente escolar, e posterior, num ambiente laboral. A questão é, o aluno tem a liberdade de optar por passar de etapa a medida que ele cumpre todos os requisitos necessários.

Descobrindo o sistema Montessori (Foto: Reprodução/Internet)
Descobrindo o sistema Montessori (Foto: Reprodução/Internet)

Os mesmos são orientados quando possível pelos professores, sempre com foco na função e resultado. Quando o aluno perde o fio da meada, o professor entra em ação. Mas ao invés de tomar nota como um castigo, ele destina a forma de lição á uma conversa franca. A criança aprende pelo diálogo o que é certo e errado, e passa a definir o que é certo e errado.

Logo que entrei na escola fui recepcionado por uma criança de uns 7 anos. Diferente de uma escola tradicional, que a criança sai correndo na sua direção, lhe embaralha mais do que nunca, você ouve gritos de alegria. Nesse pareciam mais quietos do que costume. Templo? Não. Apenas concentração. E super felizes. Ao passar pelos andares, notei que o foco de cada uma era executar a tarefa que lhe concedida.

Ao chegar no último andar, onde a conversa se desenrolou, havia um grupo de trabalho. Durante a conversa uma criança entrou pela porta com uma arma laser de brinquedo. O que me chamou a atenção é que a criança se silenciou ao entrar e perceber que estávamos trabalhando. E ao ver que não seria correspondida, ela saiu em silêncio, discreta e fechou a porta tal como a abriu sem barulho sequer. E com um sorriso maroto estampado na cara.

Pensei comigo – “Incrível”. A educação Montessori realmente faz milagres. Não e nem perto. Óbvio que o método que trata exatamente do respeito ao indivíduo, não geraria resultados diferentes. Ninguém em parte alguma da terra ousaria em negar respeito, ou então corresponder igualmente. É contagiante. Como um bocejo.

E a nossa conversa esclareceu diversos pontos daquela forma de ensino que é ainda muito ‘mitológica’. Nem sabia da existência dessa unidade tão perto. Estamos sempre condicionados, um aspecto tradicionalista, a pensar no ‘tradicional’. E ainda muito atrasados em abrir a mente para infalíveis táticas como essa. Se com a lista que citei sobre as personalidades que foram educadas por este sistema, capazes de criar um meio fácil de se comunicar e transmitir dados, ainda somos céticos. Haverá muito chão ainda para os defensores do sistema Montessori andarem, para tornar esta filosofia, prática e por fim, o futuro algo seguro e conhecido.

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