Vivemos numa época que desprezar o cliente mais simples, pode significar uma perda significativa do público que realmente consome a marca. Esporadicamente temos de forma anônima, pesquisadores e consultores de mercado que vendem análises para empresas, e as mesmas não retornam nada á eles, o que isso significa? Nada impede que o mesmo consultor venda as informações para o concorrente.

Não torne seu cliente um concorrente (Imagem: Modificada/Mundo Pauta)
Não torne seu cliente um concorrente (Imagem: Modificada/Mundo Pauta)

O maior desafio no Brasil, é tornar a empresa literalmente uma ‘ouvidoria’ ao seu público. Um público que tornaria ações de marketing e investimentos absurdos, em uma quantia reduzida com um retorno um pouco mais garantido e positivo. Ao contrário deste pensamento, as empresas brasileiras pensam em ganhos e despesas a curto prazo. E a globalização de produtos e relações tem tornado este pensamento um agente nocivo que ataca principalmente, o ‘coração’ das organizações.

Vivemos numa maré de pesquisadores e consultores, que preferem agir na própria autonomia do que viverem enclausurados em escritórios vivendo sob a pressão cada vez mais desumana dos antiquados e ultrapassados chefes. Estes consultores são uma visão futurista não tão longe, da maioria dos profissionais de comunicação e especialistas em inteligência de mercado. Será mais lucrativo que uma empresa contrate um serviço de pesquisa terceirizado, do que contratar uma internamente.

A situação já é uma realidade. Tal como aconteceu com os serviços de RH, que não funciona, uma vez particionado do núcleo da empresa, tornam-se verdadeiros ‘Bountyhuntter’ a procura de capital e não visam sob nenhuma condição, o ser humano. Passam  a trabalhar como verdadeiras agências que captam pessoas para trabalharem em empresas por todo o território.

O profissional voltado e especializado a fazer análises de mercado é uma artéria essencial da empresa, é parte do coração e centro do cérebro pensante da organização. Sem ele, um passo para frente, o menor que seja, é um tiro no escuro. De uns anos para cá, o número de consultores tornou-se uma tendência a ser seguida. Com tantos experientes em diversas áreas, tornam-se verdadeiras minas de ouro para as empresas que querem investir capital pesado e obter um retorno que seja no mínimo, eclético.

Mas existe uma pedra no caminho de muito empresário, não apenas reduzidos á empresas pequenas, grandes empresas. Essas infelizmente ainda precisam prestar atenção, que o menor dos males, atualmente, pode ser o pior deles. Negar o compartilhamento de uma informação pode ser um tiro no pé. Não é incomum um pesquisador de mercado realizar, enquanto vive uma vida acadêmica, estudos de mercado das empresas que o cercam.

A empresa que incorre no sentido de ‘larapiar’ a pesquisa e não dar o crédito, comete um dos piores erros que o mercado pode vir um dia a presenciar. Especialmente se a empresa não tem market-share o suficiente. Não é incomum também, que estes mesmos analistas, vendam a pesquisa e relatem o comportamento da empresa para o seu concorrente. E isso faz com que aquele cliente, seja o consumidor da marca (produto ou valor), torne-se o seu principal problema.

Não somente ficamos em analistas de mercado, clientes insatisfeitos também formam a opinião, que geram aos concorrentes informações cruciais. Sites como Reclame Aqui, Kekanto, Foursquare ou outros rede sociais que permitem check-in ou opiniões sobre um serviço, são constantemente visitados pelos concorrentes. Uma falha sua, é um ganho meu – já ouviram falar neste ditado? Talvez não nesta forma, mas dar de bandeja uma informação para o mercado, é um dos fatores de falha de gerência de informação.

Dados do SEBRAE comprovam esta afirmativa listando resumidamente em 4 fatores o que levam a falência de um negócio. Em proporcionalidade, uma empresa grande demora mais tempo para desfragmentar. Mas quando isso ocorre, elas realizam o que a maioria das grandes empresas fazem, criam extensão de linhas de seus produtos e se dividem em sub marcas, para evitar a morte precoce do investimento. As pequenas só somem, porque são um ´ácaro’ perto dos ‘Elefantes’.

O grande movimento de estratégia de marketing segue três pilares, pelo Mundo Pauta, humildade, previsão de cenários e gap de oportunidades\obstáculos. Sem isso a empresa viverá sobre uma sorte de existência, e uma hora, ela acaba. Recomendo a leitura dos livros “Cauda Longa” (Chris Anderson) e “Quem mexeu no meu queijo?” (Spencer Johnson)

Opinião.

Toda uma geração tem sido renovada a cada 10 anos, e é um fenômeno que acerta todo o mercado, e o mundo de uma maneira geral. Quando nos vemos agora, numa era digital em que estamos precisamente na web 2.0 (Compartilhamentos e co-criações), quase um pé na web 3.0 (Sistemas de redes como tomada de decisão), ainda presenciamos aspectos cavernosos e primitivos na arte de vender o produto, ainda muito transacional do que relacional. E vocês o que acham dessa atitude tão recorrente no nosso dia-a-dia, numa época que ouvir o cliente não é mais um diferencial, e sim uma necessidade corporativa? Confiram também as novidades na rede social Facebook.com/MundoPauta.

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