Marketing Scent  é apostar em cheiros\aroma é atingir a memória do consumidor. É provado na psicologia behaviorista (comportamental) que nossas memórias são ativadas com estímulos, e nós somos, seres estimulados. Pela televisão, pela música, pelo elogio, pela boa notícia, por uma bela visão, por uma combinação interessante. E este estímulo pressiona um ‘gatilho’ que nos faz reagir conforme nossas memórias, se foram boas ou ruins, dependerá muito do ‘feeling’ da empresa gerenciar.

Da Redação.

Marketing Scent ativa boas e más memórias (Imagem: Reprodução)
Marketing Scent ativa boas e más memórias (Imagem: Reprodução)

Por muitos anos, nós seres humanos, somos rodeados de estímulos que povoam nossos ‘poucos’ sentidos, e uma compreensão que pode nos permitir, interpretações diversas. O Marketing tem por objetivo, direcionar a interpretação que mais lhe apetece (interessa), e toma um rumo inesperado, quando não está ligado aos estudos da psicologia e dos macros ambientes. Não existe um reforço maior, para entender a mente humana, sem estes dois importantes, mas não únicos, fatores de estudo.

Um dos psicólogos que formaram o percurso do campo da psicologia comportamental (Behaviorista\behavior), e que cito como início deste discurso, foi Edward Thorndike, falava do estímulo por recompensa. O caso mais aclamado, o fenômeno de Pavlov (elaborado pelo Médico e Psicológo Ivan Pavlov), que estimulava a salivação através do condicionamento. Deu um passo importante também na faculdade de reflexologia (reflexos), o qual nós agimos conforme as ações que presenciamos.

Seja por instinto, ou de forma racional. O aroma nos atiça justamente no instinto, que comunica com nossa intuição. Nós agimos por memórias armazenadas, que não condiz ás vezes, com nossas atitudes e comportamentos atuais. Podemos estar conscientes disso, mas agimos de forma automática, não há processo de decisão, e sim de ação pura. E o marketing visual, de aroma, de contato, de áudio, nos permite ou impede, vai depender de como ele é experimentado, ativar tais memórias.

As memórias não são ‘logicamente’ armazenadas como pensamos. Isso é, vamos notar que um trauma é associado á diversos fatores, e se fôssemos organiza-lo numa gaveta, colocaríamos “resultado = TRAUMA” + “fatores = ELEMENTOS DO TRAUMA” no mesmo lugar. Mas os elementos nunca realizam combinações solitárias, o ambiente por si só é um elemento que nós não costumamos considerar, outro fator, é o nosso próprio medo, descartamos. É um processo normal, ignoramos o que nos aflige. Em parte pode parecer bom, mas ignorar não resolve problemas.

Se um cheiro provoca uma reação a memória, e desencadeia uma reação emocional aliado á esta memória, podemos pensar que não é fácil interpretar o que irá acontecer? Mesmo que queiramos então em contrapartida, tentar entender e controlar o resultado, não podemos ‘capsular’ um comportamento humano, o planejamento do marketing Scent segue rígidos padrões de observação social. Um cheiro maravilhosamente aceito por algumas pessoas, pode não ser nada bom para outras.

E optar por uma experimentação por ser uma boa tática, isso porque, podemos num momento ‘beta’ estabelecer critérios que as pessoas utilizam para identificar, se é bom, ou ruim, como elas se comportam diante da situação. Dai nasce então a análise que nos faz pensar, uma reação simples (ela gostou), reação complexa (ela gostou e se identificou), reação comportamental (ela gostou, usa, compartilha informações sobre), reação identidade (tem até página na internet sobre o assunto), será o próximo passo para entender como implementar o Marketing Scent.

 

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