Entenda a prática do marketing involuntário neste case. Toda ação que dá certo, é utilizada novamente até que ela deixe de ter efeito. A capa do último filme da saga Harry Potter, as relíquias da morte, Traziam os três personagens principais correndo com o fundo corrido, na floreta proibida. O novo filme Maze ,teen, traz a mesma cena. Mas é plágio? Metade do ‘mundo Pottermaníaco’ atira a pedra, mas o efeito marketing crowdsourcing ganha forma, entenda como é que o público consegue inflamar uma notícia para indústria.

Da Redação.

Ator Tom Felton autografando pedidos dos fãs no Brasil (Imagem: Reprodução)
Ator Tom Felton autografando pedidos dos fãs no Brasil (Imagem: Reprodução)

Colaboração em massa “Crowdsourcing”

Todos os anos, os filmes repetem o sucesso de ações de marketing dentro e fora da película que eles sabem que agrada mais o público. É por isso que tem tido tantas sagas teen sendo produzidas pelo cinema, por quê? Crepúsculo deu certo, Dezesseis luas deu certo, Percy Jackson deu certo, Divergente, Jogos Vorazes, tantas e tantas sagas com um público tão persistente e comum. A resposta á essa indagação vem com a própria repercussão que os fãs reproduzem nas redes sociais.

Qualquer detalhe que surja do cinema, ouvimos frases pérolas, tais como – “Filme hollywoodiano (para destacar muito efeito, muita farsa, fora da realidade), tramas sendo ‘plagiadas‘ por outros contos, pôsteres sendo imitados. Esse conflito nasce apenas nas mentes dos fãs (Share-mind), o público (target) que interessa. Esse mesmo público (tornar-se player) é o responsável por propagar todas as notícias de um lançamento, sem que a empresa precise de fato ‘visitar’ estes locais.

Atualmente a rede social, e o avanço ‘agressivo‘ (literal) dos fãs, do público em geral e dos críticos da lateral,  promovem o filme sem muito esforço da produção. O que eles precisam fazer é apenas soltar fogos, preparar o terreno e lançar chamadas. Na discussão positiva ou negativa, vale o ditado – “Fale mal, fale bem, mas falem de mim” á todo instante. E uma tática de marketing muito conhecida, é realizada gratuitamente pelos fãs de uma saga em averso á outra saga, a sempre posterior. Um termo não tão técnico, a polêmica.

O termo mais técnico, crowdsourcing (Fonte do tumulo numa tradução literal). Naturalmente pessoas que passam por uma multidão, se não pararem o que estão fazendo, e seguirem em diante, farão com que a propaganda simplesmente termine ali. Mas o indivíduo que para, comenta, compartilha uma situação, acaba por criar uma fagulha na rede (internet e fora dela). E espalha uma notícia em questões de horas. Meio mundo já sabe do que aconteceu numa ruela no fim do mundo.

Segundo os autores Reinaldo Mendes de Moraes Filho e Luís Bittencourt em sua obra lançada em 2011 intitulada ‘Comunicação, consumo e subjetividade‘ lançado pela editora Iventura, trata no primeiro capítulo da “Colaboração em massa (crowdsourcing) na comunicação corporativa” (apud Jeff Howe, 2006) descreveu que a colaboração em massa é uma reunião de pessoas com diversas formações acadêmicas, de origens distintas, ás vezes entre elas desconhecidas, que promovem uma ação ou projeto sem exigências de recompensas ou renumeração.

A descrição do jornalista refere-se aos grupos (Pools, cells) das atuais redes sociais, que com mais força, que um boca-a-boca, conseguem propagar um produto (bens e serviços) sem um investimento, apenas usando um canal, a princípio de custo zero, para localidades cada vez mais distantes, atingindo o maior número de pessoas. A sua descrição não só fazia ‘apelo’ ao mundo corporativo, internamente, mas sim fora dele. A colaboração de massa, caracteriza-se como a famosa propaganda de boca-em-boca. E transforma, ou mesmo soluciona, problemas que uma empresa possa ter em relação as suas ações.

Caso. (Facebook)

O pôster do filme “Maze – Correr ou morrer” faz relação comparativa e semelhante ao pôster de ‘Harry Potter e as relíquias da morte‘. No entanto os fãs não se pronunciaram, houve uma reação gratuita e deliberada, dos demais comentários em supor que eles tiveram essa reação. Acabaram por publicar diversos comentários num perfil de uma fanpage sobre Cinema. Que não se pronunciou dessa forma  intencional, e nem houve da parte dos fãs da saga, supostamente ‘plagiada’.

Mas a discussão, seja a origem e quando aconteceu, tornou mais pública a capa. A chamada colaboração em massa, não precisa ter um direcionamento, apenas uma propaganda forte como essa, que ressalta sobre o tópico que mais chama atenção, a polêmica. O chamado plágio, o original. Todos estes assuntos atiçam o ser humano, que ‘nervoso’, tem que opinar. Senão opinar, vai olhar. E vai compartilhar.

Neste caso, a fanpage consegue alguns adeptos em curtidas, e torna a publicação relevante. Fazendo com que a mesma surja em diferentes timelines, sem a necessidade gastar dinheiro no impulso. Quem espera pelo filme, acaba acompanhando. E quem ‘vocifera‘ pelos dedos, apenas dá gás ao material publicitário. E a produtora e o estúdio, ganham com promoção em diversos países sem precisar investir alguma verba nisso.

 

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