Sem sombra de dúvidas a solução da plataforma WordPress é de beneficiar a customização de canais de comunicação no meio digital. Mas a sua praticidade frente aos público varia justamente pelo nível de conhecimento de usuário.

Nem todos terão a oportunidade de construir obras de arte com WordPress. Sou usuário de WordPress há 9 anos. (Tanto Plataforma WordPress.org como serviço WordPress.com) e vou ao longo de 7 itens explicar o lado positivo e negativo.

1. Usabilidade

A plataforma WordPress (CMS – Plataforma de gerenciamento de conteúdo) permite uma facilidade de interação com o público, com temas que satisfaçam as necessidades do negócio, com menus e configurações diversas. Cada tema podem ser personalizados através de uma configuração limitada de “Toque e arraste” ou personalizada sem limites usando folhas de estilo (.css) e funções (.php)  oferecendo um pacote de benefícios.

Mas…a grande maioria dos recursos da plataforma, somente são apenas viabilizados por alguns temas específicos ou através de plugins externos,. E o grande problema deles, é que precisam estar alinhados com a versão do seu CMS e disponíveis á pagar por uma variedade de conteúdo, e mesmo assim que nem sempre funcionam. Os próprios plugins são também problemáticos, muitos deles instalados ou mesmo sob mal funcionamento, causam uso excessivo de memória, impossibilitando muitos dos recursos básicos do WordPress.

O custo eleva justamente quando é preciso solucionar os problemas que são gerados por mal uso da própria plataforma. A grande maioria dos usuários são inexperientes em fazer uso da ferramenta em sua plenitude. Recorre-se a uma solução mais cara no final das contas, uma vez que para executar tarefas simples ou de manter o site visível é exigido um profissional conhecedor das ferramentas do site. Mantendo um foco em administração de tecnologia, do que de negócios e de publicidade.

Sem incluir que as funcionalidades oferecidas pelo WordPress apenas são usufruidas pelo usuário final (cliente) se este por sua vez possui conhecimento aprofundado de HTML, CSS e PHP. E claro, tempo para consertar falhas e imprevisibilidade de aplicativos em seu site.

2. Funcionalidade

Basicamente a plataforma wordpress é um blog. Atualmente, mesmo quando no ano em que este artigo foi redigido (2014), houve um foco em promover a construção de sites. Mas apesar da estrutura permitir sem sombra de dúvidas essa visão, ela não é uma ideia ainda concretizada.

Uma vez que o WordPress em teoria (E na base da improvisação) é utilizado como site. Na grande maioria vemos uma bagunça no layout quando o cliente tenta inserir uma imagem apenas.

Como blogs e não site, há uma infra-estrutura construída para  receber entradas e não ‘elementos’ que exigem controle do layout por completo, característica fundamental do site versus blog. Em conflito, o primeiro sofre com personalização mais do que um blog que sofre mais com atualização de conteúdo.

Mas…a plataforma não supera a sua situação de blog. WordPress não vai sustentar um site, mesmo que a programação lhe permita tal resultado. Mesmo que o domínio lhe permita ocultar o serviço, wordpress, ainda sim trará uma interface que faça lembrar os blogs.

3. Estratégia e Marketing

WordPress é um CMS citado anteriormente, que é um sistema de gerenciamento de conteúdo que ganha mercado em cima do antigo Joomla. Basicamente o sistema lhe permite unir galerias de imagens, mídia, textos, backlinks e conteúdos como um verdadeiro banco de dados (diretório) na internet. Todas as estratégias de qualquer parte do mundo, visa, que o recurso a ser adotado como matéria para atingir um objetivo, seja no mínimo, de fácil aprendizado e manutenção.

O Marketing tem por objetivo planejar maneiras óbvias de angariar lucro. De gerenciar prejuízos e abocanhar oportunidades, tudo para manter uma instituição viva pelo máximo de tempo. Qualquer plataforma de criação ou gerenciamento disponível, deve ao menos ter um critério de uso, a prática nos diz que se algo que nos traz mais malefícios do que benefícios, é que optemos por outra solução.

4. Apenas Blog

Blogs são caracterizados por disponibilizar um espaço que seja de leitura e publicação. As táticas de copywriting adotadas nos últimos tempos é de obedecer que quanto menos texto, mais interação (mídia), melhor será a leitura. Alguns adeptos preferem usar o blog como uma extensão da rede social. A escrita fica para o Facebook, e um prolongamento da experiência no blog, mas não muito prolongado.

Mas...wordpress não pode ser chamado de site quando o cliente quiser. O blog não tem uma estrutura para manter um conteúdo estático e rico na página principal. Praticamente não temos uma liberdade de fazê-lo, sem ter que custear temas pagos, e nem mesmo utilizando de conhecimentos de programação, que na maioria das vezes, o empresário não possui.

Torna-se inviável em transformar o PN (Plano de negócio) na metade do tempo. No entanto é provável que isso venha acontecer, mas aconselho que não seja por mera arbitrariedade, e sim por tática de vantagem. Mudar a forma de lidar com o conteúdo e com seu público, é comum e especialmente conhecida como “sobrevivência”. O WordPress não consegue permitir essa transformação, sem que o propósito seja mexer no código fonte.

5. Custo e Benefício

A princípio, ter um blog que lhe ofereça um custo baixo e com uma riqueza de recursos. Pode ser um dos maiores benefícios quando você se atém pelo que vem no pacote original. Apenas usufruindo de um espaço virtual que seja direcionado para divulgação de textos e notícias.

Mas…se você pretende lançar uma nova funcionalidade integrada em seu blog, pode não ser uma boa ideia. Os blogs gratuitos permitem de forma bem prejudicada, o uso do widget Texto para hospedar alguns programas em HTML. Por exemplo, anexar banner de parcerias e patrocínios, torna-se uma operação difícil. No pago, basta receber o código do JQuery (Java Query) ao PHP\ASP, e não terá problemas.

No entanto a criação da experiência pode estar na inovação, e de forma definitiva, DIFERENCIAÇÃO, está na obra de garantir retorno para o seu negócio. Para conseguir implantar um formulário de contato, é sob duras penas. O WordPress não permite exatamente uma instalação segura de plugins ou funcionalidades padrões que permitam uma simples ‘ativação’. E nem a verificação da versão, garante. Alguns se aventuram, e criam seus plugins usando o código PHP.

A solução não é barata, se quiser sair da mesmice de blog, ele não poderá simular um negócio integrado. A ponto de virar um site e um blog ao mesmo tempo.

6. Integrado

Há uma infinidade de plugins que permitem o compartilhamento para redes sociais entre elas o Facebook, Twitter, Linkedin, Pinterest e Instagram. As publicações chegam nos canais devido, sem a necessidade de um retrabalho. Enquanto que para o público, permitem diversos outros links que possam compartilhar. Dando mais audiência ao seu conteúdo.

Mas…no wordpress pago, é necessário instalar um plugin para divulgar para cada uma das redes sociais acima na visão de quem publica. No tema mais básico, é possível ter um leque de opções para que o seu público realize o compartilhamento. É problemático. A grande maioria dos plugins são incompatíveis ou apenas bugados. Que causam ‘deslocamento’ de memória em seu servidor, panes, error 404. Não há como saber, só quando acontece.

Apesar da grande quantidade de opiniões acerca de um app ou programa, que pode ajudar na escolha, não garante. O último plugin que instalei, causou pane em metade dos menus essenciais, e foi muito bem recomendado. Inclusive compatível com a versão atual.

7. Bem posicionado

Talvez a enorme vantagem do seu uso, seja de que o wordpress é indexado de forma otimizada nos buscadores. Qualquer publicação realizada no wordpress leva em média de 15 minutos para surgir nas primeiras páginas, senão no primeiro resultado da página 1. Exceto a rede Social Google Plus que é quase imediata.

Mas…as tags e long tags são basicamente os chamadores. Não só presente no WordPress, mas em qualquer serviço, ao utilizar hashtags ou sua variante mais simples, a tag. Cria-se um rastro “João e Maria” (migalhas) que indexa o seu sítio na rede da forma mais relevante possível.

Em muitos casos achar um conteúdo na internet pelo nome do site, o destaca. Mas pela tag ou título do artigo, o disponibiliza na quinta página. Ou seja, aquela atratividade da primeira página deixou de ser realidade. O planejamento de SEO, que minimize os custos com Adwords, Adsense ou outras formas de publicidade, contará mesmo assim, sendo ou não sendo WordPress.

Quem é?

Publicitário / Designer / Consultor / Palestrante / Empresário e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento – CRM (IBMEC). Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Redes Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

Participe do grupo “Marketing de Relacionamento”:

https://www.linkedin.com/groups/7056049

Contribua também para a Pesquisa de Atendimento e Relacionamento com o Cliente (Redes Sociais):

https://goo.gl/forms/hU0Ss4ETpQl5kVMg2

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