Vila Isabel ganhou e perdeu um ilustre músico, fica na história, Noel Rosa.

Residente no bairro da Grande Tijuca, Vila Isabel, Noel Rosa deixou os palcos cedo, mas deixou marchinhas que lembram de sua prosa em vida. Encontrou-se com outros que caminhavam bebendo da mesma fonte, Lamartine Babo, tirou canções e sorrisos das cordas do violão, criou suspiros, deixou saudades de um tempo que a gargalhada era parte do show. Erguido em homenagem, várias lembranças do jovem músico, mas nada se comparava as suas líricas, cabe no bolso a biografia,  não se perde no infinito o seu legado.

Monumento de Noel Rosa na Boulevard 28 de setembro - Maracanã (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)
Monumento de Noel Rosa na Boulevard 28 de setembro – Maracanã (Foto: Rafael Junqueira/ Mundo Pauta)

Nasceu no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1910, Noel de Medeiros Rosa, mas conhecido por seu nome artístico, Noel Rosa. Trabalhou em rodas artísticas, na boêmia, traçando letras para sambas, cantou e narrou, a cultura brasileira. Deixou seu nome marcado na história. Sua família modesta, filho da professora Martha de Medeiros Rosa e do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa, ele fazia parte da classe média.

Tomou aulas nos bancos do tradicional Colégio São Bento entre 1913 e 1918. Ainda na adolescência aprendeu a tocar bandolim, mas sem técnicas, apenas de ouvido. E tornou-se assim um aficionado pela música. Depois mudou para violão, e tornou-se parte do cenário boêmio do Carioca. Seu ‘fardo’ ainda não era se meter na música, acabou por ingressar na Faculdade de Medicina, o que não o atraia em nada por sinal. E continuava cada vez mais, a frequentar rodas de sambas, entrando na noite regadas á cervejas.

Monumento Noel Rosa - Maracanã (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Monumento Noel Rosa – Maracanã (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Foi integrante de diversos grupos, entre eles, ao lado de João de Barro, Almirante Alvinho e Henrique Brito, no Bando do Tangarás. Ele provou suas sorte com suas próprias composições, com Minha Viola do Céu. Depois lançou a música – “Com qual roupa?” uma marchinha que sobreviveu por diversas décadas, e atualmente é considerado como uma canção clássica brasileira. Também além da música, Noel Rosa, era um exímio cronista do dia a dia, que o destacam com um gênio do humor e da veia crítica.

Mas infelizmente sua breve vida deixou as marcas de uma luta que não houve vitória, a partir de 1934 tornou-se inevitável lutar contra a tuberculose. Sem esmorecer, o jovem músico continuou em suas passagens e músicas pelo Rio, Minas Gerais, bailava por noites sem fim, regadas á bebida, tabaco e samba. Em Minas Gerais trabalhou na Rádio Mineira. Infelizmente em 1937, em Vila Isabel em sua casa, ele veio a falecer com apenas 26 anos, sob a doença que o perseguiu a vida inteira.

Monumento Noel Rosa inaugurado 22 de março de 1996 - Maracanã (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)
Monumento Noel Rosa inaugurado 22 de março de 1996 – Maracanã (Foto: Rafael Junqueira / Mundo Pauta)

Localizado na Boulevard 28 de setembro próximo a Usina Elevatória da CEDAE na praça Maracanã e onde se localiza a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) há uma praça reservada ao monumento do músico e sambista Noel Rosa construída em 22 de março de 1996.

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