Steve Wozniak rebate ‘Jobs’, e escreve como tudo aconteceu.

Após a primeira ‘biografia’ em formato de película ser exibida nas telonas para mostrar um fato que todo Applemaníaco cansou de ler, o co-fundador da empresa inovadora, Steve Wozniak, escreveu uma espécie de versão que visa corrigir a visão equivocada protagonizada pelo ator Ashton  Kutcher em 2013. Para muitos pode parecer um furo, mas para o Marketing significou um “Buzz“, entenda como é que isso beneficiou tanto o cinema como o legado do criador da Apple.

Fundador Steve Jobs idealizou o computador pessoal 30 anos antes (Foto: Reprodução)
Fundador Steve Jobs idealizou o computador pessoal 30 anos antes (Foto: Reprodução)

Com todo bafafá na mídia na época, o quão era próximo a fisionomia do ator Ashton Kutcher com Steve Jobs sob o papel que o colocaria na mesa do CEO mais genioso da sua época e da nossa. Famoso por sua obsessão em detalhes, e a procura constante e interminável de novos e novos recursos. Após o lançamento, o que era um burburinho, silenciou-se quase imediatamente.

A crítica deu um pontapé no longa, quase como se fosse uma versão beta que deu muito errado. Ao meu ver, gostei do que assisti. Mas talvez passe longe a afirmação, perto de um desprezo informal, quando se trata de um consumidor da Apple e mesmo aqueles que além do produto, ‘compraram’ a cultura da empresa também. Jobs não era aquele cara, e nem começaram nada numa garagem. Steve Wozniak, co-fundador e amigo próximo de Jobs, afirma que o filme é mais uma utopia do aconteceu. E lançou sua versão em livro.

Iwoz seguido de um subtítulo que destrona Jobs das paradas, a indústria do cinema também já declara, outro filme de Steve Jobs será lançado. Um golpe no estômago. Mas essas tensões ganham espaço também fora do mundo das estrelas, ou literários. Mentir sobre o storytelling tem sido um causador de problemas também para algumas empresas. E o mesmo acontece aqui. Do que adianta contar sobre Jobs, se o teor da história, não significa entender quem foi Jobs?

O filme rendeu uma péssima crítica, pelo Rotten Tomatoes, um dos canais mais prestigiados e fonte confiável sobre o ponto de vista na recepção do público, classifica o longa com um pouco mais de um ano de existência, com 27% de aceitação, e uma audiência de 41%. Com o novo livro, o destaque fica para o co-fundador. E claro, chama a atenção para o novo filme que pode estar sendo exibido em 2015.

Furo, mas deu lucro?

Napoleão Bonaparte dizia que transformava seus obstáculos em oportunidades. O fiasco do filme promoveu um empresário desaparecido da frente da Apple, tornou realidade o lançamento de uma nova biografia em menos de 2 anos. E lançou o Iphone 6 no Brasil custando R$ 5.000,00, apenas um detalhe entre outros. A Apple continua como o rei da mesa.

O Marketing entra na história conforme o bordão famoso – “Freud explica”, naturalmente, investir numa nova biografia e um livro que caiu como uma luva, era de esperar. Ninguém gosta de boatos, todos gostam de veracidade. E quando o cinema afronta com uma versão pitoresca, surgi algo como “A versão oficial”, deixou todos boquiabertos, querem ver mais.

A discussão abriu o calor da batalha, obviamente se uma versão do livro que não bate com a realidade vista no filme, notamos logo de cara e identificamos os grupos que são estes obstinados críticos. Ao terminar do filme, você ouve que aquela parte que você jurava ser fiel, o leitor carrega na manga os sete defeitos. Mas esse conflito é bem quisto pelo mercado, sem ele, não haveria motivo de lançar uma nova versão do filme que combate-se a versão fajuta.

Se o livro por acaso sofre-se muito com a falta de fidelidade do filme, algum autor pensaria em lançar uma versão não oficial do roteiro do filme baseado fielmente ao livro. Não falta oportunidades quando nos deparamos com ‘gafes’. A questão da gafe é justamente é da correção. Quanto mais seu produto disser – “Sou a fonte oficial”, mas chamativo ele será.

Este artigo também puxa muito o assunto sobre o caso do Battle Royal em relação aos Jogos Vorazes, ao qual comento neste link aqui, no entanto a diferença é que, Battle Royal não foi um fracasso, mas para uma lente mundial, ele não era visível tanto quanto o conto de Suzanne Collins, e passou a ser, após a acusação de plágio.

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