Loja-Cantao-1Toda vitrine conta uma parte da história da marca, mas em parte integral do tempo, envolve estilos, conceitos e por fim, apresenta novidades. Vitrines não são apenas fachadas, são PDVs (pontos de venda), informativos, espaços para comunicação interna e externa. Quando passamos pelas ruas quase trombamos, porque algumas pessoas simplesmente mantem fixados os olhos, enquanto caminham, giram a cabeça, mas os olhos fitam aquele modelito até virarem a esquina.

Vitrines funcionam como uma ação de marketing expositiva, ela não é importante, é vital. E naturalmente podemos identificar que existem diversas formas de criar uma vitrine, desde da mais conhecida, a visível parte frontal de uma loja, até um cartão de visitas, e um quadro com o portfólio com as obras de algum artista. Vitrine inclusive pode ser considerado como uma pessoa se veste.Vamos neste artigo delinear a importância que uma vitrine possui, sabendo que ela significa muita mais do que um espaço físico.

Quando nos deparamos com uma vitrine salpicada de decorações natalinas, com árvores de vários tipos, com enfeites de um papai noel com pernas longas, a um bando de duendes trabalhadores, ficamos pelo menos um bom tempo namorando, se a arrumação foi bem feita. Parece uma espécie de quadro numa galeria chique, pronta para ser apreciada. Muitas obras são compradas apenas por seu valor expositivo. PENSE NISSO.

Vitrine

Vitrines quando bem montadas, são capazes de dispensar que a venda ocorra por meio de persuasão. Esta mecânica acontece quando este cenário transforma a dúvida em identificação, e por fim, ‘preciso ter’. Desde de desenhos da ficção a realidades, as vitrines retratam o estilo imaginário ao estilo realista. O uso de manequins sem forma, rosto ou cor, transmitem uma neutralidade de que aquele produto quem veste é você.

De acordo com Carvalho (2013, pg. 1) – “A vitrine e o visual merchandising são muito importantes porque atraem e criam uma identidade, fazendo assim um clima agradável e comercial”. Esse visual Merchandising atua justamente no emocional do consumidor, ele trabalha com o comportamento e justamente incentiva a pensar numa situação a que se refere aquele produto, necessidade e desejo para a pessoa.

A comunicação que se trata a vitrine, é a mesma da fantasia, é uma estratégia capciosa e ao mesmo tempo tênue quanto a veracidade. Obviamente pensar em holofotes ao colocar uma roupa pode parecer sem muito pé no chão. Mas a sensação criada é justamente a que faz um cliente em adquirir o produto. No fundo a única base de ação utilizada pela empresa será o cenário e objeto, o gatilho será a imaginação, sempre por referência.

Vitrines são excelentes para criar esta relação, e trazer mais para próximo das pessoas, uma experimentação. Quem nunca deixou de olhar as fabulosas vitrines da Adidas? São capazes de montar exuberantes apresentações, apenas para deixar em destaque um tênis. Apenas um tênis. A ideia é dar estilo a exclusividade. Quem adquiri-lo, terá “O TÊNIS”, e fica claro que quem o possuirá, terá fama.

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Quando usamos uma comunicação visual, o detalhe é precioso.  Fachadas servem de chamadas, e portanto nela concentra-se o máximo da persuasão que em muitos casos, dispensa vendedores. Como pode ser entendido, vitrines não estão exclusivamente localizadas na frente da loja, elas podem ser encontradas em qualquer parte da mesma, e nos tempos modernos, o próprio sítio eletrônico (Website).

Em lojas como Vivara, Monte Carlo, as vitrines são apenas os invólucros centrais, onde estão as jóias. Não é preciso dizer muito quando que o produto em brilhos cintilantes são os verdadeiros “beep” de anúncios. Quando uma loja não possui este espaço, ela precisa trazer a comunicação para um nível mais pessoal, mais ‘head-to-head’, direto, ao mesmo tempo que deve apresentar a ideia em forma de solução. Digamos que a vitrine seja o canal que permitirá que o cliente entenda em parte o que o negócio propõe.

 

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Concluindo, não destrate das vitrines, elas são o melhor canal de marketing dos varejistas físicos. São um verdadeiro espaço de storytelling, uma força de comunicação pode ser utilizada usando a vitrine e trazer o cliente até ela. Não pense que necessariamente quem não compra, não compartilha. Lembre-se, que hoje tirar fotos, é uma espécie de consumo.

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