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A comédia que leva Jean Claude Van Damme como um astuto treinador, quase beirando á um Coaching selvagem, leva uma equipe de uma empresa que desenvolve embalagens para diversos clientes nos Estados Unidos, para o meio do mato a fim de desenvolver um espírito de equipe, liderança e cooperação como uma forma do chefe moldar um ‘vendedor pitbull’ a qualquer custo.

O filme revela um ponto interessante sobre o desenvolvimento de pessoas, ao invés de pensar que o melhor da equipe seja exatamente o ‘cara’, percebe-se ao longo da trama, que os mais desajustados, menos entrosados, os caras que não pensam muito em ‘emprego seguro’, que são mais despojados, justamente é o perfil do novo trabalhador atualmente. Quer dizer, é mais fácil pensar em empreendimentos atualmente do que há 15 anos atrás.

O fato no filme é que não funciona mais esta fórmula de “Pressiona, esquenta e corre que nem um louco” para pegar a melhor ideia, e vai com tudo? Pressão sempre foi uma fórmula que parece dar certo no mercado, na verdade, nunca deu certo. O que resultou em ponto positivo, eram que existem pessoas capazes de lidar com a pressão de uma forma criativa e diferente, de outras com igual ou superior raciocínio. Apenas pessoas diferentes.

Chris (Adam Brody) foi o típico funcionário que tem belas ideias, bate uma cor de ingênuo, mas na hora da pressão fora do cenário controlado da empresa, ganhe qualquer batalha. Phil (Rob Huebel) exatamente o que todo chefe quer ter á sua volta, mas não necessariamente é um cara capaz de algo. Na verdade a agressividade dele mascara o que ele pouco sabe fazer. O filme trabalha bastante com essa fase: Novos e velhos ‘colaboradores’.

KiUAe

 

É uma má notícia? Na verdade não. As empresas não podem ser pegas de surpresa. O que vemos na história é justamente o que se percebe dentro delas. Muitos talentos são camuflados por hábitos antigos. Aquele vendedor que batia a meta aos gritos não existe mais. O personagem que trata do empreendedor da nova era, Chris, tenta utilizar todo o encanto da diplomacia, mas precisa experimentar um pouco da agressividade do antigo trabalhador, Phil, para fazer as coisas acontecerem.

Ao desenrolar do filme, vemos uma mente tribal acontecendo no processo que rodeia Phil enquanto que o grupo menor comandado por Chris, se preserva na tentativa de dialogar, mas precisa ficar fugindo pelos lados para não virar oferenda do outro grupo. E isso de fato acontece nas empresas? Muitas equipes se dividem desta forma mesmo, alguns acreditam em X e o outro acredita em Y, quer dizer que não há um entendimento da cultura da empresa. Somente rivalidade entre os próprios membros do grupo.

A tarefa do gestor é justamente de gerar propaganda institucional á todo momento para que todos se lembrem para onde estão indo, e porque estão indo para lá. Somos adeptos de repetição, e na maioria das vezes, gravamos a ideia apenas depois de vê-la centenas de vezes. Não adianta que no dia da seleção você diga que a cultura da empresa é sobre “solidariedade”, e depois de lá não se presencie sequer um momento desse valor ou outra citação do mesmo.

A cultura da empresa deles é justamente essa – “Produto á todo custo”. O Marketing define atualmente num campo mais relacional do que transacional, mais PESSOAL. Ou seja tendo uma cultura, ou não, a empresa no filme bate com o momento em forma clichê: Vendedor pitbull antiquado, chefe que quer o resultado sem dar valor como e quem, grupos que parecem não ter lugar são desprezados e a venda do produto para o investidor (sem cliente).

Welcome-to-the-Jungle

O final do filme é uma conclusão interessante. Na maioria dos filmes de 5-10 anos atrás, nos esperaríamos que o Chris fosse promovido (e ele será) e ficaria na empresa mandando ver (novo Phil). Ele se demite da empresa e vai dar uma de ‘mochileiro-profissional’, tocar o próprio negócio num entendimento mais profundo da obra. Saiu no Jornal Hoje no começo (março) deste ano que 40% é o crescimento em novos empreendedores a procura do negócio próprio.

Outra notícia mais a frente destaca por pesquisa da Sebrae divulgada pela CBN de Goiânia (julho) sobre alguns números interessantes de empreendedores no Brasil. A película critica justamente a atitude de muitos empregos estarem na verdade “demitindo” os talentos, e conservando os velhos hábitos. E mostrando através de diversos estudos que o perfil dos profissionais se transformou, e que possui uma solução que o marketing trabalha chamada “autonomia” (Endomarketing\Propaganda Institucional).

Ideia de Marketing pontua de forma bastante curiosa este novo perfil – “Contratar gênios é uma exceção

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