A arte de vender com palavras: AMOSTRA GRÁTIS, APENAS HOJE.

O campo que administra e estuda a redação publicitária é o marketing de conteúdo. Pesquisar quais formas comuns de chamar atenção para um produto não é uma tarefa fácil. Mas estamos numa era de acessibilidade que nos permite fazer leituras, e re-leituras de nossas estratégias todos os dias sobre como escrever e ‘construir’ chamadas que sejam realmente relevantes para o público.

A foto acima é uma salada de conhecimento sobre ‘Redação Publicitária’, que tem por objetivo principal vender o ‘peixe’ oferecendo em sua grande maioria dentro do contexto – “NECESSIDADE + CARACTERÍSTICAS + BENEFÍCIOS + VOCÊ” – aliados a combinação de cada elemento entre si e em comparação, para oferecer de forma eficaz a oferta e procura, princípio básico do mercado capitalista.

As cores na chamada tem a sua função. Na verdade essa foi a minha intenção em escrever “Amostra grátis, Apenas hoje”. Para muitos publicitários, isso se chama, palavras ou frases de efeito ou impacto. São frases que criam reações em nossos comportamentos, e as cores auxiliam dentro de uma informação subjetiva, orientando nossas ações a partir dali. Vermelho, amarelo e verde são cores fáceis de interpretar, normalmente querem dizer: Emergência, atenção e tudo OK.

Na psicologia comportamental, ou Behaviorista, ao qual dedico bastante do meu tempo pesquisando, as cores são elementos influenciadores de uma compra. O vermelho costuma ser usado largamente para dar um alerta, uma emergência de compra, um ar vívido, que aquilo precisa ser ‘atingido’. Nosso cérebro computa que tudo que está vermelho merece o dobro da atenção, mas que tem haver com atração também.

O verde é o oposto. Digamos que é o mocinho da história. Costuma estar sempre referenciado á uma situação tranquila, a esperança, a saúde, ao estado estável, ok, correto. Também é uma chamada igual ao vermelho, mas sua intensidade inspira calma, é um momento de pensar. O vermelho exige, o verde pede. O nosso cérebro capta essa mensagem visual e a transforma em mensagens para o corpo.

O azul sempre remete a ideia de força, poder, controle, ação, ao mesmo tempo que oferece tranquilidade. Algo que combinado com o verde transmite a mensagem – “Amigável”. O uso da figura do curtir do Facebook nos mostra o poder da figura de linguagem na literatura. Todos percebem que o sentido de curtir é mais que um simples curtir. Dentro do contexto da chamada acima ela significa – “Autonomia”, curte quem quer e quando.

As cores ajudam a dar essa sensação também. A primeira parte “Curta”, a segunda ‘compartilhe” e a terceira “ganhe”. É como se ouvíssemos – “Para ganhar, é preciso curtir, se quiser compartilhe”. Nada que é imperativo, quando queremos que o relacionamento aconteça, é essencial. Quando é apenas uma ação transacional, o uso do vermelho salpicaria o anúncio.

Quando tratamos de uma redação, sempre lembramos do tempo de escola, é preciso título, introdução, desenvolvimento, o momento do clímax e a conclusão. Aqui não é diferente. Em muitos casos a redação publicitária se resume á uma imagem ou mesmo com o uso de uma palavra. Identificar cada elemento de uma redação nestes casos pode parecer um trabalho árduo.

Mas a ideia é a mesma. Quando queremos criar um texto, estamos escrevendo sobre o que para quem. Naturalmente uma história que quer uma reação. Dizem que no texto regido pela mais correta língua portuguesa pode sofrer ‘equívocos’ voluntários quando transformamos em redação publicitária. O uso do coloquialismo e mesmo da língua ‘inexiste’ e informal são aceitos.

O título normalmente chega com o clímax na ponta da língua, e que gera uma conclusão também. O elemento básico para entender a redação publicitária é se soltar das definições de vocabulário e começar a focar que esse tipo de texto tem objetivo de VENDER, e não apenas de INFORMAR.

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