A arte de fotografar, com certeza já ouviu falar nisso? Faço parte de um grupo de estudos de fotografia ha mais ou menos 1 ano e meio e ‘bota’ alguns anos mais de estudo e prática fotográfica. Se o estudo de mercado nos indica uma tendência, é que a fotografia profissional tem sofrido com a demanda de celulares capacitados com lentes mesmo que fixas, mais poderosas. E claro, tudo que facilita, previne do uso especialista, vide a saga dos Webdesginers frente a ferramentas como Wix.

Outrora os mesmos dizem, e confirmo, que o Wix é uma ferramenta útil, mas que não possui recursos que todo bom empreendedor procura. É necessário explorar o mundo da programação, da forma tradicional, aos entendidos (procedural, e não funcional), aos leigos, para ter liberdade é preciso saber um .ASP, .PHP, Java Applet. A maioria do público na verdade exige inicialmente um sítio eletrônico, o ‘problema’ nasce quando eles percebem que o seu público começa a preferir interação.

E o que isso tem haver com fotografia? Tudo. Estamos focando no aspecto de marketing, e justamente é disso que estamos tratando aqui. O mercado para os desenvolvedores de sites mudou, com certeza. Para fotografia também. Tenho acompanhado o mundo vasto da fotografia, e agora vejo pelo lado de quem ‘clica’. De diversos ensaios fotográficos, vejo a indagação de muitos profissionais que se dizem ‘trocados’ por um Iphone do sobrinho de 8 anos.

Outros afirmam que a qualidade não é a mesma, a discussão não termina aí. Ela na verdade bate o ponto com os anos de estudos do profissional. Alguns levam muito a sério, e chegam a realizar graduações, especializações. E o que mais ouço é que se a foto não for bem trabalhada com uma perfeita sincronia de fotometria + timing, você não é um fotógrafo. Que publicar no Instagram não o faz um fotógrafo, não…mas faz seu o concorrente.

Que conversa é essa? Como assim concorrente?
Que conversa é essa? Como assim concorrente?

Fotografia é um produto como qualquer outro, quem se especializa, torna-se um ‘player’. Que manuseia também, que faz cotação, ou seja, qualquer interação. Há uma frase que muito define essa situação, muito invisível para muitos fotógrafos, mesmo os mais experientes – “concorrência é toda escolha que um cliente realiza em comparação ao seu negócio”, aqui concluímos a primeira parte. A segunda parte é entender que não adianta ir contra a maré.

Vou contar um caso interessante que pode ilustrar, mas não pode ser motivo de frustração. Quanto mais se perde em reclamação, mais sua ‘concorrência’ se torna superior. Enquanto fazia meu MBA de administração de marketing e Comunicação Empresarial, houve várias ocasiões em que pude ‘testar’ minhas habilidades de fotografia, e o fiz. Durante um ‘Happy Hour’ de uma agência fomos convidados para conhecer como é o trabalho desses profissionais, e lá descobri a diferença da ‘qualidade’ de um fotógrafo profissional para um amador.

Além da qualidade, da especialidade, o que mais contou neste evento, foi o RP, sim relações públicas. As pessoas acostumadas com uma qualidade antes privada nos tempos remotos, agora acessível ao menor toque na tela do celular, estão priorizando mais qualidades específicas. Não adianta muito querer explicar ‘qualidade’ de imagem, e expôr o bordão típico “Eternizado momentos”, se você não entende de pessoas. Elas não querem ‘FINE IMAGE’, elas querem ‘FINE TIMES”.

Quer dizer, já vi fotos de doer, mas não é isso que importa para elas. O que importa é o momento. A lembrança do momento, a diversão, o encontro, o abraço, a festa. E contra isso não existe arma. Não adianta argumento. O que existe apenas, é relações públicas, enquanto tirava as fotos o que mais via era foto de celular contra uma Nikon semi-profissional.

Que qualidade estamos falando que o público deseja aqui?
Que qualidade estamos falando que o público deseja aqui?

Enquanto conversava com todos, descobria que uma foto de celular não batia realmente uma foto de um fotógrafo profissional, na verdade isso nunca esteve em debate. Mas quando veem uma frase – “Eternizando o seu momento”, essa qualidade precisa ficar clara para o público e…o fotógrafo. Já notei que alguns profissionais esquecem que o evento não é deles, e portanto, ignoram a real necessidade do seu público.

Esse é o novo mercado de fotografia. Quando que antigamente, não tem muito tempo, em qualquer ocasião que fosse, era EXIGIDO a presença de um fotógrafo. Por quê? Era o único que tinha uma câmera, exatamente isso que falei, não era a habilidade do fotógrafo analisada, e sim seu equipamento, um dos debates mais acirrados que presencio em todo grupo de fotografia que ingresso. Mas é uma realidade, e ninguém pode negar.

Atualmente todos tem acessibilidade aos equipamentos, mesmo que não sejam totalmente profissionais, mas possuem. Não adianta querer também ir contra essa maré do mercado. Agora o fator é ter diferencial. Ter uma câmera no passado era o diferencial, hoje em dia, sim todos acham que são fotógrafos. Mas não posso negar, alguns tiram fotos incríveis, seja por eles ou não, o esforço, a tecnologia provê.

Veem o fenômeno da GoPro? Se há equipamentos que podem igualar a qualidade de uma imagem atualmente, por que não fazê-lo? O mercado não é cuidadoso com quem não pensa no seu queijo, ele apenas progride (Quem mexeu no meu queijo?). E a próxima etapa dos fotógrafos é atentar para o que o seu cliente quer, e não o que ele acha que o cliente quer.

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