A Nintendo saiu do mercado brasileiro, mas essa não foi a primeira vez que a centenária empresa, fundada em 1889, sofreu com o mercado local, para depois dizer – “É culpa da economia do país”. Em 2006 quando o Wii foi lançado, e na ocasião os jogos começaram a engatinhar para fora somente dos mundos das crianças, e sim para toda a família, a empresa esperava alavancar boas vendas, mas suas metas avaliadas em 11 milhões de cópias vendidas para os consoles Wii, 3Ds e Ds, atingiram apenas 3 milhões de cópias.

Esta fadado o fim da companhia japonesa, na mesma ocasião eles culparam que o preço do iene havia subido e a que as fracas condições na Europa contribuíram para isso, e que um replanejamento estava fora de questão, porque a culpa foi do mercado e não da empresa. Semelhança com o atual caso no Brasil? Na última sexta-feira, os consumidores brasileiros viram a empresa dar bye-bye após dizer que os impostos é que causam um déficit em suas vendas no solo pátrio.

No começo do ano de 2014 a Nintendo já colecionava frases sobre sua iminente falência, na mesma ocasião as vendas estavam abaixo do nível estimado, e o argumento usado pela empresa é que a culpa era da internet. Pela informação de fácil acesso, muitas empresas começaram a ter que lutar por ela no mesmo nível que seus clientes (pessoas físicas) o fazem com apenas um tweet.

O verdadeiro produto premium deles era o culpado, o Wii U? As vendas já batiam no vermelho no primeiro console. Com novas tecnologias que vinham do segredo do movimento, que colocava de forma dinâmica o jogador imerso no jogo. Trazendo novos públicos para frente da tela. Esse foi o pulo do gato da Nintendo no passado. Criar nichos. Mas seus concorrentes só precisavam usar a tecnologia para que seu assombroso público, Sony e Microsoft, faturasse em cima do pai do Mario.

Algumas falhas se seguiram em relação ao Wii U para tornar as vendas já baixas da Nintendo em todo o planeta, realmente ruins. O lançamento do Wii U começou pelo o seu nome que trazia uma confusão de ser um acessório de expansão do Wii. Eles tentaram repetir a dose, sim, o que deu certo na geração anterior da Nintendo, eles repetiram tudo novamente na próxima geração, com uma diferença ‘fatal’. Você tinha que desembolsar dinheiro para ter muito do mesmo.

De todas as ações de Marketing utilizadas pela empresa, a única que deu uma luz milagrosa para o novo console, era colocar o salvador da pátria de volta na vitrine, ele mesmo, Mário. Sim ele conseguiu colocar a venda do Wii U na frente do XBox One e atrás do PS4, em segundo lugar e o 3DS em relação a portáteis e consoles, figurava em primeiro lugar.

Podemos tirar algumas conclusões do texto: Não adiantou criar um novo nicho, o público da Nintendo não quer mais movimento, quer o Mário. O que significa? Que talvez a Nintendo já tenha imortalizado o seu nome ao bigodudo, e isso pode significar a longo prazo que atualizações novas e ideias podem sofrer resistências (como foi o caso).

Na Revista Exame versão digital bate na mesma tecla que alguns críticos já o faziam em 2006 quando a Nintendo sofreu com o mercado econômico Europeu, abandonar os consoles e se tornar produtora de jogos como a Sega. Caros leitores, essas notícias acima foram garimpadas de sites\revistas especializadas, e elas nos demonstram que ante a tecnologia lançada em forma de Wii ou Wii U, o que predominou no lucro, foi o lançamento do game do Mário.

Isso torna dispensável os consoles da Nintendo. O inimigo, antes a vantagem da empresa, era tornar a exclusividade um ponto forte (análise do SWOT), é claro que isso agora se tornou um problema. O público, já concretizado da Nintendo não quer saber de ‘tecnologia’, eles não veem (posicionamento) a empresa como uma Sony e Microsoft. Eles percebem que a Nintendo é a produtora do Mário. Na verdade a Nintendo é Mário.

A saída brusca da empresa não é nada surpresa para os que vinham acompanhando o caso da empresa japonesa. Se ela não saiu antes foi porque acreditava que seu modelo de negócio estava surtindo efeito. Mas o que faz efeito para a empresa é seu icônico personagem. O que pode ser uma desvantagem, caso a maioria do público, e do próprio do produto, estejam preferindo a concorrência, uma única carta curinga na manga não trará lucro nunca, além de ser extremamente arriscado.

Os consoles como Microsoft não só trouxe o Kinect, como o inovou. A Sony tentou trazer o Ps Move que é uma verdadeira piada, mas o que ele aplicou a atenção? MMO. Isso, a maior febre das jogatinas hoje em dia é jogar, compartilhar e fazer verdadeiras batalhas de pvp de forma on-line.  Ambiente que a Nintendo não domina. Seus produtos foram voltados para um único público, o infantil.

Quando tentaram inovar, houve a epifania básica, depois – “Cadê você Mário?”. É válida a pergunta do editor na Jovem Nerd em 9 de janeiro de 2015 – “Apesar da reclamação da Nintendo ser válida, com relação a carga tributária, fica a incógnita de como as outras empresas conseguem e ela não.” – a resposta é simples – a empresa se tornou um império de um poder só com um público que não muda, mas…ele muda.

 

 

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Fontes: Forbes, Exame, Jovem Nerd, Veja, Papo Geek, NParty e Balada do Clube.

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