Famoso conto que traz a corrida da lebre contra tartaruga. No final, a tartaruga venceu sob o orgulho desenfreado da lebre, que achava que sua capacidade de correr muito mais rápida que a pobre cascuda, ganharia, por isso resolveu brincar no meio do caminho, sem se preocupar com sua adversária. A moral dessa história se aplica muito bem ao mercado.

Nos últimos anos vimos que algumas ideias simples de visualizar vídeos na tela do PC, deu ao Youtube uma posição relativamente enorme no mundo, estamos falando de audiência mundial. Manter amigos numa espécie de ‘sala virtual mais organizada’, promoveu as empresas como Google, Facebook e Twitter uma relevância mercantil inédita. E vimos que um simples buscador deu a gigante Google uma fortuna incrivelmente absurda.

Simples? Não é preciso ir muito além para inovar. Quanto mais se pensa, menos se faz. Estamos numa época que o mais simples é a melhor ação. Talvez até mais barato do que muitas empresas acreditam ser. Gastando fortunas exorbitantes para atingir um grupo seleto e deles conseguir convencer uma decisão de compra. E vigiando até com olhos nas costas se o seu concorrente não faz primeiro e melhor.

Concorrência não para, não dorme, não escreve na timeline seus segredos, não avisa e não morre. E mais, nunca é o que esperamos ser. No século 20, a concorrência era as empresas do mesmo ramo: Carro VS Carro. Aprendemos que no século 21, uma vovozinha de 90 anos pode ser a uma forte concorrente. E não para por aí, crianças já são milionárias antes dos 10 anos de idade, hoje a concorrência não tem a mesma cara e nome de 20 anos atrás.

No filme “Quero ser Grande” (Big) com Tom Hanks, o astuto garoto que queria ser grande para ter liberdade, descobriu, ou pelo menos expressou de forma natural, que a melhor forma de ganhar dinheiro, era de colocar o seu dia a dia em prática. E a empresa além de promovê-lo, lucrou deveras. E ele só simplesmente agiu como ele era de fato, uma criança num corpo de adulto.

Em nenhum momento durante a reunião da equipe, ele teve dificuldade em responder as perguntas, teve? Crianças estão desprovidas da preocupação do dia-a-dia, não é possível criar e corrigir problemas ao mesmo tempo. O processo de criação ou inovação é uma fonte inesgotável de soluções, e em muitos casos, parece que o poço seca diariamente.

A concorrência no nosso século tornou-se mais do que uma pessoa ‘física’, ela é quase todos os obstáculos que observamos. E sim, ela é a dificuldade de nos fazer pensar simples. E também é uma criança que deixa de comprar seu produto, porque ela achou outro melhor na internet, que uma garota deixou de visitar seu restaurante porque você a deixou esperando por 20 minutos a espera de uma mesa.

O mercado é um processo rotineiro, embora, de eterna evolução. Estagnar mais de seis meses em qualquer plano de negócio é arrisca-lo muito. É surpresa que as gigantes japonesas, conhecidas na infância de tantos como os ‘visionários do futuro’, com planos de previsão de 40-50 anos, não preverem que o mercado de games (Sony e Nintendo) os faria recuar, sem saber e terem um plano B para isso? É surpresa.

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