Estamos na época das redes sociais, existe uma mania consistente de você observar usuários se afiliando a vários grupos, justamente para debater aquele assunto que ele possui tanta afinidade. Se você quer aprender sobre fotografia, com certeza terá um leque de opções a frente, entre grupos de aprendizado, aos que promovem concursos oficiais e não-oficiais, e ainda de quebra, pode exercer um Networking.

Com certeza que você identificou a situação acima. Atualmente tornou-se mais fácil construir um Networking. Com acesso a internet, a comunicação remota, a facilidade do contato abriu os horizontes, e hoje podemos falar da realidade doHome Office em contraste com o discurso do passado, apenas uma ficção intangível. Mas a realidade da internet é um pouco mais sofisticada que o ‘mundo físico’.

Há mais etiquetas a seguir, e os cuidados são redobrados, vamos combinar, na rede um fato é transmitido na velocidade da luz, seja ele benéfico ou maléfico.

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Todos os anos vemos o já ultrapassado, currículo tradicional, que muda as regras todas às vezes. Mas acontece desta forma, porque cada organização institui seus próprios formatos, nada uniformes, para pedir informações básicas de suas competências, bastava uma conversa franca, e o currículo já teria sido extinto há mais tempo, bem antes de conceber a ideia da internet. Quando o assunto é a rede, devemos incluir que mesmo com ela, o diálogo presencial e verbal parece ter sido prejudicado de alguma forma.

Há menos pessoas conversando entre si, e mais interação com celulares. Jogar conversa fora sempre foi uma fonte de informações, mas não sou tão das antigas para dizer isso, apenas que é valorado pensar que se não fosse pelo diálogo, nossos antepassados não teriam saído de suas ‘ilhas sociológicas’, e atualmente estaríamos vivendo isoladamente em cada continente, internet seria um conceito ‘surreal’.

Se você conclui que sem o diálogo não há como haver interação, e portanto a promoção, quer seja pessoal ou não, é praticamente impossível, é oportuno que faço a menção destas 10 dicas, que podem resumir um pouco do que se entende sobre Marketing pessoal, ou seja, o que você como um profissional poderia contribuir? E como você poderia fazer isso? E quais os acertos e erros que você pode identificar neste trajeto? ‘Speak’ (Fale)

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Apesar do uso da lista, ressalto como havia dito anteriormente, essas 10 dicas não totalizam tudo que precisam fazer, é uma orientação na base da observação e prática. Estamos habituados a pensar que uma lista de 20 tarefas seriam passos potentes do sucesso, em parte nem o autor se compromete tamanha responsabilidade, cabe ao leitor entender que para obter um resultado positivo, é preciso conhecer como ele trabalha e como pode se adaptar ao mundo que o rodeia.

Vamos lá? Vou listar 10 itens que são aplicáveis a todo o instante, quando estamos falando de imagem profissional, e vou encaixa-lo na rede social e profissional do Linkedin, que é uma fonte e uma canal de comunicação excelente para destacar e achar profissionais em potencial, quando bem utilizada e conhecida, é claro.

  1. A foto do perfil — É um assunto batido, é. Mas ainda podemos ver que algumas pessoas colocam fotos quase a paisana ou nem colocam. Não vamos rotular uma pessoa apenas por isso. Mas na hora de uma conversa profissional, suspeito que ninguém trajaria chinelos, bermudas e camisas regatas, barbas por fazer, cabelos emaranhados a frente de um empresário. Nossa imagem nos comunica, e sim, dependendo do que se comunica, pode ser uma vantagem ou desvantagem. Fotos de perfis não são aquelas ‘estátuas’, nem seriedade profunda, ou cara de mau. É uma foto que defina bem o ‘seu trabalho’ junto a ‘sua personalidade’. Lembre-se: O que você está comunicando?
  2. Disparando comentário — Você vai para um recinto público, uma estação de metrô. Está a passeio, não tem objetivo de criar uma escada de relacionamentos. Mas experimente a seguinte situação, alguém sai falando com cada pessoa na plataforma? Na vida real? Você não falaria nem com uma mosca. Há ainda um pouco da alegoria da caverna em cada um de nós (República, Platão). Se não formos compelidos, você vai entrar na estação, pegar o metrô e olhe lá, observar os demais passageiros. A mesma ação não parece acontecer na rede social. Você detém o assunto sobre uma ideia, e testemunha um mesmo usuário despido da timidez, comentar 50 artigos diferentes num só dia, para chamar ‘atenção’ ao seu perfil. Isso não é produção de conteúdo, já alerto. Compete a cada um, sim, trabalhar o que sabe, e assim compartilhar e NÃO DISPARAR. Lembre-se: O tiro quando bem dado acerta no alvo e a glória e a fama são imediatos. Mas quando atinge o pé, é difícil de remediar e vai mancar até o posto de saúde mais próximo.
  3. Anúncio na lata — Quem nunca viu uma pessoa comentar que adorou seu artigo, e pimba, faz anúncio do que ele faz. Pare tudo. Você está fazendo isso muito errado. Primeiro qual é a convicção de uma pessoa chamar para o seu trabalho, utilizando um termo piegas, torna-se, uma vez que você percebe que o elogio é apenas uma entrada no diálogo, “adoro” para dar ênfase que aquela pessoa entendeu e se interessa pelo mesmo assunto que você? Quantas vezes um contato no Twitter manda uma mensagem privada, falando que segue todas as suas publicações, mas sempre há uma âncora para o conteúdo próprio? Você NÃO VENDE nada na rede social. Regra básica. O que você faz é criar laços, conexões, para isso não adianta ‘puxar’. Se quer que alguém se interesse por você, deixa que a faça por natureza. A hora de mostrar o que sabe ou que possui afinidade, é na inteligência do seu comentário, e NÃO COMENTE qualquer coisa só para constar.
  4. Compartilhe, dando seu ponto de vista — Compartilhar um assunto narede social, não significa que você é autoridade, ou entendido ou mesmo que tenha lido sobre o assunto. Você apenas ‘promoveu’. Quando falamos de internet, sabemos que na prática, muitos apenas leem a manchete e dali tecem uma opinião. Quantas vezes o texto jornalístico foi capaz de fazer muita gente discursar, sem ao menos saber do que se tratava o miolo? Evite. Sério, evite comentar sem saber do que se trata, e comente para expôr o que você sabe. Se você não sabe, é melhor não arriscar. Você concorda que ao ler um artigo, e divulga-lo, torna sua opinião afim ao contexto, quer dizer, você de alguma forma toma o texto como uma defesa a suas convicções? Cuidado, porque é isso que interpretamos quando alguém divulga uma imagem, texto, música ou quer que seja.
  5. Opiniões sim, construção da imagem também — Agora que você expôs o que você pensa e sabe, seguindo o passo do item 4, pense. Sua opinião o descreve, em parte, passamos a vida nos identificando. Somos seres que precisam fazer parte, para respondermos as perguntas primordiais: Para onde vamos, quem somos nós e e de onde viemos. Experimentamos e na prática concluímos. Mas dependendo do momento, sua opinião pode ser muito mais forte. Compreende? Ela pode significar tanto para cima como para baixo. Não confunda, e ressalto, liberdade de expressão (seu direito) com libertinagem. Devemos, e temos os direito de nos expressar, mas cuidado é pouco quando falamos de ‘opinião na rede’.
  6. Linkedin não é…Linkedin é uma rede profissional — Naturalmente que agimos errado em muitas ocasiões quando não sabemos do que se trata. No passado, Facebook assumiu uma rede de relacionamentos, já passou por épocas de ser apenas uma plataforma de Marketing, agora voltou a ser de relacionamentos. Altos e baixos. Linkedin se definiu bem em um diretório e grupos profissionais. Há espaço para debates sociais, um posicionamento pessoal, não estamos falando de imposição. Mas na realidade, você falaria — “Coé” com seu chefe? Estamos falando em comparação real. Não se acostume, desconstrua sua ideia de rede social com o Linkedin. Espaços para debates e opiniões estão sempre abertos, mas há de pensar antes de publicar qualquer apontamento.
  7. Publicação periódica — Não é para sair publicando todo dia. Seja um curador e um produtor de conteúdo. Mas pare para filtrar o que você pode contribuir para o que você faz. Não adianta construir uma coluna de artigos, onde apenas 3 você domina. E a questão é: Quais são desse total, esses 3, são o que você manja? Seus artigos dizem o que você faz. Não é fácil produzir conteúdo, não digo no sentido de inspiração. Mas de contexto e posicionamento. Quando escrevo um artigo coloco minhas experiências aliado ao que proponho quando o escrevo. Não adianta escrever de forma avulsa, sem saber para onde você está direcionando. Dispense o tiro no escuro, mapeie cada ação sua através de sua produção.
  8. As paredes na internet tem ouvido — Quando uma pessoa comenta meus artigos, ou curte, compartilha, seja qual for a interação, procuro saber quem é essa pessoa. Pesquiso, procuro sobre referências na rede. E sim já achei alguns ‘ovos quebrados’. Esse é o cuidado que eu ouvia falar quando era mais novo. Você consegue achar uma boa gama de informações na internet.Ações passadas nossas não nos definem, no entanto, se o seu presente persiste, ela só fortalece. É uma frase que deve ser compreendida em sua totalidade. E já me surpreendi descobrindo o quão próximo eu trabalhava com alguns contatos atuais, e nunca suspeitei.
  9. Você quer diálogo, estando numa rede profissional — Uma rede profissional tem uma distinção da social, de acordo com o seu objetivo. Mas as duas trabalham com a comunicação. Não adianta publicar ou curtir, compartilhar, comentar sem querer um ‘feedback’. Responda de volta, não fique em cima do púlpito ignorando. Não é de bom tom. Interaja, faça comoBertolt Brecht, derrube a quarta parede. Fale com o seu público, deixe-o fazer parte, não seja ríspido(a). Se você coloca um obstáculo neste momento, o que está fazendo na rede? Se não pensar corretamente sobre isso, tudo que fizer sairá pela culatra.
  10. Mensagem privada (MP), um artifício de confiança — Como é banalizado essa ferramenta. É enormemente utilizada para comunicar produtos, vender ideias, encher o balão de surpresas, mas espera aí…quem disse que o destinatário quer receber ou está interessado? Não pronunciou, consentiu? É deveras trabalhoso pedir para cada pessoa para não usar o MP para tal uso, então quantas pessoas devem ignoram esse conteúdo? O maior relacionamento, palavra certa para redes na internet, é deter o contato, é criar afinidade. Não estamos falando de push sell (Forçar venda). Não adianta usar o MP, ou o recurso que seja, sem ter confiança. Ninguém deixa um estranho entrar em sua casa, sem ficar vigiando. Confesso que nem leio o que me vem pela MP. No primeiro encontro já quer casamento? Espera aí.

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Sem delongas, mas há um ponto a concluir desse artigo. Sem comunicação, uma tática primária para qualquer ação nossa, é que sem ela, não há 10 dicas que se sustentem. O Linkedin é uma excelente opção de rede que nos possibilita entrar em contato com executivos, colegas de profissão, correlatas e até mesmo pontos de vista que você não enxergava. Incluo que descobri muitas tendências apenas navegando. A abertura do diretório de artigos Pulse, apenas disponível aos usuários de título influenciador, valoriza o profissional e seu saber, essa é a hora.

Desfrute e explore. Não espere um manual para dizer como funciona. Se seguir o manual, convenha, será limitado ao conhecimento de terceiros.

Nota:

As dicas são válidas como parâmetro para outras redes sociais também, e fora delas. De forma que os passos descrevem o comportamento, ou melhor, seu objetivo naquele grupo. O uso desenfreado do MP como artimanha de vendas no primeiro contato é mais utilizado, e menos próprio. O uso de um perfil adequado atende a etiqueta da boa apresentação, e também exclui distrações com o uso de comentários — “Que camisa é essa.” no lugar de uma observação silenciosa a uma foto mais formal.

A comunicação é sempre estratégica.

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