Quando se trata de marketing profissional, todo cuidado é pouco. Mas vamos falar de estratégia ao invés de falar de cuidado. Você está construindo seu perfil profissional, e não pisando em ovos. Portanto, como vai seu perfil no Linkedin?

Que foto você escolheu para representar suas intenções profissionais? Que descrição e título redigiu? Que experiências da tantas que teve, preferiu colocar? Que trabalhos realizou que podem ajudar neste diálogo? Sim, o mais novo currículo, o digital é uma conversa. E se você entupir elas de irrelevâncias, o foco vai se perder em instantes.

Seu lado fotógrafo é profissional ou hobby? Você é o cara que manja de Unity, ou é apenas um passatempo? O que vale colocar CMO, se suas experiências não relatam em algum momento tal ocupação? Por que dizer que você possui uma competência com um nome cabeludo, senão explica o que isso significa? Não criptografe seu perfil. Torne-o claro, focado e interessante de ler. É como um mapa para o tesouro.

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Como profissional, o que você faz?

Imagine que alguém lhe pergunte — “O que você faz?” e você fala que faz “A…Z”, que combina “1…1000” e que participou de “N” eventos. Concordo que todos usufruam de diversas experiências ao longo da carreira, mesmo eu, que competi a diversos segmentos de mercado antes de me estabelecer na consultoria e empresario de Marketing, mas não há como pontuar certos tópicos, quando seu foco é aquele presente.

Mas não os dispense, no currículo não cabe, numa conversa informal sim. E normalmente fechamos mais negócios numa conversa de praça do que numa rede social, onde todos estão ocupados disparando seus conteúdos. Não me leve a mal, mas quando sabemos a natureza de cada canal, é comum sabermos como nos portar em cada um deles. A internet é um fluxo constante ininterrupto, não dá para esperar alguém parar de transitar para jogar o dardo, você e eles possuem seus timings de forma simultânea.

Na vida aqui real, existem tempos de cada um falar e portanto a oportunidade de se expôr tem um período marcado e garantido. Existe uma divisão de posicionamentos. E neste caso, o turbilhão de informações existentes na rede, não vai atrapalhar se você quiser mencionar que além de professor você é fotógrafo, que é pintor, escultor e etc.

Será “coerente”.

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Sua foto do perfil precisa ser neutra e contar uma história.

E a foto do perfil? Acredito ser indispensável a lógica do que você apresenta para como você se apresenta. Pense da seguinte maneira. Nos últimos tempos ouvimos falar de sujeitos que criaram com a devida criatividade seus currículos para divulgarem suas habilidades. A criatividade não tem limite, mas possui regras.

É mais fácil pensar da seguinte forma, nem todas as entrevistas ou reuniões corporativas exigem um traje formal completo. Mas de forma intensa vemos “calça e camisa social”. Bem se você é um executivo, diretor — Terno com gravata. Não tem como fugir disso. Se você é um publicitário, bem veja só, eu sou. Mas não coloquei em meu perfil um cara descolado, tem lugar e hora para isso. Até que inventem um currículo que se mexe, é bom não arriscar.

Fotos dizem demais ou de menos. A captura dependendo do se escreve, o famoso caption, pode ser um tiro para o alto ou para baixo, onde justamente fica o seu pé. Mas em cima também pode estar passando uma pomba, e tudo o que você idealizou, escreveu, se perde porque sua escolha errada na foto ‘deu ruim’. Não leve ao exagero, quando falo que um traje faz diferença lá fora como aqui no mundo digital.

Algumas empresas pedem fotos? Entenda que há um explicação óbvia — Descrição e perfil. Perfil e descrição. É só encaixar as peças. Você vai numa loja de materiais de construção, vai ao balcão e até lá, pelo caminho todo você olha lado esquerdo e direito, fazendo um jogo de ‘olhei para cá, agora olho para lá” é uma procura que parece não ter fim. E finalmente atinge o balcão, sua pergunta — “A loja tem cartão de visita, tem facebook, tem site”. Tem ‘CARA”?

Analogia é imediata. Não escolha esmo a foto, e por favor, não coloque uma foto de lado, nem como se tivesse tirando selfie. Quanto menos a foto for ‘chamativa’ e mais alinhada ao que você escreve, mas fácil do diálogo acontecer. Alguém presta atenção numa conversa com um indivíduo vestido de Galinha Pintadinha?

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Eu sou Doutor em ciências ocultas, filosofia dramática, pediatria charlatânica, biologia dogmática e astrologia eletrônica.

(Auto da Compadecida — Ariano Suassuna)

Titularidade? Siglas, competências, que experiência adquiriu, certificados…não perca o foco do seu trabalho atual. Se você intenta uma carreira financeira, que propósito terá feito teatro, mesmo que profissional? Com certeza que já ouviu falar em teatro organizacional, cultura de talentos…e a ponte o financeiro? Precisa-se de pessoas motivadas para atingir qualquer capital. Se quiser uma ponte, precisa deixar claro ela no currículo.

É como contar uma história, não é a toa que constantemente olho para os meus perfis na rede social. Estou engajado 100% em Marketing, e especificamente de relacionamento e digital, portanto minhas experiências passadas, mesmo que relacionadas a outros segmentos, teriam alguma ramificação a atual ocupação? Se sim, como faria essa conexão? Não adianta falar que participou do Campus Party, se você não diz porque e onde participou. Parece óbvio o objetivo de quem participa não é? Mas não é.

Não significa que você assistiu ou interagiu pessoalmente o TED e assim pode ser classificado como um inovador. Na verdade só significa que você assistiu e ponto final. Faz parte do seu diálogo profissional, explicar o que você abstraiu. Esse filtro demonstra o que você consegue pegar de matéria bruta e transformar em obra prima, não esqueça que esse pequeno passo é o que define a descrição das suas tarefas para as soluções que essas tarefas atribuídas as você significaram para a sua empresa e para si.

De nada adianta certificação, siglas e títulos se você não ‘comunica’ a relação deles todos o que você faz. Fixe, é tudo um diálogo. Experimente começar a falar de elefantes, e no miolo mudar ‘assim’ para nuvens, e concluir que as capivaras são parentes dos elefantes. Nem pé e nem cabeça, mensagem nenhuma foi passada.

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Como pretende atingir seu objetivo?

Lá no título diz assim — “Recolocação ou procurando estágio”. Há etiquetas demais para dizer se essa colocação está certa, errada, perfeita ou imperfeita. Mas há um ponto em comum de todas elas que posso afirmar, e que é uma da etapas que uso em Marketing, teste, se deu certo, avalie como e porque. Se continua, e está demorando a ter resultados mude. Pode ser de certo ou não. E por quê essa incerteza?

Vou ser sincero, nunca consegui emprego, antes do meu empresariado, com currículo. E portanto tanto fez colocar recolocação, procurando por isso e aquilo. Minha chamada sempre foram “indicações e conteúdos”¹, sim, criação de conteúdo especificamente onde me posicionava como um agente de soluções. Não adianta escrever um ‘textão’ profissional, se é apenas isso que você tem oferecer.

Ok. Precisa de recolocação? O que você pode oferecer de solução? Suas experiências dizem que você trabalhou no Boticário? O que você fazia lá?Naturalmente que em muitos casos nem todos conseguem mudar substancialmente uma empresa, mas soluções não significam “mudar o status quo’ ao seu redor, e sim o que você também fez para tornar essa tarefa mais eficiente para você ou os seus colegas.

Li vários currículos no Linkedin, e especialmente com os dizeres — “Recolocação” e um artigo publicado no pulse assim — “Meu currículo”. Mas apenas resumindo ou transcrevendo o que já se encontra no perfil. Ao meu ver não adianta. É uma divulgação. Mas como uma publicidade, você não coloca uma bíblia no anúncio, e sim a ideia. Que tal pegar aquele case seu na empresa X, e montar um texto e demonstrar quase numa narrativa o que você fez, participou e integrou? Imagine o conteúdo como um adendo do seu currículo.

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Currículo Tradicional X Currículo de conteúdo.

É uma analogia que embarca na ideia deste artigo. Você lê uma carta profissional e se depara com uma incógnita. Quem é esse cara? O que ele sabe fazer? É muito genérico, muita ‘jogada de Marketing’ dizer — “Liderança de equipe”…ok. Liderar é um termo muito usual, quase todo mundo que lida com corporação parece saber liderar não é mesmo? Todos colocam isso no currículo. Se você tem 2 subordinados, já tem um destaque de ‘líder’.

Liderança abrange alguns anos de experiências, uns altos e outros baixos, muito chão para andar. Não é pegar a máxima, todos podem ser líderes, e na primeira se destacar como um. Parece que o termo líder e colaborador é muito praxe. Não queira dizer que é um líder em tempos de crise, porque comandar um Titanic em ondas Tsunamis não é tão fácil como parece. Eu contaria uma bela história por meio de um artigo para dizer o que seria uma experiência como líder, do que apenas colocando que liderou equipe de vendas e etc.

Currículo tradicional você tem que saber resumir. A primeira e única impressão é o que vale nele. Uma bela foto, uma boa certificação, boas escolas, trabalhou em empresas chaves, e tem pelo menos 30 páginas. É muita coisa para ler, e cansa, não acha? Se você escreve 3 artigos, são o suficiente para dizer porque você entrou naquela faculdade, porque trilhou aquele caminho e o que pretende fazer daqui em diante — PASSADO, PRESENTE e FUTURO.

O conhecido termo no inglês Content Marketing (Marketing de Conteúdo) é a arma do profissional nas redes sociais. Sabe aquela lista que a Exame publicou dias atrás do comportamento que deve ser evitado na internet? Pode parece cri-cri para você, mas entenda, siga aquelas etapas e verá seu trabalho de construção do perfil profissional minguar. Li um comentário na conta social da revista que me fez pensar no ponto de vista, a matéria poderia ter direcionado apenas um pouco para este fato.

A rede social para muitos é como uma espécie de cafofo pessoal. No entanto atualmente, penso que não. Ela é social e PÚBLICA. Se você optar por restringir, ainda que para amigos e familiares, está em um cenário PÚBLICO. Se optar pelo primeiro, tudo que você faz em particular é de acesso, e nãodireito de uso PÚBLICO. No entanto você ficaria surpreso se seu superior o olhasse de maneira torta se soubesse que você come carne, por exemplo?

É seu direito, e particularidade. Sim a privacidade que li através do comentário citado. O sujeito afirma — “O que fazemos na privacidade não condiz a empresa.” O que você escreve em seu diário guardado no criado mudo também não. Mas se você usa a rede social publicamente é nítido a meta. Não vai querer que a empresa fique de olhos vendados vai? Concordo que há conteúdos a serem vistos e outros não. Mas se você permite a sua publicidade, o que você quer? E é essa a questão, qual é o seu objetivo afinal?

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Suas atualizações correspondem com sua intenção profissional?

Concordo que esse assunto de rede social seja complicado demais. Mas a definição de rede é conexão. Não é ‘networking’ necessariamente. Mas que o propósito é de justamente compartilhar, também não obrigatoriamente com qualquer um. Por isso que certas redes lhe permite direcionar esse conteúdo através de filtros. Mas hoje, particularmente hoje redes sociais são referenciais para análise do profissional.

E há pessoas que publicam o que querem sem olhar a quem e ao quê. Críticas sobre críticas, conforme falo em um artigo — “Não critique, sem um bom argumento” — um dos itens também abordados na matéria da Exame. Quando um profissional critica, por exemplo, a segurança tardia de um shopping ao socorrer um visitante, ele em contrapartida possui uma solução na manga…não é óbvio? Crítica tem o objetivo de analisar, portanto você tem uma resposta.

Todos tem o direito de expressar sobre o que for, mas também são alvos de indagações quando essa fala permite este espaço. A lei da física “Ação e Reação” é um elemento casado na comunicação. Você fala e o outro reage. É estranho pensar que não. Quando você expõe seu perfil no Linkedin, seu objetivo é dizer que você é um profissional daquela área e que sabe fazer aquelas tarefas, e que se existe, num momento anterior foi capaz de lidar ou solucionar aquele problema…sua vida pessoal não é de interesse da empresa (Marketing Pessoal), mas influencia sua vida profissional.

Não dá o direito da empresa invadir esse espaço, mas lembre-se da sua escolha ao tornar essa informação pública ou não. Uma vez que o seu gosto por sorvete ou dieta escolhida não vai influenciar os negócios de uma empresa…contanto que esses negócios não entrem em conflito com o que você acredita. Ainda que não acho que uma empresa deve ‘julgar’ um indivíduo apenas do que lê numa rede social.Considerem sempre, as pessoas são complexas, não pode ser medidas por uma curtida apenas.

Reflita sobre um ponto: Você trabalha numa empresa que promove programas sociais. E em sua rede social você se demonstra repulsivo a programas sociais. Claro que nunca é muito direito dessa forma, mas é um exemplo. Acha que essa postura combina com a política da empresa que você trabalha? Naturalmente que uma pessoa que negativa programas sociais, seja qual for sua razão, não seria uma dúvida a ser tratada, quer dizer, essa pessoa ‘pertence’ aos ideias daquela empresa? A primeira coisa que se passa na cabeça é, se ele não aceita, uma hora mesmo sem saber, vai sabotar.

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Um outro tópico que podemos usar da matéria da Exame é os contatos. Sabe que não adianta você se conetar a alguém por ele ser ‘famoso’ ou ‘celebridade’ ou o ‘cara’ para você ter alguma projeção? A única forma de alguém se conectar com outro é pela afinidade. Quer dizer, não queira ser o profissional Guarda-Chuva. É aquele que através do sucesso do outro, vai se tornar um sucesso também. A influência para motivação é muito diferente da combinação famosa.

A primeira você transpira e inspira sem bengalas, e o seu trabalho é quem vai promover esses resultados. O segundo você assegura que seu sucesso vai ser baseado naquele ‘influenciador’ que você curte e comenta algo do tipo “Perfeito, excelente”…mas não agrega. Quer dizer, o que você sabe que pode agregar? Costumo ver, e eu já experimentei esse caminho também (não dá certo), de criar textos backlinks. São artigos que você cria quase fazendo uma chamada para um artigo original que gerou repercussão. Não é cópia, o que acontece, é uma espécie de comentários do tamanho de um artigo, que na verdade são fragmentos de uma matéria, e de outros artigos parafraseados.

Ou você escreve o que você sabe, ou não escreva nada. E nestes casos é mais fácil você criar ‘publicidade gratuita’ para quem é famoso do que para você mesmo.

A questão é: Para que você profissional de direito vai se aliar a um ‘influenciador’ da área de engenharia? Entenda que há sentido de acontecer. Advogado lida com leis e o que o Engenheiro, e outros profissionais exercem, precisam de leis. Esse é o ponto de conexão. Não queira ter contatos porque acha que isso vai fazer diferença, é como uma publicidade de massa — “DISPARA para mil pessoas, quando seu público real é formado por apenas cem.” parece pouco, mas é o suficiente para você manter seu negócio e lucrar.

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Faça as pessoas verem o seu trabalho.

E finalmente criar publicidade. Esse é contraponto em relação as infinitas conexões. Justamente o que separa de uma pessoa na calada da noite de um no púlpito, é que ela está no front, apenas porque se esforçou para estar lá. Ninguém sabe da sua existência, até que você torne ela visível. E não pense que comentar com um ‘oi’ ou com um ‘leia meu artigo’ no texto do mais visualizado que você vai se tornar VISÍVEL.

Comentários inteligentes, solucionadores, bem posicionados, com uma característica de agregar, e não encher a linguiça, fazem com que você seja notado. Não dispare a todo lugar, lembre-se, se você comenta o que não sabe é a maneira mais eficaz de se queimar. Se você pode comentar um artigo só naquele dia, que assim seja.

Recomendo que aqueles que procuram recolocação, não depender apenas de indicação ou compartilhamento de seus perfis por colegas. É valido, mas é apenas divulgação. Você precisa fazer sua propaganda, mostrar quem é você e o que faz. O número de perfis que há na internet é tão absurdo, que se formos verificar cada um, será um tempo quase eterno. Então publique seu trabalho, avalie cenários, comente notícias, dispense a crítica que não tem solução, se conecte aqueles que você entende e que correlaciona com o seu ofício.

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Conclusão.

O perfil no Linkedin e de uma forma subjetiva, nas outras redes são particularmente estratégicos. Quando penso ao ler esse disparo quase inconsciente de textos, textões e desabafos na internet noto que há uma desconexão da lógica do perfil e do conteúdo. Não adianta dizer que é um líder, que sabe solucionar e tirar leite de pedra, quando que há ausência de conteúdo que fundamente e a presença de um indivíduo que comenta sem apurar.

É contraditório. Redes sociais, Internet não são um espaço para brincar. Talvez fosse no tempo pré-histórico. Todos ainda engatinhavam sobre o conceito do que seria a web. Rede social o termo é novo, mas a estrutura é antiga, o que há na rede é um reflexo mais elaborado do que há no mundo tradicional.

A comparação mais forte que posso usar é:

A passeio no Shopping com sua família, desprendido do ambiente corporativo, você dispensaria as etiquetas formais de tratamento e convivência, sabendo que você não tem a obrigação de se portar como em uma empresa? Ninguém é duas caras.

E um ponto, não é só um artigo para quem se candidata, e sim para as empresas, que precisam aperfeiçoar suas análises a acerca do colaborador, as informações oriundas de uma conversa presencial e de dados que coleta nas internet. Não há como avaliar 100% uma pessoa acessando a conta dela. Alguns pegam como referência o Facebook, acho um pouco arriscado você avaliar alguém por lá. O que é sério ou brincadeira? É uma mistura incrível.

Eu vejo por um lado, se ‘vejo a todo momento’ textões críticos a política, economia e sociedade em redes sociais como Facebook, inclusive descritos como verdadeiros manifestos, não ‘vejo’ a mesma proporção em redes como Linkedin, que fundamentam seus artigos com indicadores econômicos e soluções empreendedoras. Há uma diferença entre os discursos, portanto a avaliação não pode superficial neste sentido.

A comunicação é sempre estratégica.

Notas:

¹ Portfólios, artigos, indicação, boca-a-boca.

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