Desde que entendemos por redes sociais, o valor da curtida tem dado muito o que falar. Não é incomum vermos usuários usando inclusive a defesa do seu total de curtidas como potencialização dos seus argumentos, algo como — “Olha quantas curtidas possuo contra você.”, como se a quantidade fosse um fator validador de uma justificativa, algo que lembra muito os jogos no Coliseu. Mas este posicionamento deve ser deixado de lado, especialmente pelas organizações.

Confira o artigo “Qual é o valor de suas curtidas e compartilhamentos?

Aliás elas procuram por lucro e não por curtidas. Se as curtidas significam um negócio fechado, as curtidas podem ser consideradas um KPI ( Key Performance Indicator), sim, um indicador. Fora isso, curtida é uma curtida e ponto final. Mas uma dessas redes sociais que adotam o ‘like’, que mais parece um favoritar do que qualquer outra coisa, inovou trazendo uma possibilidade.

Confiram o artigo “Métricas e KPIs para Mídias Sociais: Como medir o seu desempenho na prática” (autor Estevão Soares Custodio)

O Facebook lançou novas formas de interpretar a curtida. E as pessoas o usavam com aquela ideia vou marcar o post só para dizer que fiz check-in? Bem se alguma marca sem algum critério avalia um sucesso de campanha pelo tamanho de likes, e não pela proporção do lucro, o Marketing não atingiu seu objetivo. Mesmo que ainda estejamos falando do conceito de criar ‘cultura’, aquele papo de valor percebido (Marketing Inbound).

Imagine se cada curtida fosse 1 real doado a marca, o Guaraná agora teria na conta por mês sem fazer qualquer esforço R$ 15 milhões. Em média as páginas que surgem todos os dias conseguem com uma boa dose de divulgação e alguns impulsos (anúncios, ads etc) subir por semana de 2.000 a 3.000 fãs. E com alguns programas ‘espertos’, um valor bem acima. Se cada um destes fosse um valor acrescido no valor, a estratégia de compôr fãs nas rede social seria eficiente, mas não é assim que a música toca.

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Se não era assim antes, agora mudará para uma nova fase. Os Reactions são a nova cara do antigo Like sem rosto e identidade. Agora podemos dizer se um post foi ‘curtido’ positivamente ou negativamente. Há suas medianas, alguns podem ter percebido a mensagem da marca como algo…neutro e outros como algo ‘divertido’. Outros podem desaprovar, mas com alguma ressalva. E a imagem acima demonstra claramente um mini e simples relatório do total de curtidas, com uma descrição de quem e qual ‘reação’ teve diante da mensagem.

Então o argumento — “Eu tenho mais curtida para validar” não terá mais efeito? Depende. Você consegue captar e apurar que cada uma desses ‘reactions’ é de fato o que as pessoas estão pensando? Pense que aqueles 3.000 que lhe curtiram, pode ter na verdade querer obter uma…’negativa’ à sua afirmação, apenas ‘curtiram’ para constar uma leitura. Sem algum critério, há de pensar que muitos tenham ostentado uma ‘moral’ que nunca existiu.

Ou seja, quantas marcas achavam que estavam fazendo ‘sucesso’, mas no fundo não havia qualquer…graça? Imagine tomar uma decisão baseada neste detalhe. Imagine a repercussão dessa decisão. É arriscado, não acha?

O que muda na verdade é a quantidade de opções (mais dimensões) como avaliar alguma ação na rede. Ainda é preciso pesquisar, avaliar, e analisar se o seu fã é um cliente e se ele percebe o que você ‘viu’.

Mas não estamos apenas considerando os usuários, vamos falar das estratégias da Marcas diante dessa mudança na plataforma. Bem eles encararam bem, aceitaram a mudança. E até brincaram dando suas versões. E isso significa que a criatividade anda bastante proativa, a questão é, qual é o seu plano para avaliar a performance de suas campanhas (orgânicas e pagas) com os reactions?

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O perigo dos Reactions

Pensando já num futuro próximo, há de atentar para os perigos que osreactionspodem causar, especialmente no posicionamento de uma marca. Muitos profissionais podem achar que estando numa plataforma como a internet, terão que dar respostas imediatas se a carinha no curtir for um ‘GRRRR’. Até onde sei, é um belo indicativo para analisar o que ‘deu ruim’.

Mas não deve ser levado na busca de uma rápida movimentação. Estamos falando de direcionamento da marca, parte do Branding mesmo. Naturalmene que muitos profissionais de primeira viagem cometem um erro que é muito conhecido, chamado ‘inconsistência’. Quando um cliente reclama na loja, para agradar, a marca muda tudo. Pare. Se mudar a cada reclamação ou carinha de gato de Botas, não vai ser difícil ver empresas mudando de segmento apenas para…mais likes.

E o que isso significa? Significa tiro para todos os lados. Como podemos observar em muitos casos. E esse comportamento tende a aumentar cada vez mais.

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A cultura do ‘like’ tem que parar. Especialmente se você não possui uma estratégia capaz de estudar se aquela curtida foi capaz de converter em uma venda. Se o like é só like, então vamos repensar no seguinte. Especialmente neste perigo que cito. De uns 4 anos para cá, nota-se a visível ‘necessidade’ de puxarleads (que não compram) apenas para fazer bonito na ‘net’. Algo como por exemplo o uso de um meme que nada acrescenta, mas parece ter um fundo a glória da ostentação. Enquanto isso o mês passa, e qual foi o ROI do Social Media…(imagine aquela bola de poeira do velho oeste surgindo)?

Matou a cultura do like? Então pense como é que o Reactions pode tornar o seu Marketing mais efetivo, especialmente na parte do Storytelling. Será que é possível extrair do seu público intenções? Novos recursos possibilitam novas formas de comunicação. Mas é preciso que a marca se prepare, e preciso mais uma vez falar, a rede social é um canal utilizado pelo Marketing de uma forma séria e profissional e não para ‘brincadeiras’.

Confira um infográfico sobre estratégias de Marketing Digital

A comunicação é sempre estratégica.

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