Quando entrei em contato com o Marketing, eu nunca notei, mas estava dentro do segmento há muito mais tempo que eu poderia imaginar. Isso porque Marketing é um universo de possibilidades. Sabemos que a carreira é rodeada de termos pejorativos e imagens frente as pessoas nada positivas, mas que toda empresa não importa o tamanho procura quando ‘infelizmente‘ tudo vai mal. E agora é uma ótima oportunidade para entender quem é esse profissional. E dispensar o termo ‘Marketeiro‘.

1. Marketeiro não, profissional de Marketing.

O termo é negativo e refere-se a uma pessoa antiética no uso das ferramentas do marketing para criar uma comunicação com vantagem fora das regras. De nada se aplica o termo no dia-a-dia, o importante é entender que Marketing não tem haver com o pulo do gato sem limites. É um conjunto de estratégias que viabilizam qualquer negócio, inclusive aquele que você achava impossível de acontecer dentro dos conceitos morais e éticos.

Para isso existem pesquisas, insights, análises e com certeza, experimentação de mercado. No passado seria inconcebível termos computadores, telefones, controles remotos num Smartphone, e hoje é tão comum que ninguém pensa ao contrário. E isso acontece porque a comunicação criada em torno desses produtos conseguiu concretizar na mente do público que não só é possível como você pode ter um para si.

A pesquisa de Marketing permite que o produto seja construído baseado nas experiências do passado e almejando os sonhos do futuro. Por isso o bordão de Disney – “Se você pode sonhar, você pode fazer” não é uma frase piegas de Marketing.

2. Minha empresa perdeu lucro, cadê você Sr. Marketing?

Se ela perdeu lucro, ela não tinha Marketing desde do início. O que significa? Marketing é essencial para que o negócio exista, quanto mais para driblar o prejuízo. O negócio que busca o Marketing apenas para remediar nunca vai ter uma oferta barata…NUNCA.

A prevenção, ou seja, ter o Marketing desde do início faz jus ao ditado. E com uma enorme potência, negócio algum é vendido por sorte. Ou você sabe o que está fazendo ou não, o que não pode é ficar em cima do muro vivendo a base dos resultados a cada lançamento dos dados. (Ref. Jogos de Azar).

3. Mas o que o Marketing faz?

Se a pergunta parece simples, geralmente a resposta é difícil. Mas é fácil. Marketing é o responsável por viabilizar e tornar os negócios lucrativos. Melhor forma de responder é fazer perguntas. Quando você souber respondê-las, dê o nome de Marketing. Sim você quer lançar um serviço, então você precisa saber como vai executa-lo, como vai construí-lo, se vai precisar de tais recursos, quanto tempo, quanto custo, tem demanda…são muitas as questões, e todas serão sempre respondidas pelo bom Marketing.

E confere que se houver crise no futuro próximo, você saiba como usar o momento para oportunidade. E não para corte de custos. Que na verdade só adia o inevitável.

4. Todo publicitário é Marketing, e todo Marketing é publicitário…

Não necessariamente. O importante de saber disso é que muitas vezes procuram-se o Marketing na medida de solucionar algo na prática. É uma faca de dois gumes. Mas o importante aqui é na verdade é entender que Marketing e Publicidade embora filhas de um conjunto de ações semelhantes da comunicação comercial e estratégica, elas atendem por funções distintas.

Obviamente que o investimento em ambas não é a mesma. Esse é o ponto mais importante para este caso de diferenciação.

5. Marketing é um custo

Será se não optar por implementa-lo antes de lançar seu negócio. Lembrando que sem ele, que negócio você acha que vai construir? Marketing é um custo poderoso sim, apenas por negligência-lo. Tente vender um pacote de camisas, e note um ponto. Quantas vezes você consegue vender esse pacote novamente para o mesmo grupo de pessoas, garantindo até pelo menos 50% do pacote?

Ok. Consegue vender sempre mesmo sem essa resposta. Lucro sem certeza não é lucro. É sorte, em qualquer caso. O que significa que se você precisar montar uma tática que faça a venda das camisas ser o dobro pode ser que você não consiga.

6. Há lucro sem Marketing?

Sim há. Seria uma mentira dizer que sem o Marketing não há lucro. Mas a longo prazo não. O curto prazo é aquele boom que acontece na novidade do negócio. Quando você lança uma rede como a Food Truck, que foi um estouro. Tanto que muitos entraram no negócio achando que era dinheiro fácil e hoje lamentam a crise que se assolou no país unido com a franquia que parece ser um custo em triplo.

O que faltou? Marketing para começar. Food Truck é cultural no Brasil? Bem se não fizeram essa pergunta é lógico que a linha de pensamento atual seja que o negócio de Food Truck não tenha desenvolvido raízes mais fortes. Não tanto quanto era promessa há 2 anos.

O lucro pode ser entendido como fluxo de caixa ou sobrevivência da marca. A questão é que o primeiro você pode manter mesmo você fazendo vaquinha interna. O segundo é aquele que até em momentos de crise, sempre vai haver algum público mantendo o seu negócio. A principal pergunta é: Qual você quer investir – no Marketing ou na sorte?

Case: Hashtag Detremura.

Certos tempos para quem navega pelo Twitter nota todos os dias uma Hashtag sempre com ‘SDV‘ (Sigo de De volta) e DeTremura que pertence a uma conta de pessoa física. A união sempre é algo referente ao dia (Dias da semana, notícia, sazonalidades e etc). Mas o que essa hashtag traz para quem nomeia com o seu sobrenome? Na prática, nenhum lucro. Nem de imagem, valores materiais ou autoridade.

Pensar que comprar followers pudesse ser uma ideia genial, prova-se ao contrário quando você pensa que esse tag está todos os dias no TT sem ser patrocinado, sem dar um retorno (ROI) concreto.

Quem oferece o sobrenome na hashtag, você pensa, tem milhões de seguidores. Não. Tem milhares, E qual é o problema disso? Quando você segmenta seu público é normal pensar em um crescimento mais lento. Quantas pessoas gostam de Steampunk em sua cidade, no seu bairro? Agora abre o público e pergunta quantas pessoas gostam de ver Netflix. Fecha novamente e pergunta quantas pessoas gostam de Orphan Black?

Ter milhares de pessoas que vão criar relevância em seu post ao curtir não são as mesmas que vão comprar o seu produto, e na rede social ‘relevância e poder de compra” tem diferenças absurdas.

Relevância hoje, amanhã pode ser um John Doe (desconhecido). No dia a eleição do novo presidente americano Donald Trump. Tinha até menção de migração para Marte e final do mundo. Cadê esse buzz agora?

Em suma, haverá uma propaganda em massa, fato. Mas será que o SDV que não é de marca do Detremura não vai querer uma comissão neste meio caminho? Essa é a questão não abordada. Uma vez que ter followers nas redes sociais não SIGNIFICA nada em termos de lucratividade. Talvez relevância social, posicionamento em pagerank (visibilidade na rede).

Qual é a conclusão: Boa parte das estratégias de divulgação e venda abordam temas que envolvam públicos (certos) para o produto (certo). Ter uma gama de pessoas que te seguem e não compram seu produto, é o mesmo que abrir uma loja no centro da cidade, e cem pessoas entrarem, mas apenas efetivamente 20 pessoas comprarem alguma coisa. E considerando que destas 20 pessoas, apenas 10 se interessem pela marca em si. Se o foco do seu Marketing for desde do início nestas 10, você terá sido bem sucedido. Agora se foi nos 100, sim, foi um custo enorme.

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