O resultado do Black Friday em 2016 foi de crescimento de 17% no varejo online com uma soma de 1,9 bilhões com uma expectativa de 2,1 bilhões segundo Ebit. Esse leve crescimento representou um aumento de 5% de consumidores on-line. Os produtos de alto valor que fizeram parte dessa contribuição foram os eletrônicos e os eletrodomésticos com um ticket médio de 663 reais.

Com um claro crescimento no varejo online (E-commerce) com uma média de 260.000 novos consumidores, o lado negativo do evento ‘emprestado’ dos Estados Unidos também resultou em um saldo positivo, é que as reclamações caíram para 1/3 em relação a 2015 que foram 4.400. Entre os itens que mais geraram pontos negativos foram propaganda enganosa (22%) e divergência de preços (15%).

O que também elevou o nível de reputação de até 25% das empresas.

Está claro que o Black Friday que não representa uma data comemorativa significativa em solo brasileiro conseguiu incorporar-se na economia de uma forma positiva. Desde de sua adaptação ‘invasiva’ o comércio eletrônico tem absorvido resultados positivos e engradecidos o caixa das empresas.

O consumidor brasileiro também aprendeu que esse evento significa um momento de investimento. O que esse importantes indicadores nos informam? Qual é a lição do Black Friday?

Com o aprendizado dos anos anteriores, as empresas brasileiras que hoje figuram no grupo dos 25% com boa reputação no Black Friday vão gozar de uma alta de compras no próximo ano de 2017 com uma certa folga em relação as demais. Isso quer dizer que também os serviços que envolvem construção de E-commerce deve receber um novo boom no próximo ano, especificamente para ações voltadas para o Black Friday. Também significa um aumento em investimento em Marketing Digital dentro de websites e Redes Sociais.

Black Friday não teve os descontos esperados, dizem consumidores.

“Analista de TI não conseguiu mobiliar a casa e decidiu comprar tudo usado, ele comprou em sites, mas achou preços das lojas físicas ruins.”

Embora o setor de comércio seja o mais focado em ações, não devemos desconsiderar o setor de serviços que também podem ser beneficiados neste processo.

Lições do Black Friday:

  1. Amadurecer o relacionamento com cliente (Loja Física e Virtual)
  2. Desenvolver campanhas direcionadas as Redes Sociais ;
  3. Investimento em E-commerce dentro e fora da temporada do Black Friday;
  4. Praticar políticas transparentes a preços;
  5. Na internet a reputação tem um ganho considerável em relação a reputação física;
  6. Compreender que o consumidor satisfeito e insatisfeito tem acesso a internet;
  7. A rede é o maior diferencial entre uma compra e uma desistência;
  8. Black Friday não é mais um evento esporádico.

E que definitivamente o comércio eletrônico tem batido e superado os lucros das lojas físicas em diversas ocasiões já registradas em pesquisas em especial em épocas comemorativas.

Se 22% da propaganda enganosa foram capazes de causar um impacto negativo na imagem de algumas empresas, então o próximo e primeiro passo a ser considerado em uma estratégia que está orientada a explorar o Black Friday, é investir pesado em Marketing e a partir de agora.

 

 

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