Investimento em Marketing de Conteúdo na atualidade tem sido a melhor entrada para atrair e fidelizar consumidores para as marcas. Produzir vídeos, distribuir e-books (principalmente de graça), promover webinares e palestras (on-line) e escrever blogs.

Mas para cada tipo de conteúdo exige planejamento (Definição de conteúdo, tipo de público, horas pico e concorrência) e algumas regras de como cria-los. Escrever textos não é uma exceção e vamos através de 10 passos entender.

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Foto: Funil de planejamento para jornada de compra com o cliente no meio digital /Internet

Incluir blogs através de uma plataforma como WordPress ou usar as redes sociais para gerar conteúdo textual são extremamente diferentes em sua criação e forma, vamos ver as regras para textos em blogs (Blogs corporativos).

A exemplo do case Netflix, que traz em seu blog lançamentos e notícias sobre o que acontece com o canal. O objetivo deles é claro, deixar seu público informado e ser a única fonte para tal.

Todo conteúdo dinâmico de um site que sofre atualização mais do que esporádicas pode ser considerado uma espécie de blog. Vamos analisar as vantagens do microblogging junto do blogging. Então vamos lá?

1. Textos longos vs curtos

Textos muito longos no meio digital, especialmente no mobile que tem respondido a grande maioria dos acessos na internet, não é uma boa ideia. Grande maioria que curtir, comentar ou compartilhar seu conteúdo será por conhecer VOCÊ e não necessariamente ter lido o conteúdo ali disposto.

Textos curtos promovem uma clareza maior em comunicação, uma vez que tratam do assunto de uma forma direta e exige menos rolamentos de tela. Investimento em infográficos tem sido mais eficientes que escrever bíblias na internet.

2. Recursos multimídias em meu texto?

Tente evitar colocar uma árvore de natal de recursos. Quanto mais direto o seu conteúdo for, melhor será a receptividade e consequentemente a leitura. Nada de links e funções que seja necessário sair do seu canal para complementar a sua leitura.

Quanto mais CTAs (Call to Actions ou Chamada de ação) seu conteúdo tiver, mais a probabilidade de nublar o objetivo do seu conteúdo. Muita interação causa distração, então evite mais de 2 recursos multimídia em seus textos (principalmente os curtos).

Textos longos tente evita-los, mas se não conseguir, como é o caso deste passo a passo, crie quebras de parágrafos e escreva de formas simples, deixe a técnica para uma leitura posterior de sua audiência.

3. Assunto do texto: Relevância ou sensacionalismo?

Uma estratégia que evito em minha empresa e a de clientes. É de investir em conteúdo ‘cool‘, especialmente aqueles que nada tem haver com a identidade do negócio. Gerar leads por conteúdos sensacionalistas tem 3 pilares sensíveis que destaco:

a) Sensacionalismo mexe com emoções

b) Na grande maioria, as emoções estão a flor da pele

c) Não existe interpretação clara com emoções

Emoções são voláteis quando lidamos com assuntos reativos como um acidente, uma perda, uma lembrança e etc. Publicar qualquer chamada que seja diferente de ‘Condolências ou opinião pessoal'(sem ser empresarial) é totalmente fora de questão.

4. Redes Sociais como extensão do conteúdo de blogs

Redes Sociais é uma outra alternativa de produzir textos. Sugiro que na maioria das vezes seja usado como um hub (canal intermediário) ou de divulgação, mais do que uma fonte. Exceto plataformas que sejam mais complexas e lhe permitam recursos básicos de escrita, multimídia e público mais definido.

Casos como Linkedin, Youtube e Instagram. Mas Twitter, Facebook, Pinterest, Google Plus, Reddit estão mais para Hubs do que produção original. Não que possam, mas se pensarmos que uma história contada no Facebook não é igual ao reunir essas mesmas num blog da marca, seria como deixar migalhas enquanto o outro é uma verdadeira biblioteca de informação.

Essa é a diferença de publicar em blogs e em redes sociais, basicamente.

5. Textos diferentes ou iguais para cada canal?

Vai sempre variar. Cada canal atende a uma perspectiva do mesmo público. As pessoas procuram por experiências quando acessam o Instagram, resultados mais confiáveis quando assistem a vídeos no Youtube, as notícias da atualidade quando vão no Twitter. Se pegarmos o texto e trata-los para cada, teremos textos semelhantes mais formatados conforme o objetivo.

6. Textos informativos ou promocionais?

Textos informativos são interessantes por manter o foco e permitir o posicionamento sem intervenção do conceito comercial. Embora sejamos consumidores, ninguém gosta de ser tratado como um mero cliente. Querem é ser protagonistas dentro de um contexto (por isso a importância de entender como e o que é storytelling).

Promocionais não tem qualquer objetivo em ser didático, e possui um único objetivo,o de vender serviços. Há sempre um contexto científico que segue com uma solução da empresa. Por exemplo, 67% dizem que Marketing de Conteúdo é mais barato que outras táticas, e a empresa  se apresenta no final do texto como uma possível solução para este fato.

O problema acontece basicamente na proposta inicial. Nunca ‘venda’ um texto informativo quando na verdade é um promocional e vice-versa. Lembre-se do objetivo do seu conteúdo. Não faça seu público de bobo.

7. Estratégia do blog corporativo é igual para todos os segmentos?

Não. As regras listadas neste artigo são gerais e devem seguir passo a passo para cada mercado.

8. Investir em blog interno (com domínio) ou externo (sem domínio)

A legitimidade (confiança) de um blog interno e externo é basicamente proporcional a receptividade do seu público. Naturalmente que nomes em domínios que correspondam a besteirol ou distanciem muito do conceito do negócio, pode não ser uma boa ideia.

Mas estruturas como ‘wordpress ou até wix‘ são apresentáveis. As diferenças não param por aí, contratar domínio exige um pagamento mensal, manutenção, dependendo do nível de interação da área administrativa se é funcional (arrasta e pega) ou programacional (linguagens de programação) e etc..

9. Cautela no uso do SEO dentro do texto

Uso de negrito para ressaltar ‘tags‘ no Google. Uso de itálico para formatar estrangeirismos. Uso de caixa alta para faz ênfase ao termo. Usar long tails para rankear posição nos buscadores. A cautela acontece em 2 pontos de vista:

a) Regras do SEO podem ofuscar o conteúdo.

b) Existem regras aceitas e abominadas pelo Google (conhecido como White Hat e Black Hat)

10. Conteúdo textual vs vídeo

Se há um ponto crucial em destacar, é a diferença dos dois conteúdos. Não entrei no mérito de explicar anteriormente que apesar do vídeo ser um conteúdo, ele pode ser considerado hoje como um canal.

Notei outro dia que o número de visualizações e interações das mais variadas em um curto intervalo de tempo, os vídeos eram mais ativos na comunidade on-line do que textos. Textos precisam de ‘divulgação’ manual, quando que os vídeos quando bem inseridos naquele nicho (hospedados em um site ou expostos a uma audiência própria), conseguem gerar resultados bem positivos e rapidamente.

Conclusão.

Textos em conclusão devem ser curtos e direcionados conforme seu objetivo. Vídeos podem ser prolixos, lembre-se que há o fator visual e tempo real ocorrendo (fluído, diferente de ser ao vivo) e quando é um vídeo ao vivo. Quando aliamos visual e áudio nossa capacidade de absorção do conteúdo é de 70% contra 30% de conteúdo lido.

Logo a atratividade, o interesse, é muito maior. Se num texto colocar um vídeo, lembre-se de reduzir o conteúdo em muito, boa parte de sua audiência vai considerar o vídeo como o conteúdo total.

 

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