Na era que vivemos o bom é investir em quem possui mais visibilidade para igualmente termos em troca maior consumo de nossos produtos, correto? Não, a correta forma de propagar o seu produto é investir no seu mercado e para o seu público e não para metade do planeta. A diferença é que visibilidade não é o mesmo que rentabilidade. E exatamente esses pontos que vamos entender neste artigo.

Li uma matéria publicada pela Folha Online no dia 8/12 intitulada ‘Publicidade com youtubers tem que ser mais focada‘ (clique aqui) e bateu aquele sentimento de Deja vu, onde não ouvi sobre isso? Melhor, quantas vezes não falei sobre isso? Muitas marcas aproveitam o boom de views para focar em anúncios, é justamente aí que mora o perigo. Seu produto é consumido por mulheres, e você contrata um influenciador para fazer merchandising, mas o público dele é masculino.

Com certeza o público verá seu produto, mas não é garantido que vá comprar. Se pensarmos em uma ação mais eficiente de patrocínio é melhor pensar em canalizar seu negócio para autoridades que tratam justamente da imagem do seu negócio. Como vender produtos alimentícios para carnívoros, sendo representados por um vegetariano? A campanha não decola. Se não decola, não faz o seu público sentir. E sem sentimento, sem compra.

O foco do Marketing é de justamente responder essa pergunta capciosa, justamente qual é o seu público? Quantidade vs qualidade? Afinal por que entender essa diferença? A diferença é o quanto de investimento versus retorno. Quando não é bem entendido essa relação, você gasta, gasta e gasta.

Se o tamanho de sua audiência for de apenas 300 pessoas, esse é o seu público. Não adianta disparar e-mails marketing para 20 milhões. Quando que efetivamente apenas 300 pessoas comprarão seus produtos. Quando você tem a percepção de quem compra o seu produto, cada centavo investido terá a garantia de retorno.

Para dar um exemplo:

Pense numa convenção Geek.

Quando uma convenção como do Star Wars é planejada, toda a comunicação publicitária é veiculada por grupos reservados, justamente voltados para quem de fato gosta de convenção e de Star Wars. Já recebeu algum e-mail de convenção sem estar devidamente conectado com eles? Não. Porque existe uma segmentação própria. Não é válido para que uma convenção dispare anúncios para um público que não tem interesse.

Em resumo as convenções costumam render bons resultados. Apenas ‘entendidos’ daquele nicho ali se encontram. Então você para e pensa, qual é o ponto crucial para entender essa comparação da convenção com um produto anunciado? Simplesmente em pensar em canais de divulgação de massa versus canais segmentados. Internet é um canal segmentado. Você tem redes sociais, sites, grupos, fórum e etc.

Na televisão não existe ‘grupo de ouvintes’, apenas aquelas residências ouvirão a frequência do canal. Não existe esta ‘divisão’, esse filtro. Ali a propagação ocorre para quem tem interesse e quem não tem interesse. O propósito na verdade é uma difusão. Não é apenas de como usar os canais de massa e de segmentação, e nem se prender a eles, é de compreender quem é o seu público e onde está.

Visibilidade vs Rentabilidade.

É comum que todos pensem que ver algo significa promover. É um assunto complicado se não for bem explicado. Promoção em Marketing é referente a comunicação mercadológica, ou seja, a mensagem que a marca cria para divulgar as características de seus produtos e tentar envolver a identidade com o seu público, gerando assim um sentimento de ‘apego’. Neste caso a pessoa passa a absorver o produto e em determinado momento, passa a compra-lo.

Visibilidade é um dos inúmeros fatores que geram e são gerados por uma promoção. Essa força do que é visto é confundido com a poder de decisão de compra. Ver não significa tocar. Significa que você tem consciência, ou noção, daquilo. Para que alguém veja e toque, e compre. É preciso que a visibilidade tenha aquele ‘toque’. Justamente o ponto que fará com a que pessoa tome a decisão.

Visibilidade sem combinação com identificação de público, é o mesmo que colocar uma placa de proibido estacionar em cada esquina  numa cidade sem veículos. Logo para que um produto além de ser visível provoque reação e seja de fato consumido, não há saída, a marca precisa conhecer quem vai comprar. E portanto na hora de contratar uma autoridade ou influenciador, a questão sempre será a mesma, o público dele é exatamente o mesmo que o meu?

Quem é?

Publicitário / Designer / Palestrante/Consultor e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Rede Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

Participe do grupo “Marketing de Relacionamento”:

https://www.linkedin.com/groups/7056049

 

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