Mais conhecido como o Marketing da polêmica que envolve conteúdos com pilares sensíveis ao público, esse tipo de Marketing não é desejoso em um planejamento de sucesso, uma vez que seus resultados são aleatórios e erráticos demais para serem considerados indicadores de confiança.

Normalmente o Marketing de confronto são usados para gerar leads em massa – mas não estão comprometidos com a missão, visão e valores da marca. O apelo ao cuidado em usar a comunicação desse tipo é que nunca houve um caso positivo por usa-la. E a confusão popular é relevar o sucesso pelo quantitativo versus qualitativo (Curtidas versus efetiva compra).

No final do ano de 2016 o caso (case) que fez menção a esse tipo perigoso de Marketing, foi a empresa de venda de imóveis – Alezzia. Dentro do contexto foram levantados pontos sensitivos a causas sociais que indicava a causa dos gêneros e o termo ‘objetificação’ foram os destaques. A reação da empresa foi de usar a situação delicada para promoção (branding) – mas o que parece ter provocado uma onda positiva de avaliação pode não ser um bom negócio.

As redes sociais ainda são uma plataforma desconhecida para muitos empresários, quem dirá quando se trata de comportamento humano. Não há mecanismos nem mesmo psicológicos moldados a visão e ao experimento humano que dê respostas precisas de nossas ações, quem dirá que um aplicativo na internet o fará de forma certeira. E mesmo que o faça, não há dados comprovados que façam menção a um caso de sucesso dessa magnitude. Mas sabemos que campanhas realizadas por bots não são favoráveis ao enseio humano (alguém se lembra da ação da Itaipava dos Dias dos Pais?)

Avaliação positiva ou negativa em uma página não atribui clareza e conclusões definitivas. É necessários entender porque uma página recebe curtidas e avaliações, trabalho esse que demanda tempo e criação de um mapa detalhado de indicadores para ter certeza do que cada ação significa. Sem isso, é um achismo.

Acompanhei o caso nos bastidores, e sem entrar no mérito dos tópicos que surgiram durante a comunicação despreparada, é que o uso da polêmica para se autopromover não é uma ação inteligente. Uma rápida pesquisa é possível notar que a ação não foi um confronto, e sim um ato isolado e que a oportunidade coube. Na prática todo planejamento se baseia em ‘ação e resultados’ e neste caso temos uma bomba no pátio e ela vai explodir. O problema é que nenhum ser humano é um homem de aço para sair ileso.

Logo as avaliações e curtidas ganhas como não possuem clareza alguma, ou pelo menos acho difícil que consigam absorver o seu significado já que não há ferramenta de informática que sobreponha o lugar de um bom e velho contato humano. E também poucas marcas realizam o Marketing de Relacionamento com eficiência na rede, por isso possuem dificuldade de identificar quem é o seu cliente.

Elas (avaliações) mascaram os motivos de cada indivíduo. Tem pessoas que para ‘certificar-se’ de que leu curtem o artigo. Não significa que o aprovem, um gosto que agrada a literatura pessoal, apenas um check. Bate o ponto. E outras estão empolgadas, e curtem para dar uma notificação com quem eles conversam e manter um ciclo. Na prática o like ainda não é uma função estudada. Mas há um tópico importante a ressaltar. E uma questão válida.

Tirando a promoção péssima dessa ação, que ignora os aspectos sociais. (Vulgarização e mal uso do Marketing Social) – E notar apenas o crescimento lucrativo da empresa, eis as indagações:

Esse crescimento da página no Facebook, excluindo as razões para as quais foram utilizadas para tal boom positivo de curtidas e avaliações. Promoveu a marca em âmbito nacional? Ganharam alguma aprovação social e as causas? Venderam mais no Natal? Aumentaram em quanto no Market-share? São perguntas válidas pois o crescimento foi orgânico e mais de 50% em menos de 1 mês. Mais pessoas vendo, seriam consequente mais pessoas comprando.

Dentro do conceito social do uso irresponsável da comunicação para promover uma venda sobre um movimento ou criando um movimento para artificialmente promover uma marca ‘social’ sacrifica o conceito de marca confiável. Esse é o preço alto de um Marketing da Polêmica ou do Confronto (não são o mesmo, mas volta e meia estão sempre relacionados com os dois assuntos).

Eles são existentes, porque são usados em campanhas fortes e com presença a defesa e respeito humano. Quando estão apenas usufruindo da potencialidade e não da essência, essa ação costuma criar reações nas pessoas, sejam elas boas ou ruins. E algumas extremamente. Logo até em casos perfeitos de seu uso, há um risco. E apenas o tempo dirá, se a rentabilidade da empresa valeu essa ação tão perigosa.

Obs: A ação quando faz uso de uma certa comunicação atrai um tipo de público. Dentro do que foi observado, noticiado e divulgado pela empresa e veículos, talvez o perfil do público tenha se alterado. Uma vez que confrontos costumam atrair baderneiros, justiceiros sociais, defensores, trolls e etc. A Fan Page da empresa virou um point desses grupos. Sem falar é obvio da má impressão por uso de uma comunicação desbocada que também contribui. Partem do pressuposto que ‘visibilidade’ é entendida pela marca como o mesmo que rentabilidade, que não é o mesmo. A marca precisa ‘construir valores’ e não provoca-los.

Quem é?

Publicitário / Designer / Consultor / Palestrante / Empresário e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento – CRM (IBMEC). Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Redes Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

Participe do grupo “Marketing de Relacionamento”:

https://www.linkedin.com/groups/7056049

Contribua também para a Pesquisa de Atendimento e Relacionamento com o Cliente (Redes Sociais):

https://goo.gl/forms/hU0Ss4ETpQl5kVMg2

 

Anúncios