Pesquisa sobre o consumo de cerveja pelo público feminino.

O ano de 2017 iniciou com um caso (case) criado pela marca Cerveja Proibida do grupo CBBP (Companhia Brasileira de Bebidas Premium) com o lançamento do produto ‘Proibida Puro Malte para Mulheres‘ com um slogan ‘Proibida Puro Malte Rosa Vermelha Mulher é uma cerveja delicada e perfumada, feita especialmente para você mulher.‘ com uma embalagem com rótulo cinza-rosa.

O que gerou na verdade uma repercussão negativa (bem humorada) diante do anúncio feito na rede social da marca. No ano de 2010 a empresa Sophia Mind (Pesquisa e Inteligência de Marketing Feminino) encomendou uma pesquisa sobre o consumo de cerveja e o público feminino com o objetivo de entender o crescimento no mercado. O estudo avaliou que as bebidas alcoólicas mais consumidas empatam em primeiro lugar entre vinho e cerveja.

As marcas mais consumidas são a Skol (34%), Bohemia (17%) e Brahma (13%). Durante a decisão de compra nos supermercados, a compra da marca é realizada por 67% das mulheres contra 22% quando o papel é delegado ao marido ou namorado. Em relação ao consumo do produto dentro do valor percebido, as mulheres preferem beber por causa da descontração (53%) e relaxamento (28%).

82% das mulheres discordam da afirmação “Que beber cerveja não é feminino” e o mais importante é que 47% discordam que consumiriam mais as cerveja se houvesse um produto criado especialmente para elas.

Entendendo o Público alvo.

Quando uma estratégia é desconectada da realidade é igual a jogar os dados para tirar a sorte. Marketing não lida com sorte, lida com a certeza da sorte ou com a certeza do azar. Se houver sorte ou azar em seu discurso sem poder controla-los, você não praticou Marketing em momento algum.

Como podemos avaliar a pesquisa encomendada acima foi publicada em 2010, mas seu dados são atuais pois sabemos que todo crescimento é progressivo e amadurecem ao longo do tempo. E notoriamente observável. O consumo de bebida para descontração, point e relaxamento são os maiores indicadores do público feminino. E  ‘discordam’ que a bebida seja especificamente masculina e quase 50% repelem a ideia de ter um produto criado para elas.

O uso incorreto da comunicação e desenvolvimento do produto realizada pela marca demonstra o completo despreparo e desconhecimento do seu próprio público e mercado. Embora possa parecer “mimimi”, a realidade desse público define um tom cômico que revela esse tropeço. De uma forma geral pesquisas revelam parte das respostas que uma ação ou campanha precisa para ser construída com o mínimo de eficiência, a outra parte corresponde ao relacionamento mantido entre marca e seu público.

O custo de usar na mensagem “Delicada e perfumada’ vai de encontro com a realidade de um público que bebe por diversão, relaxamento e descontração. E não por ‘autoafirmação’ ou necessidade de um produto que tenha um rótulo social ou que pratique um movimento social. Embora os termos delicada e perfumada não possuam definição pejorativa, passam a conter um significado debochado quando que o público feminino para a cerveja não tem olhos para esse tipo de mensagem.

Por isso a reação não seria diferente da promovida nas redes sociais.

Quem é?

Publicitário / Designer / Consultor / Palestrante / Empresário e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento – CRM (IBMEC). Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Redes Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

Participe do grupo “Marketing de Relacionamento”:

https://www.linkedin.com/groups/7056049

Contribua também para a Pesquisa de Atendimento e Relacionamento com o Cliente (Redes Sociais):

https://goo.gl/forms/hU0Ss4ETpQl5kVMg2

Anúncios