Em 2015 houve um boom de novos usuários na rede profissional de Linkedin. Havia uma verdadeira corrente de pessoas compartilhando perfis de pessoas para ajuda-las a conseguir outras oportunidades no meio da crise. Mas havia um alerta, que fosse infame aos que chamaram de alerta “insensível”. Mas quando falamos de competência, não existe ‘post solidário’ e sim resultado.

Networking é uma palavra de origem inglesa que significa “Fazendo rede” ou melhor “Fazendo conexões”. Criar conexões é muita mais que andar juntamente de alguém, ou na internet, ao se conectar. É trocar, é contribuir e construir. O que menos aconteceu no período de 2015 por sinal. O que era visto eram usuários compartilhando 100-200 perfis por dia. Lado bom e ruim. Muitos conseguiram chances e nenhum fez  networking.

O Linkedin não é um site de empregos e sim um canal de comunicação próprio para gerar possibilidades profissionais. Mas seu uso foi de substituir sites como infojobs na procura de oportunidades sem pagar o devido valor de mensalidade. O Linkedin possui a conta premium que permite posicionamento e prioridade. Mas há a possibilidade de vincular seu perfil em compartilhamentos e comentários sem a necessidade de pagar.

Se você usa o mesmo princípio de relevância do post que em qualquer rede social é possível. Basta que seu perfil seja compartilhado, curtido ou comentado para se tornar visível como se fosse um Premium, mas só que de graça. Sem falar é claro da indexação no Google. Bom negócio? Seria se o Linkedin fosse um site do tido “Agregador de links” onde conteúdo não importa.

Mas Linkedin lida com exatamente o conteúdo. Durante o período, eu recebi por mensagem privada infinitas solicitações de compartilhamento de perfis. Como posso compartilhar sem conhecer as aptidões e habilidades do sujeito? É como criar uma referência de alguém que você mal conhece? É bem ilógico se parar para entender.

Mas recentemente percebi que a consequência de compartilhar perfis de pessoas que você nunca ouviu falar foi um tiro no pé para algumas pessoas que agora reclamam de que elas mesmas não foram consolidadas em um processo chamado de “Post solidário”. Profissionalmente ninguém indica uma pessoa por solidariedade.

Na prática se uma pessoa me pede para indicar um médico não posso indicar uma pessoa que não conheço. Aliás estamos falando de confiança, certo? Como posso indicar alguém que não posso dar referência?

Na prática os 200 perfis não tem qualquer conexão um com outro. E portanto não podem usar num job ou projeto futuro, ou ainda não podem considerar oportunidades futuras justamente por não conhecerem ninguém habilitado para ajuda-los nesta etapa. Quantos engenheiros, médicos, T.i ,publicitários, advogados, contadores tinham nesses compartilhamentos? Tantos que daria para fazer várias empresas.

Agora há reclamantes da insensibilidade dos que foram por eles ajudados. Mas espera? Por que eles retornariam o favor? Mal os conhecem. O problema dessa situação é que crises são cíclicas. E vem e outra surgem. Será que na próxima poderão contar com as pessoas que conheceram na rede? Não. Pois não conheceram nenhuma na rede. Apenas…passaram para frente para criar relevância.

É bom lembrar que esses que foram contemplados com oportunidades não o foram por causa da visibilidade, apenas o processo agilizou. E sim por suas habilidades. Logo o post solidário serviu como uma ‘propaganda’ unilateral. Apenas beneficiando quem era divulgado.

O mesmo acontece em produção de conteúdo. Não adianta fazer post para ganhar curtidas, se ele não gerar valor e fazer seu público entender o seu produto. Ou melhor a solução que ele precisa, de nada vai adiantar o buzz.

No final apesar do custo ser baixo, mas não de graça, na internet ela foi muita cara para os muitos que usaram o Linkedin neste período. E não entenderam o objetivo da rede. Considere essa questão, quantas pessoas você pode contar no dedo que contribuem com o seu trabalho?

Concluindo, tome como nota a estratégia a ser adotada no ambiente que você se encontra. Se a abordagem das pessoas tivessem sido de usar o Linkedin como uma ferramenta profissional elas teriam conseguido muito mais que uma oportunidade de trabalho. Muito mais.

Quem é?

Publicitário / Designer / Consultor / Palestrante / Empresário e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento – CRM (IBMEC). Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Redes Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

Participe do grupo “Marketing de Relacionamento”:

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Contribua também para a Pesquisa de Atendimento e Relacionamento com o Cliente (Redes Sociais):

https://goo.gl/forms/hU0Ss4ETpQl5kVMg2

 

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