Breve entendimento de publicidade e marketing de Conteúdo.

Há tantas literaturas técnicas embasadas em práticas comprovadas que podemos citar para dizer que há algumas regras de etiqueta para construir verdadeiras peças publicitárias que arrancam suspiros. Mas antes de tudo, vamos definir o objetivo da publicidade e depois listar as 5 táticas.

O objetivo principal é transmitir a mensagem do produto ao cliente certo e assim para ele vender o produto através de sua percepção. A obra publicitária tem a força e os elementos para alimentar esse ponto que vai ser traduzida através da compra ou rejeição.

Quando a publicidade apenas afia o conceito artístico, digamos, Leões em Cannes, mas não atiça o seu público a comprar, nós podemos entender que essa é a forma de ter custo elevado sobre o lucro reduzido.

Publicidade não é uma forma de produzir arte, mas é uma forma de combinar a arte com o útil. O famoso bordão “Útil e necessário”. A arte é subjugada, ela não é uma comunicação desenfreada sem sentido. Ela possui sentido, porém não mercadológico. A comunicação publicitária ela se alimenta da arte para atingir o emocional. Senão seria estranho afirmar que os anúncios dessem a tacada perfeita e atingissem os públicos, se não fossem pela ação emocional. Quem é atraído por algo frio e liso?

A produção de conteúdo é uma estratégia que alia emoção, utilidade, mensagem e pertencimento. Quando se constrói algo de uma forma cultural, temos uma ponte entre a marca e pessoas. Ainda que não possível que essas pessoas sejam consideradas consumidores, clientes ou fãs, mas ainda sim, uma construção de conexões.

Quando uma empresa publica um conteúdo ela endossa um relacionamento promovendo valores e conectividades. É certo que usar ‘memes’, ‘piadas’, ‘trocadilhos’ podem ser radicalizados como ‘perda de tempo e investimento’. Mas como numa conversa de bar, é uma combinação de conversa útil + pessoal + fiada. Descontraídos há uma aproximação, e quem sabe, uma amizade.

O único problema é o uso ‘sem regras’ de produzir conteúdo sem significado publicitário para a marca. Reproduzir toda tendência não é um fator mortal, mas é ruim. Se especificamente seu público é atraído por esse tipo de conteúdo, e não pelo o que você vende.

Vamos lá!

Pare de prometer. Venda!

(Conteúdo relevante a marca, aliado ao produto, conectado ao mercado)

Falar e falar, e não fazer. É o mesmo que muitas marcas acabam de uma forma não proposital, criando quando publicam demais e na prática não é exatamente ou nada daquilo que foi dito. Esse desalinhamento provoca perdas e custos, ao invés de fato lucro.

Lançar canais digitais e neles adaptar a burocracia tradicional sem mudar um ponto ou vírgula e depois falar em agilidade, performance e facilidade não soa confiável. Se há algo que o mercado no ensina é ser ágil em responder e ser eficaz em resolver. Se você só fala, no momento que for vender seu produto o resultado pode decepcionar.

Obs: Construir relações duradouras, demora.

O meme oferece valor?

(Cool, Desce redondo, Bordões ‘De logo penso e existo’ são conectados ao que você vende?)

Quantas vezes já deve ter lido que um Meme pode ser menos o que sua marca oferece ou mais do que sua marca não oferece? Ou ainda que usar Memes podem ser prejuízo na certa? Duas questões, e apenas uma resposta. Memes são formas de atingir seu público, mas sobretudo, aquele que tem o PODER de tomada de decisão.

Fica a frase – “O filho não compra. Quem compra é a mãe.” Qual dos dois sua comunicação está direcionada?

Publico todo dia?

(24 horas e 7 dias por semana, minuto a minuto. É necessário?)

Dúvida de quanto ou quando deve gerar conteúdo? Na maioria das vezes a regra é clara. Todo dia, e em horários de pico e rush de audiência. Mas sua marca não quer ser maioria. Ela quer ser notada e portando diferenciada. Publicar todo dia gera massificação. Você vai perder para maioria das páginas ou sites que possuem um objetivo “produzir sem fins lucrativos” quando o material delas é 10 x superior a sua na grande maioria das situações.

Publicar todo dia não promove atração efetiva. Pessoas querem notar as vantagens de uma compra e não serem divertidas o tempo todo. A conexão de algo humorístico ou de um GIF engraçado serve para gerar o BUZZ inicial – dali em diante ocorre uma negociação entre você e seu cliente.

Se você persiste em de publicar, logo terá a seguinte perspectiva. O seu público será definido por aqueles que não tem o poder de compra ou sequer, tem interesse de efetuar uma. Aliás lembre-se que o conteúdo que você oferece em contrapartida é gratuita. Quem vai abrir a mão disso depois?

Pare e pense, que estratégia sua marca precisa?

(Marcas devem pensar a longo prazo. Curto prazo batem metas para hoje e não para amanhã)

Quase nenhuma marca para e pensa. A regra é publicar, publicar e publicar. A maioria das gafes acontecem não é por não haver casos anteriores, mas apenas pelo fato de não pensar na forma da comunicação hoje receptiva (aceita ou entendida). Se há algo que posso comentar sobre sensibilidade de assuntos, é de que todo cuidado é pouco na comunicação mercadológica.

Adotar qualquer tendência que surge e aplicar é um risco absoluto. Seria relativo se o planejamento avaliasse o impacto. Mas pare e pense em como montar um processo de marca (Branding) que envolve aliar conteúdo com o que oferece. Seu produto atende a sua comunicação?

Qual é o seu objetivo? Vender e ganhar dinheiro ou fazer humor de forma gratuita?

Publicidade expositiva = Propaganda enganosa

(Não fale o que não vai entregar. Não prometa o que não tem.)

A maioria das publicidades que primam para uma comunicação sem pé e nem cabeça, mesmo que não intencional, gera um sentimento de antipatia. Pois ninguém se identifica com ela. Pode ser enganosa? Dependendo da promessa, sim. Toda publicidade que apenas expõe, mas não oferece, é expositiva.

A grande maioria da geração de conteúdo seja on-line ou off-line tem o objetivo de conectar, apresentar, encantar e vender. Se a comunicação conecta um público para uma demanda que nunca vai acontecer, a apresentação, o encantamento e a venda se tornam fraudes. Uma fraude que vai ser registrada na cabeça do seu ex-cliente e futuro assessor do seu concorrente.

Conclusão.

Esse artigo pertence aos assuntos mais corriqueiros a serem debatidos. O uso da propaganda enganosa por exemplo, não é algo incomum de acontecer. No dia-a-dia podemos definir as manchetes sensacionalistas no meio jornalístico como uma tendência ‘desbocada’ para a tática mercadológica neste sentido. Que mesmo bebendo da mesma fonte em diversos campos de atuação, o sensacionalismo para atrair não deve ser adotado.

Escrever algo no título para gerar buzz e não oferecer isso no miolo do texto é a forma mais fácil de atrair. Sim. E a mais fácil de gerar rejeição e buzz negativo. Vamos atentar que uma matéria jornalística ao criar textos e títulos ‘Clickbait’ já geram renda em cliques. Seu produto só gera renda após a efetuação da contratação. Vale a pena?

E o poder do FREE (gratuito) não deve ser uma tática usada a toda hora. Como Buzz, ela é uma forma de atrair o público certo para entender suas propostas. Nenhuma empresa é solidária, ela oferece gratuidade mas não por ser boazinha. O custo zero tem um valor de investimento. Se o seu objetivo é promover material gratuito para gerar leads e não clientes, sinto dizer que qualquer ação a partir daí será mais cara do que você planejava.

A comunicação é sempre estratégica.

Quem é?

Publicitário / Designer / Consultor / Palestrante / Empresário e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento – CRM (IBMEC). Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Redes Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

Participe do grupo “Marketing de Relacionamento”:

https://www.linkedin.com/groups/7056049

Contribua também para a Pesquisa de Atendimento e Relacionamento com o Cliente (Redes Sociais):

https://goo.gl/forms/hU0Ss4ETpQl5kVMg2

 

 

Anúncios