A mania mais forte do campo de Marketing,Publicidade e Propaganda é cunhar novos termos sobre o que já existe. E o mais novo é o Power Niche (Nicho Poderoso em tradução livre). Li recentemente um artigo na Conjur que trata de artigos e notícias jurídicas e havia um artigo falando sobre Marketing Jurídico e Power Niche.

Podem conferir o artigo aqui. (Trata de Power Niche que é Segmentação de mercado, trata de Oceano Azul que é liderança de mercado e trata de Marketing Jurídico)

A confusão pode ocorrer quando na leitura perceber que o Power Niche na verdade é o que chamamos de Planejamento de Marketing aplicado em mercados segmentados e criação de personas (Definição de clientes) que é propriamente dito o papel do Marketing.

Esclarecendo os fatos.

Mas o artigo pode confundir muitas pessoas porque o texto é carregado da teoria do Oceano azul, da base do Marketing de Relacionamento e da tática de segmentação. Na prática criar um relacionamento com o cliente (através da segmentação) não garante Oceano azul ou seja um domínio do mercado do consumidor. Segmentação permite a facilidade de ‘visualizar’ as necessidades e os perfis.

Liderança de mercado (Oceano Azul) depende do tempo e reputação. O que a segmentação e o marketing de relacionamento proporciona é que o seu cliente passe a ver em seu serviço e além dele, você (sua empresa e equipe) como parte da solução. Ou seja é uma tática que estreita o relacionamento comercial com o seu cliente de uma forma mais afetiva.

No entanto a chamada não deixa de ser interessante. Marketing Jurídico é um campo de atuação que no Brasil pouco se fala, mal existe literatura e há um desconhecimento total por parte dos profissionais.

Logo a atuação do mercado Jurídico com o foco de nicho é vital. Seus clientes podem ser separados em nicho (e devem).

Atuo em Marketing Jurídico há uns 4 anos, e a dificuldade maior é entender o que o código de ética da OAB entende como publicidade e aplicar no dia-a-dia, tanto em redes sociais como tradicional uma comunicação “menos” mercadológica e mais informativa. A maior ferramenta de progresso que beneficiou os advogados neste quesito foi a criação do Inbound Marketing e o desenvolvimento da internet.

Quando a publicidade passou a ganhar uma forma que a informação pudesse ser o pivô da distribuição e a propaganda informativa ganhou mais peso, o marketing para advogados passou a ter mais força. As redes sociais são uma ferramenta poderosa para escritórios, jovens advogados e os grupos jurídicos.

Diferente da publicidade usual, advogado não tem possibilidade de ‘vender’ os seus serviços. É considerado quebra de decoro. Nem sequer fazer margem a concorrência. Nem praticar o ‘mercado’ propriamente dito. Tais como:

Anunciar, vender, promover, autopromover, destacar-se em outdoor, banners ou informações de tabela,preço, oferta. Boa parte das chamadas “poderosas” de publicidade precisam se adaptar a comunicação e ao marketing jurídico.

Por fim o que o Power Niche pode me ajudar em Marketing Jurídico?

Power Niche nos termos básicos de Marketing significa “segmentação”. Todo mercado tem um setor de atuação. O campo jurídico é um setor. Ele é um nicho de mercado. E portanto o Power Niche parece ser o novo nome de “Planejamento de Marketing de segmentação” aplicado a segmentos de mercado (Outrora o termo que designa o comportamento do mercado de nicho é a Cauda Longa).

No entanto a prática de Cauda Longa, o que pode confundir as pessoas em geral, é que erroneamente chamar o conceito de Power Niche como uma estratégia nova é que ela não é diferente do processo de Planejamento de Marketing. Já que dentro do planejamento temos uma direção que nos aponta para que o cliente quer, automaticamente você irá segmenta-los.

Hoje temos uma mercado de nicho e individual, que eleva o pensamento de estratégia além do mercado de massa. Essa não é uma estratégia nova e não apenas específica ao mercado jurídico.

Na prática, deixando de lado termos. Marketing Jurídico é centrado em uma propaganda informativa dentro de táticas de Marketing de Conteúdo e relacionamento. E a prática de um planejamento voltado para o segmento jurídico é recomendável para atingir seus objetivos sem quebrar o código de ética da OAB. (Cap. IV, 6 artigos – Da Publicidade, pg. 5) logo o uso do “Power Niche” é segmentar os clientes desses advogados para ter uma base de relacionamento, segundo o que o autor quer dizer.

Conclusão.

Mas para deixar claro criar relacionamentos é uma tática do Marketing de Relacionamento que obrigatoriamente possui o processo de segmentação, mas não garante liderança de mercado de imediato.

Quem é?

Publicitário / Designer / Consultor / Palestrante / Empresário e CEO da Junqueira Consultoria. MBA em administração de Marketing e Comunicação Empresarial (UVA), Marketing de Relacionamento — CRM (IBMEC). Especialista em Marketing Jurídico, Relacionamento e Redes Sociais. Colunista no Instituto Vendas.

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